Criticando o Código Da Vinci - YabloG!

Criticando o Código Da Vinci

maio 18th, 2006 | Por Fábio Yabu em Resenhas

Por onde passa, o livro de Dan Brown, O Código Da Vinci gera polêmica e dezenas de subprodutos que se propõem a explicar, desvendar, relevar ou quebrar a obra. Independente da qualidade literária da mesma, há de se convir que não é difícil chamar a atenção com uma trama que diz revelar a maior farsa da história da humanidade, envolvendo num golpe só Jesus Cristo, Maria Madalena, Leonardo Da Vinci e até Sir. Isaac Newton.

Ler O Código Da Vinci é ler o roteiro de um filme hollywoodiano. Sem rodeios, rápido, pontuado por seus clichês, perseguições de carro, cidadãos comuns dando olé na polícia e (muitas) reviravoltas. O jogo já estava ganho no momento em que o primeiro exemplar foi vendido, e daí para uma produção estrelada por Tom Hanks foi um pulinho.

Talvez esteja aí o grande problema do filme. Com uma origem tão chamativa e lucros tão certos, o roteiro não se esforça em amenizar as discrepâncias do livro ou retrabalhar personagens mal aproveitados. Tudo está tal qual no texto de Dan Brown, e o aparente excesso de confiança transparece claramente em todo o filme. Estrelas como Tom Hanks, no papel do protagonista Robert Langdon e Jean Reno como o policial Bezu Fache fazem atuações totalmente medianas, quase descompromissadas. Audrey Tautou, a eterna Amélie, escorrega feio na interpretação da detetive Sophie Neveau, e Alfred Molina parece preocupado com a hora de ir embora enquanto interpreta o Bispo Aringarosa.

A única atuação notável é de Sir. Ian McKellen no papel de Sir. Leigh Teabing, personagem que, como no livro, não diz lá muito a que veio e parece ter sido colocado só pra garantir mais algumas reviravoltas na trama.

Apesar de tudo, o roteiro de Akiva Goldsman apara algumas arestas do livro e nos poupa de certos constrangimentos. As mirabolantes explicações sobre a Opus Dei, Jesus Cristo, Maria Madalena e os Cavaleiros Templários são ilustradas através de flashbacks e transposição de planos que podem irritar quem leu o livro, mas explicam de forma quase pedagógica sua trama aos não iniciados. Uma forma de aproveitar o filme é não se preocupar muito com a história e deixa-se conduzir por todas as reviravoltas apenas em nome da diversão. Como um Indiana Jones moderno, mas sem músculos, sem ação, sem encanto e verborragia de sobra.

O código Da Vinci
The Da Vinci Code
EUA, 2006
Suspense – 101 min

Direção: Ron Howard
Roteiro: Akiva Goldsman, baseado em livro de Dan Brown
Elenco: Tom Hanks, Audrey Tautou, Ian McKellen, Alfred Molina, Jürgen Prochnow, Paul Bettany, Jean Reno, Etienne Chicot, Jean-Pierre Marielle, Clive Carter, Seth Gabel, Marie-Françoise Audollent, David Bark-Jones, Jean-Yves Berteloot

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4 Comentários

  • Dani Karasawa says:

    Sinceramente, uma pena que a produo no tenha aproveitado todo o potencial de O Cdigo Da Vinci para realizar um belo filme. Havia muito material para se fazer algo de alta qualidade de entretenimento ao pblico leitor e no leitor de Dan Brown. Beijo

  • Jozin says:

    Alex: No sobre o filme ser “toptop” ou no, sobre o filme ser bom ou no.Quantas vezes no vi o Yabu criticar duramente TAMBM os filmes pequenos. que hoje em dia, quando o pessoal faz um filme dito de renome, se preocupam bem menos com qualidade, j que eles j tem renome e no esto mais procurando renome.

  • Paul says:

    Eu gostei do livro, e acho que Sir Leight Teabing O personagem do livro. No vou justificar porque acaba com a surpresa de quem no conhece a histria. Mas eu j achava que o filme no ia ser l essas coisas, no. Apesar de no ter gostado do livro, Fortaleza Digital tem mais cara de filme que o Cdigo.

  • Alex Ramos says:

    Por que os criticos adoram esculaxar os filmes ditos “toptop”?



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