Super-Homem – O Retorno
julho 30th, 2006 | Posted by in Resenhas
Acabei de voltar do cinema, após ter assistido a Super-Homem – O Retorno pela segunda vez… e, agora que eu já conhecia toda a história, pude prestar mais atenção à s sutilezas do filme e me diverti ainda mais que na primeira vez.
Resenhas sobre o filme você pode ler em qualquer lugar, e acho que todas são unânimes em dizer o quanto ele chuta bundas. O que eu quero comentar aqui são leituras pessoais que fizeram do filme inesquecÃvel para mim. Por isso peço que não considerem esse texto uma crÃtica e sim um relato transparente das sensações que o filme me trouxe.
Coragem
Pra começar, achei a decisão do diretor Bryan Singer de fazer uma continuação de Super-Homem ll brilhante. Quantos filmes podem se dar ao luxo de ter uma continuação 27 anos depois de seu lançamento? Foi uma rara oportunidade na história do cinema que Bryan Singer aproveitou com maestria. Ele usou toda a mitologia do personagem a seu favor. Não perdeu tempo em reapresentar algo que todo mundo já sabe. Nenhum outro personagem de quadrinhos tem esse poder; mesmo quem nunca pegou num gibi do Super-Homem sabe o que é kryptonita e quem é Lois Lane. Mas pergunte por aà quem é a namorada do Batman ou os pais do Homem-Aranha e a história vai ser bem diferente.
Mesmo com toda a notoriedade trazida por quase 70 anos de histórias, uma bem sucedida carreira no cinema e o recente sucesso da TV Smallville, o filme não deixa de ser corajoso e até arriscado. E é aà mesmo que está um de seus maiores méritos; apesar de ser entretenimento, Super-Homem – O Retorno, se arrisca a contar uma história profunda e cheia de camadas. A introduzir elementos numa história que se tornou mitologia moderna, sem desrespeitar todo o legado que ela traz.
Fé
É claro que o mundo precisa do Super-Homem. Um salvador, alguém que luta pela verdade e justiça e “todas aquelas coisas”. O paralelo com Jesus Cristo não só foi mantido como reforçado no filme. As cenas que mostram sua ascensão aos céus só poderiam ser uma menção mais clara se fossem seguidas de um número de capÃtulo e um de versÃculo.
O Super-Homem não é um herói que nasceu da culpa como o Homem-Aranha, ou da vingança como o Batman. Se isso faz dele um personagem menos profundo, que seja. O Super-Homem é bom porque é bom, e é uma inspiração para pessoas dentro e fora dos quadrinhos. Tem motivo melhor para definir e admirar um herói?
Respeito
Se você ainda não viu o filme, espere para fazê-lo após assistir em DVD aos filmes Super-Homem 1 e 2. Eu garanto, a experiência será completamente diferente.
A atenção aos detalhes e nuances de cada personagem trazidos à nova versão é primorosa. A começar pela abertura e os créditos iniciais, feitos tal qual o filme original. Já na casa de Martha, a mãe adotiva do Super-Homem, é possÃvel ver um quadro com Glenn Ford, que interpretou o pai do herói no filme de 78. A utilização da voz de Marlon Brando como Jor-El então já vale o preço do ingresso.
Todos os personagens principais repetem falas dos filmes de 78. A chegada de Clark ao Planeta Diário e seu encontro com Jimmy Olsen é um dos muitos diálogos intocados, que são uma verdadeira declaração de amor à obra original e de respeito a muitos que, como eu, consideram Super-Homem 1 um precioso tesouro da infância.
Amor
É mais do que ação desenfreada, troca de socos e efeitos especiais. Super-Homem – O Retorno é uma história de amor. Essa é uma das nuances que tornam o filme tão rico.
Você não necessariamente torce para que o casal fique junto no final. Fica aquela dúvida se é certo ou não; eu cheguei a torcer para que o beijo não saÃsse. Quem já amou sabe que amar não significa estar junto, mas estar “sempre por perto”.
Conclusões
Eu sempre tive uma certa inveja das pessoas que viram filmes como Super-Homem 1, Star Wars e Indiana Jones no cinema. Durante toda a minha vida, eu me perguntava quando eu poderia ter a mesma sensação e orgulho para poder contar para meus filhos e netos.
Vieram filmes como Matrix, Senhor dos Anéis, Homem-Aranha. Filmes que eu até sinto um orgulhozinho, mas não é a mesma coisa. Eu tinha 6 anos quando vi Super-Homem 4 no cinema num passeio da escola, e me lembro com detalhes fotográficos o dia nublado, a estranheza que me causou termos entrado pela porta lateral do Cine Roxy e ainda me pergunto quem eram aqueles meninos sentados na fileira da frente, já que da minha classe é que não eram.
Quando estava mais velho, acabei percebendo a importância dos filmes do Super-Homem no cinema e o quanto eu desejaria poder ter visto o original com um pouquinho mais de idade, até porque o 4o é ruim de doer. Desde então, tenho esperado por anos a fio a volta do Homem de Aço, e hoje finalmente posso estufar o peito e dizer que a espera valeu a pena. O Super-Homem está de volta! Como diria Clark Kent, supimpa!!
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Fábio Yabu é escritor, criador de "Combo Rangers", 
aax
quero assistir super man o retorno
É verdade,eu acredito!!!
Fui assistir Superman-Returns no cinema, e afirmo, um excelente filme, em DVD já assisti mais de cinco vezes. Sou fã do Legado de Superman e sem medo de errar, desde Christopher Reeve não temos tido um Superman pra valer, chegando a conclusão que esse último é uma Mega Produção.
A princípio temos que entender a visão do diretor (Bryan Singler) de trazer de volta as Telonas gigantes do Cinema Mundial esse renomado herói dos quadrinhos. Brandon Routh (Clark Kent/Superman) provou que é apto para estampar no peito o famoso “S”, e que neste filme era o Superman contra incidentes provocados por um mero homem, Lex Luthor (Kevin Spacey, cuja atuação foi brilhante, devido o jeito sargástico de ser em seus outros filmes) embora intelectual e espiritualista, sendo o primeiro e um dos maiores vilões (sendo Ele humano) de Superman. No entanto aguardamos que no próximo longa, a sequência como é esperado, sob o título provisório “Superman: The Man Of Steel” haverá um vilão que seja Páreo-Físico ao homem-de-aço, isto é, muita pancadaria.
esse é o lado bom dele,ivulneravel por fora(sem contar com a kryptonita),mas por dentro é só um humano devido a sua criação o super é mesmo o melhor.
Adorei o seu texto Fábio! E fico mais feliz de saber que eu estava lá, ao seu lado, para nossa eterna lembrança!
Cara, eu acho que o Super-Homem tem uma coisa que nenhum outro super herói tem: Ele É, desde que nasceu, o Super-Homem. A máscara é o Clark Kent. O Aranha “virou” Aranha, o Batman “decidiu” ser Batman, os X-Men descobriram mais ou menos na adolescência que era mutantes e decidiram o que fazer da vida, mas o Zuper nasceu Super! Ele é super quando escova os dentes, quando faz a barba com a visão de calor, quando dorme… E não deixa de ser super quando se “esconde”, fantasiado de Clark. Qualquer um pode deixar de ser o “herói”, menos ele, que vai morrer com isso.
E eu sou um dos afortunados que vi Superman I no cinema. Em 79, não 78, porque eu morava no interior. E tinha 6 anos, também. Só peguei 4 filmes antes!