O futuro
agosto 28th, 2006 | Posted by in CrônicasQuando escrevo meus textos e livros procuro não pensar muito no que vai acontecer depois que eles forem publicados; porque as possibilidades são tão vastas que é inútil tentar prevê-las. Diria até que isso atrapalha o andamento do trabalho já que, se um livro é a visão que o escritor tem do mundo, não faz o menor sentido ele ficar olhando para os lados enquanto escreve.
É claro que tem aquela partezinha dentro de mim que espera que o livro faça o mínimo de sucesso. Que ele venda o mínimo para se manter no competitivo e canibalizado mercado literário. Que, ao final de dois anos, a modesta primeira tiragem tenha sido vendida. Mas procuro manter essa expectativa baixa, e vejo que essa prática fez muito sentido após ter publicado dois livros e vinte e tantas revistas em quadrinhos. Independente do “sucesso” de cada um, tudo sempre surgiu de uma fagulha espontânea e sincera de algo que eu queria expressar. E o resto foi consequência.
Não que meus livros sejam blockbusters, o novo Harry Potter e tal. Nem quero que sejam, na verdade. Prefiro trilhar meu caminho devagarzinho no coração das crianças, sem pressa nem grandes expectativas. Aos poucos meu plano tem dado certo.
Semana passada, estive em Aguaí, interior de SP, visitando o Colégio Deltha, que adotou meus dois livros. Sabe, quando pegam um tema e a escola inteira trabalha durante meses? Fazem cartazes com purpurina, lantejoulas, trabalhos em grupo discutindo o livro e respondendo perguntas. Eu ainda me lembro de quando tinha que fazer a mesma coisa há poucos anos e de repente, pá. Lá estou eu, no meio de um pátio vendo um mural repleto de cartolinas coloridas com desenhos, frases e lições tiradas dos meus livros. Um pouco acima, uma cartolina branca escrita a “canetão”: Bem vindo, Fábio Yabu. E dezenas de crianças no pátio olhando para mim enquanto caminho com a diretora, que me contou uma história curiosa:
“Você não imagina o que os seus livros fizeram aqui. Até mãe já teve que vir aqui na escola por causas deles! É, as crianças pegaram a mania de chamar aquelas que são mais mandonas de “Tubarina”. Aí uma menina invocou e a mãe dela teve que vir perguntar porque chamavam a filha dela de Tubarina!”
Veio então o momento de conversar com as crianças, desde o pré até a sétima série. Quietinhas, atentas, competindo por um olhar e um sinal de “positivo” que eu fazia para todas. Vieram as perguntas, sempre deliciosas, às vezes surpreendentes como “Como é o mar?“. O prézinho também me premiava com pérolas como “Fabyabu, minha mãe não leu o seu livro pra mim!” e “Fabyabu, ontem eu engoli shampoo!“.
Uma menininha de 6 anos ficava correndo pelo pátio, pulando e cantando uma musiquinha inventada na hora, cuja letra era apenas “Fabyabuuuuu… Fabyabuuuu“. Outra veio, e sem dizer uma palavra, me entregou um papel, me deu um beijo e saiu correndo. “Fábio Yabu, eu não te conheço mas sei que você é legal.” Coisa mais linda.
Foi demais. Voltei para casa com dezenas de trabalhos e cartinhas, lembranças gostosas e a maravilhosa sensação de não saber o que o futuro reserva. Melhor assim, né?
Meu segundo livro pelos olhos de crianças da quinta série: Luana, Lucas, Ana Lívia, Tuany e Anne.
Um presente da primeira série

Polvina
You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 Both comments and pings are currently closed.

Fábio Yabu é escritor, criador de "Combo Rangers", 
q lindo *-*
cara vc foi mt mais recopensado que a jk…vc n ganho tando dinhero quanto ela, + ganho reconhecimento das crianças….despertar crianças tao pequenas assim p um livro que nao seja harry potter (eu amo harry potter + vamos a realidade…raro criança ler outros tipos de livro u.u’)
isso foi t lindo…ver criança se interessando por algo que voce faz é muito legal…
quero ler seu livro agora XD
EII YABUU
SE TU FOI PRA AGUAÍ APROVEITAVA E VINHA PRA PIRASSUNUNGA ORAS XD
ZUERAAA… PARABÉNS xD
Cara… é mto bom trabalhar com crianças… ver o rostinho feliz, com aqueles olhinhos brilhando… No dia do soldado, eu fui fazer umas apresentações em escolar lá em Igaratá e na minha cidade aqui, Jacareí. Só para crianças… coisas como ordem unida, musicas que cantamos no TG, ensiná-las a marchar, etc… Cara, foi mto bom! Passamos em todas as escolas de Igaratá, e as crianças viam, abraçavam, beijavam, pediam pra pegar elas no colo e depois saiam gritando: “O soldado me pegouuuu, o soldado me pegouuuu”!
Como todos já disseram, eu só vou complementar… Fabyabu… Congratulations!
Como todo mundo já disse: Parabéns.
Eu lembro quando foi uma escritora na minha escola, que não posso me lembrar nem do nome dela ou da obra, mas muitas coisas que li lá não me esqueço até hoje….
Cuidado com as tubarinas, Fabyabu =]
Aaah, que bonitinho. =~
Que ótimo pra você, ahn, Fabyabu. XDDDD
Bem, tomara que quando se por um acaso talvez você lance o 3′ livro, você vá lá né… Vai ser a mesma coisinha… ^^ Deve ser tão gratificante…
Bem, parabéns, “Fabyabuuuuuu, Fabyabuuuuuu…” XDD
Meu, que incrível isso! Que fenomenal! Com certeza essas crianças tem um ponto a mais no quesito humanidade do que as de outras escolas. Cara, continua escrevendo livros bacanas para crianças… Quando eu tiver um filho, ele vai ser teu leitor.
Abração, Fabyabu!
Fabyab! Fabyabu!
: )
Fico feliz… muito feliz…
Agora caiu a minha ficha… sobre o propósito da sua “viagem”… agora caiu…
Nossa que show! Vc saiu de lá com aquele sorriso de orelha a orelha, neh?
Tpw, na minha escola não adotaram o seu livro mas se você quiser dar uma passada lá, a vontade ^^!
Aguaí rules!
)
Isso é rox.
Maneiro!
Parabéns!
Caramba… Fiquei até emocionado. Fiquei lembrando do dia em q uma escritora foi ao colégio onde eu estudava. Fiquei todo empolgado e corri pra pedir dinheiro pra minha avó pra comprar TODOS os livros da autora (desculpe, não lembro o nome dela).
Qualquer dia vou procurar pelos livros dela para reler.
É incrível o que uma visita dessa pode fazer pra essa molecada. Pra mim foi como se toda aquela fantasia se materializasse na minha frente. Parabéns, mesmo!!!