Um bom ano
Todo final de ano evito criar muitas expectativas sobre o novo ano que se inicia, e geralmente a estratégia dá certo. Essas coisas, sabe? Viver um dia de cada vez, viver cada dia como se fosse o último (ou primeiro) e todos os clichês de livros de auto-ajuda que bebem na sabedoria ancestral.
Pra quem tinha tão poucas expectativas, 2006 foi um ano arretado de bom. Lancei meu segundo livro (agora ninguém pode falar que sou autor de um livro só, hahaha), escrevi mais dois que saem em 2007, conheci Barcelona, Paris e assisti a Superman Returns em Sydney, que virou a Metrópolis do filme. Aliás, Sydney mereceria uma série de posts à parte, é o lugar mais fantástico que já visitei; quando tiver tempo e paciência escreverei a respeito (ou seja, é melhor você comprar um livro ou ir até lá que nem a minha querida Thayz).
De lá da longínqua e belíssima Austrália é que também está vindo o desenho das Princesas do Mar, o que ainda é algo totalmente surreal pra mim. E está ficando muito, muito legal. Em alguns meses poderei mostrar algo a vocês. Aguardem!!
2006 também foi o ano em que eu mais escrevi na vida! Eu teria me dado por satisfeito se tivesse apenas escrito mais um livro, mas além do novo que concluí recentemente, teve também vários plots de episódios da série de TV, algumas resenhas para o Omelete e é claro, as toneladas de posts que escrevi no blog. Contando com esse foram exatos 247 (!!!) posts. Desde aqueles falando sobre American Idol que mostram o tamanho da minha frivolidade até momentos em que realmente abri meu coração e mostrei suas chagas para os milhares e pessoas que passam aqui todos os dias. Gente amiga, gente querida, minha mãe, gente que nunca ouvi falar. Desde que mudei para o Wordpress em maio, o blog recebeu mais de 100.000 visitantes! Vem cá, vocês não querem comprar meus livros, não?
Falando em livros, fiz meu tão sonhado curso de filosofia, e pra completar meu professor é a cara do Locke! Qualquer dia o bicho me joga uma faca. Estudei pra caramba e consegui desaprender um monte de coisas.
Ah, e sabe o que foi legal também?? Passei o ano inteirinho sem usar uma única camisal! Só usei camisetas e roupas confortáveis, o que faz milagres pela minha qualidade de vida. Aliás, acho que faz bem mais de ano que não uso nenhuma camisa. Nem sapato! Meu pobre tênis azul que alternou seus préstimos com minha papete não resistiu a tamanhas provações e literalmente, abriu o bico nos últimos dias do ano.
Segundo o iTunes, a música que mais ouvi esse ano foi… Make Your Own Kind of Music, de Mamas and the Papas, que abriu a mega-boga segunda temporada de Lost. Foram 86 execuções, o que dá 3 horas e 14 minutos ouvindo a mesma damn música, fora as vezes em que ouvi no iPod ou no carro. Em seguida, com 84 execuções no PC está My baby just cares for me, da inesquecível Nina Simone. E eu não vou falar quantas vezes ouvi porque ainda tenho um mínimo de dignidade, mas Because of You da Kelly Clarkson está entre as 5 mais ouvidas do ano. Pô, fazer o que, eu já gostava dela há muito tempo antes de ela virar tema de novela e capa da Capricho. Todo mundo: Becaaaause of yooou…
Também meditei muito. Fiquei em contato com a maravilhosa grandiosidade do vazio. Isso me ajudou a aproveitar cada momento desse ano tão bacana. E me ajudou a entender um pouco a chegada de uma nova vida e a partida de alguém muito querido. Nessas horas eu penso, “cacete, não é que a vida faz sentido?”
Por isso que eu digo: pra que, né, minha gente? Pra que criar expectativas? Quer algo, vá lá e faça, não sonhe, não espere, não deseje, apenas vá e faça, godammit, antes que seja tarde demais.
No mais, obrigado por tudo, velhos amigos. Por terem dedicado seu tempo às minhas palavras, por terem torcido e sorrido comigo. Se a providência permitir, vou continuar compartilhando minhas histórias e minhas neuras com vocês em 2007.
Feliz Ano Novo!!
Justiça
Não sou muito de postar historinhas aqui, mas essa realmente mexeu comigo. Transcrevo o que ouvi na última palestra do ano da Monja Coen sensei:
“Havia um rei conhecido pela sua bondade e seu forte senso de justiça. Um dia, esse rei decidiu distribuir sementes a seus 10 empregados, mas em suas mãos ele tinha 11 sementes. Sem saber como fazer uma partilha justa, ele voltou-se para os deuses e pediu que fizessem a divisão por ele.
Então, os deuses realizaram seu desejo e distribuíram as sementes de forma totalmente desigual. Um empregado recebeu 3 sementes, outro 2, alguns uma e alguns nenhuma.”
Pra pensar durante o reveillón! ![]()
Coisas que ninguém precisa saber…
… mas eu escrevo por pura terapia:
- Estou aproveitando essa semana mais calma para… meditar? Refletir sobre o ano que passou? Planejar 2007? Hmmm… não! Assistir aos episódios que perdi da terceira temporada de Grey’s Anatomy? SIIM! Grey’s Anatomy chuta bundas, a terceira temporada está virando os Estados Unidos de cabeça pra baixo, mas na minha opinião a segunda ainda é a melhor. Não é por nada não, mas já começo a me perguntar como tanta coisa bizarra acontece naquele hospital…Mas enfim qualquer coisa vale para ver a minha McHottie… give it up for Izzie Stevens everyone!
- Falando em give it up… em janeiro American Idol está de volta, e com ele a minha vida também! Aguarde uma cobertura massiva nesse humilde blog!
- Ah, um amigo meu que mora nos EUA (o famoso Paul Torrent) me mandou o CD do Taylor Hicks e eu… achei muito bom!! Disparado o melhor já lançado por qualquer Idol, já que Taylor Hicks é também o vencedor mais cheio de personalidade. As músicas são uma mistura de Joe Cocker com Stevie Wonder, e com exceção de “Soul thing”, também de Taylor, são todas inéditas. Recomendado!
- Ano que vem lanço pelo menos dois livros: no primeiro semestre tem o terceiro livro das Princesas do Mar, e mais um que… há, quem disse que vou falar?
- Finalmente comprei uma webcam pra usar no Skype, que está com uma qualidade de vídeo bem legal. Mas simplesmente não consigo deixar ela virada para mim quando não estou usando. Parece que tem alguém me vigiando, que medo! Então viro ela para a parede. Alguém mais faz isso?
- É impressão minha ou os comentários diminuíram depois que eu coloquei as estrelinhas? Nem o Cilon comenta mais! Hahahaha!
- Ah, e falando em comentários, em dezembro o blog já ultrapassou 2x a banda que contrato mensalmente, e chegou a ficar fora do ar em algumas ocasiões. Tem cada vez mais gente interessada nas minhas amenidades, neuroses e histórias sobre a minha adolescência dawsonscreekiana. Então não me venham com desculpas, eu sei que vocês estão aí lendo isso e comentem, pô!
- Há três semanas comprei pela primeira vez na vida um tubinho de Super Bonder. Nas últimas duas semanas, três souveniers que tenho em casa quebraram do nada. Coincidência? Acho que não!
- Que espécie de maluco faz propaganda de geladeira no rádio? E que espécie de maluco compra uma geladeira depois de ouvir falar dela no rádio? Ouvi uma hoje e fiquei me perguntando.
- São Paulo não é uma delícia nas férias? Você pode ir e vir a qualquer horário, sem trânsito algum, sem gritaria, sem barulho. Fazer em 15 minutos trajetos que levariam até duas horas e meia, estacionar em qualquer lugar, não pegar fila em restaurante, encontrar o cinema vazio… eu simplesmente não entendo como as pessoas querem sair daqui nas férias. Eu quero é sair quando a cidade está cheia, horas!

Final de tarde em São Paulo. Dá pra acreditar? Por favor, fiquem na praia e deixem a cidade só pra mim.
O amigo oculto (ou secreto)
Tudo começou quando a gente disse adeus pela primeira vez.
Aquele incompreensível adeus e os dias que se seguiram em que você não estava lá. Os dias de espera, de lágrimas e de dor enquanto você não voltava. Sentado no canto do quarto, vendo as horas passarem como segundos quando tudo o que eu queria era que elas parassem de uma vez. Os olhares preocupados, as opiniões equivocadas de quem teima em falar sobre o coração alheio, que eu sequer ouvia por estar com aquelas últimas palavras ecoando em minha mente, turvando meu pensamento, trazendo lágrimas e destruindo sonhos, até começarem a diminuir de intensidade, até que eu pude voltar a respirar, até que no quarto dia resolvi pegar a mágoa, colocar na mochila e partir para sempre, só para aprender pela primeira vez que o para sempre está no instante.
Hoje me lembro desses quatro dias no escuro com ternura. As coisas ao meu redor começaram a se transformar e, dentro de mim, a dor virou silêncio, que virou saudade, que me tornou invisível. Pra poder ver seu novo corte de cabelo, sua nova gatinha, sua nova vida. Pra cruzar “sem querer” com suas amigas e descobrir com alegria que você continuava seguindo em frente.
Mesmo quando eu não queria, mesmo quando achava que tinha te esquecido, a vida me lembrava, me trazia pessoas que eu jamais achei que conheceria, só pra descobrir que elas também eram suas amigas. Elas se tornaram meus olhos e ouvidos pra ver sua formatura, suas viagens e quando você foi muito além. Invisível, torci por cada passo seu, orei pra que cada tombo não machucasse muito e, quando isso acontecia, corria novamente para te ajudar a se levantar, nos poucos momentos em que sua mão geladinha tocou a minha em tantos anos.
Adeus? Nunca serviu pra nada. Eu estava lá sempre, e Deus, como foi precioso pra mim saber que você também estava. Para sempre juntos, para sempre amigos, ainda que meus amigos mais próximos sequer sabem como é o seu rosto e vice-versa. Não era isso que a gente queria? O mundo deu tantas voltas, giramos junto com ele e fomos parar tão longe, atravessando oceanos, dizendo tantos outros adeuses inúteis, girando e girando só pra cair onde estamos agora: você aí e eu aqui. Como sempre.
Talvez eu seja meio Poliana mesmo, meio Mr. Brightside, mas de todos os presentes que eu poderia receber nesse fim de ano, não tem nada mais maravilhoso do que saber que você está bem e tem quem cuide de você.
Ah, o espírito natalino…
A tolerância cristã não é comovente?

Filmes que vão bombar em 2007
2007 promete ser um ano memorável nos cinemas! Teremos um novo Homem-Aranha, o início da franquia dos Transformers e muitas outras coisas bacanas. Veja aqui os 10 filmes mais aguardados por esse humilde blogueiro, que tenta manter as expectativas baixas para não se desapontar mais tarde. Fatalmente alguns trarão decepções, mas não custa nada sonhar, né?

Rodrigo Santoro, em 300: Eu tenho FALAS!!!!!
Quem vai limpar a sujeira do Seu Jorge?
O pum da vaca e o aquecimento global
É absolutamente constrangedor explicar um ponto de vista sob risadinhas jocosas de gente que não se importa com o mundo à sua volta. Por isso mesmo, quando olham para mim como se eu tivesse uma doença infecto-contagiosa e perguntam “Mas por que você não come carne??” eu simplesmente respondo “porque não” e evito prolongar o assunto.
Quando o pessoal resolve escolher um restaurante e fala gracinhas do tipo “ah, mas lá não tem nada do que o vegetariano aí pode comer“, eu dou uma risadinha e digo que sempre tem pão com azeite. O pior é quando olham para mim com pena, achando que eu sou uma espécie de garoto da bolha que não pode ter contato com carne animal senão vai cair duro babando uma espuminha branca.
Enfim, é um porre. Resolvi então listar aqui alguns dados que espero que expliquem a decisão que tomei há 3 anos e só trouxe benefícios à minha vida e espero, ao mundo também.
- Seria engraçado se não fosse trágico: os puns e arrotos das vacas são um dos principais agentes responsáveis pelo aquecimento global, que pode levar a nada menos que a extinção da raça humana em menos de 100 anos. Exagero? O cientista James Lovelock acha que não. Lovelock é autor da Hipótese Gaia, controversa teoria que nos anos 80 alertou o mundo para os perigos do aquecimento global.
- Segundo o jornal Valor Econômico, com dados da ONU, a pecuária responde por 18% dos gases causadores do efeito estufa, sendo mais perigosa do que os automóveis. O metano produzido pelos bovinos é 23 vezes mais aquecedor do que o CO2, tido como grande vilão do aquecimento global.
- O 1.4 bilhão de vacas no mundo é responsável por 14 % das emissões de metano na atmosfera. Tem é claro ainda o CO2. Se você come carne, é diretamente responsável por 341 litros de CO2 liberados na atmosfera todo ano. Calcule aqui suas emissões de carbono.
- No Brasil existem 195 milhões de cabeças de gado. É mais boi do que gente. Assim, é fácil entender porque quase metade do alimento produzido no país destina-se ao consumo animal. Enquanto isso, 14 milhões de pessoas passam fome. Dá pra fazer piada com isso?
Esse são meus argumentos, que como podem ver, não tem nada a ver com a felicidade das vaquinhas (que importa para mim, sim, mas gostaria de abordar isso sob uma ótima mais filosófica). Não como carne porque não preciso, porque sei dos malefícios que isso gera para minha saúde e o futuro do planeta e, principalmente, porque está ao alcance da minha mão fazê-lo. E como diria o filósofo Pascal, se está ao alcance da sua mão, faça.
Lançamento: Sempre Zen, de Monja Coen

Neste domingo, será lançado Sempre Zen - Aprender, Ensinar, Ser, o segundo livro de Monja Coen Sensei, na Livraria da Vila, em São Paulo. Quem puder prestigiar vai poder ver porque ela é a monja budista mais importante e conhecida do Brasil, e quiçá aprender um pouquinho com sua presença iluminada.
O livro traz uma série de reflexões da Monja sobre o cotidiano. Vida, morte, meditação, paz, entre outros temas, são abordados sob a ótica budista, ao mesmo estilo de seu livro anterior, Viva Zen. Tenho a felicidade de poder acompanhar seus ensinamentos regularmente, por isso recomendo de coração seus livros, para pessoas de todas as religiões.
Anote aí:
Livraria da Vila
Rua Fradique Coutinho, 915 - Vila Madalena
Domingo, 17 de dezembro
Das 15 às 17h




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