janeiro/25/2007

Fazer aulas de filosofia é uma ótima prática para se exercitar a paciência e o auto-controle. Não porque se trata de um assunto difícil e que requer muita dedicação e estudo. Mas porque sempre tem um mala insuportável na sala que adora fazer perguntas estúpidas, que me fazem ter vontade de mandar a filosofia as favas e socar repetidamente a fuça do sujeito. Veja os exemplos reais que eu tive que aturar nos últimos dias:

Professor: “… a matéria é um ser mensurável.”

Aluno X: “Professor, a palavra “ente” não seria mais apropriada?”

Professor: “… portanto, para Jasper, a morte é apenas um detalhe.”

Aluno X: “O detalhe seria então uma singularidade?”

Agora a mais campeã de todas:

Professor: “… portanto, a existência humana é um paradoxo.”

Aluno X: “Isso poderia ser chamado de um pragmatismo dogmático?

Não dá vontade de mandar uma carta pro congresso pedindo pra legalizarem o suicídio??


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