Episódio Xlll - Season Finale
Pois é, meus amigos! Amanhã é o meu último dia em Roma, e, como vou deixar as malas na estação de trem logo de manhã, esse deve ser o último post sobre essa incrível jornada.
Hoje deve ter sido o dia em que mais andei na vida. E nem foi porque eu me perdi, como geralmente acontece, aliás, queria deixar aqui um agradecimento público ao gênio que inventou o mapa. Graças a ele, durante o dia inteiro caminhando por Roma eu só me perdi duas ou três vezes e, como podem ver, sobrevivi pra contar a história.
Episódio Xll - This… is… ROMAAAA!
O último dia da Feira de Bologna redefiniu completamente a expressão “fim de feira”. Estandes vazios, sendo desmontados antes do meio dia, editoras dando ou vendendo os livros expostos pra não ter que voltar carregando no avião, gente cansada e de bode. Nossa, que deprê, viu. Como não tinha muito o que fazer, e a minha passagem de trem estava marcada para as 8:46 da noite, deixei as malas na estação e fui dar mais um rolê pela cidade.
Episódio 11 - A grande fuga!
Hoje camelei o dia inteiro no centro de Bologna, e não podia ficar mais satisfeito. Dá pra conhecer as principais atrações da cidade, de igrejas renascentistas a ruínas do império romano a pé, e não é necessário muito mais do que uma tarde para isso. O curioso foi que encontrei a maior galera com quem me reuní na feira nos últimos dias passeando por lá também ou seja, trabalhar que é bom, nada! Tô até com medo de amanhã chegar lá pro último dia e dar de cara com a feira vazia… o que aliás, é bem provável, só espero que o pessoal que tenha reunião comigo não me dê cano.
Episódio 10 - Agitando em Bologna
Me ensinaram, esqueci. Vi, entendi. Fiz, aprendi. Não, a frase não é do Sylar nem do Peter Petrelli. Ela é atribuída ao filósofo Confúcio, e é praticamente uma mantra na minha vida. Tudo o que sei fazer hoje aprendi na marra, de mexer no Photoshop a escrever livros. Acho que faço isso porque sou viciado naquela sensação de descobrimento no começo de cada aprendizado novo, uma mistura de curiosidade, ousadia e arrogância juvenil. A velha idéia de que se pode sim, mudar o mundo sozinho. Dessa forma, não importa quantos anos eu tiver; se sempre tentar aprender coisas novas do zero, vou ser sempre um principiante, com todas as possibilidades que essa posição privilegiada oferece.
Pausa para… HEROES!
Os bastardos acharam que poderiam me deter! Que só porque estou… bem, viajando pela Europa eu deixaria de assistir ao retorno de HEROES mas eles estavam enganados!! Vocês me ouviram? ELES ESTAVAM ENGANADOS!!!!
O que eu achei? Talvez você se surpreenda com a resposta. Continue lendo para spoilers e também respostas definitivas para as perguntas mais importantes: como você para um homem que explode? por que “Save the Cheerleader, Save the World?” Peter morre ou não???
Episódio 9 - Perdido na Itália
Caramba, será que a minha vida é MESMO um reality show??
Bom, só pra constar, minha manhã em Firenze foi muito melhor do que o dia de ontem. Consegui dar umas voltas pela cidade, nos arredores da Ponte Vecchio e fiquei satisfeito com o que vi. Mas sabe qual é o problema de se visitar a Europa? Nunca, mas nunca mesmo, comece por Paris. Eu tentava evitar, mas por mais que Firenze seja bonita, não tem como comparar com a Cidade Luz. As ruas, os rios e os monumentos são muito mais limpos e bem cuidados por lá. Em algumas partes, Firenze me passou a impressão de desleixo.
Episodio 8 - Aprontando em Firenze
Desde que comecei a planejar essa viagem estava em dúvida se viria ou não para Firenze. O negócio é que eu queria passar o fim de semana em Barcelona, e ainda queria conhecer algum lugar bacana antes de encarar a Feira do Livro de Bologna. Como o tempo de viagem entre as duas cidades é de apenas uma hora de trem, resolvi então dar uma paradinha aqui pra conhecer as ruas onde Dante Alighieri nasceu e a quarta maior igreja da Europa, o Duomo - Santa Maria Del Fiore.
Olha, eu não sei se eu dei um azar danado ou se é assim mesmo, mas fiquei meio desapontado com o rápido passeio que dei hoje. Não que o Duomo não seja uma coisa espetacular, mas o que me incomodou foi o exorbitante número de camelôs na região e os problemas que isso traz. Poluição visual, tumulto nas ruas e muita, mas MUITA sujeira. As poucas lixeiras do bairro não dão conta do número de turistas e as ruas ficam abarrotadas de guardanapos, restos de comida, pombos, latinhas e garrafas. Acho que é a primeira vez que vejo esse fenômeno na Europa. Mesmo as cidades menores que conheci, ou então os bairros menos nobres de Paris são mais bem cuidados.
Outra coisa que me deixou cabreiro foi o comportamento dos motoristas. Em Barcelona, a velocidade máxima permitida nas vias de maior tráfego é de 50km/h. Nas ruas residenciais (muitas vezes fechadas para carros), ela é de 30 ou 40km/h, se não me falha a memória. A fiscalização também é braba e ai de quem não esperar o pedestre atravessar a faixa.
Agora, aqui parece que não. Pelo menos nos arredores do Duomo, vi todos os problemas que já estava acostumando a ver por morar em São Paulo: tráfego, buzinas, excesso de velocidade e desrespeito ao pedestre. Agora vamos ver amanhã. Espero que os carros e os camelôs não estraguem a minha memória de uma das cidades mais bonitas da Itália.
Estou achando bom ficar essa semana inteira sozinho. Após os lindos momentos em Cannes e Barcelona, cercado por amor, amizade e reconhecimento do meu trabalho, quero digerir tudo isso com calma e pensar um pouco na minha vida e nos caminhos que ela tem me mostrado. Depois de ver Heroes, claro.
Episodio 7 - Mr. Brightside
Viajar para pode ser uma experiência transformadora e inesquecível. Depois de conhecer países, lugares e obras você nunca mais olha para a própria vida do mesmo jeito. Se dá conta do sua pequenez, e ao mesmo tempo entende que tem o seu lugar e missão no mundo.
Mas viajar tem também pode trazer um efeito colateral. Às vezes você pode encontrar o mais inesperado no menos provável dos lugares, e só se dar conta disso na hora de embarcar no avião.
Da janela, você olha pra trás e lembra como tudo começou ao som da sua música favorita. Encontra um pequeno tesouro em cada memória. Uma caminhada na praia trouxe uma deliciosa bolha no pé, uma taça de vinho trouxe uma gostosa e leve embriaguez, e um momento de silêncio trouxe um segredo. Entre uma taça e outra, um café e outro, um continente e outro, você percebe aquelas pequenas e poderosas explosões de carinho e amizade que surgem do nada e que tem dia e hora pra acabar impressos numa maldita passagem. Você tenta ver o lado bom das coisas, e o acaso te arma mais uma surpresa quando Mr. Brightside toca na hora do adeus.
O piloto anuncia que está chegando ao destino final. Você aperta os cintos, respira fundo e resolve por os pés no chão. Então fica aquela saudade, aquele “doce sofrimento”, como tentei traduzir para alguém que não falava português, e tudo o que você pode fazer é ser grato por aqueles momentos adoráveis que não vão mais voltar. E se pergunta quem foi o filho da puta que mexeu no relógio do universo pra você estar no lugar certo na hora errada.
Episódio 6 - É só alegria
Meu dia hoje foi realmente adorável. Algo que beirou a perfeição.
Começou com uma visita ao estúdio da Neptuno Films. Acho que a última vez que me senti tão especial na vida foi na minha festa de aniversário surpresa na sexta-série. Cara, foi demais. Vi mais três episódios totalmente finalizados e vários em diferentes estágios de finalização. Vi também o episódio onde “empurrei” o Seu Madruga e o Seu Barriga como figurantes, hahaha, foi hilário e teve um gostinho muito especial, pois também escrevi várias falas da história.




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