
SEASON FINALE DE HEROES – HOW TO STOP AN EXPLODING MAN!
Como é bom estar vivo para presenciar esse momento!
Nova York explodiu? Quem morreu? Quem sobreviveu? Quem vai conseguir acordar cedo amanhã pra ir trabalhar? Saiba o que achei do MEGA BOGA final de Heroes a seguir, com spoilers e muita histeria!
Tudo começou em julho do ano passado, quando o piloto “vazou” (há, até parece) na Internet, e pude pela primeira vez, apreciar aquela que viria a ser a minha série favorita.
Ah, o episódio piloto… que belas recordações. Que final fantástico. Nathan voando pra salvar Peter? Quem esperava por essa? Ainda me lembro da emoção que senti… eu ficava falando pros meus amigos que ainda não haviam visto a luz: “MEU, EM HEROES TEM UM CARA QUE VOA!! TIPO, ELE ACTUALLY FLIES!!!“. Alguns demoraram mais, outros foram convert… digo, esclarecidos mais rapidamente. E logo, todos estavam comigo indo semanalmente aos US and A para assistir ao novo episódio de Heroes.

Novos personagens iam surgindo. O hilário Hiro Nakamura, Claire, Matt Parkman. As coisas começaram a ficar cada vez mais interessantes, e a série demonstrava um certo potencial… até que, no final do quarto episódio, aquilo aconteceu.

Sim, o Hiro do futuro abriu o caminho para tudo o que viria a seguir. A frase de efeito “Save the Cheerleader, Save the World” que tomou de assalto o planeta. A busca heróica de Hiro e Peter Petrelli, os novos e fascinantes personagens como a Google Girl e o Homem-Invisível… a série ficava cada vez mais perfeita, eu ficava cada vez mais viciado e devoto, aprendi sobre o passado, vi o futuro e até paguei o maior mico de todos os tempos por causa da minha série favorita. e a tensão crescia cada vez mais, até o apoteótico final.
Caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaara, que final. Eu vibrei cada minuto. Não foi o melhor episódio da série, mas cumpriu tudo o que prometeu. Fechou o primeiro volume, explicou o que tinha que explicar e guardou coisas pra próxima temporada. É preciso lembrar que Heroes não segue o esquema de Lost ou Smallville, que contam uma história longa através de várias temporadas. Cada temporada de Heroes é uma história fechada, por isso não espere um cliffhanger mega boga no final. Até tem, mas não é algo como os finais de Lost.

Todos os personagens principais se juntaram para contar a história. Até mesmo a antiga “Liga da Justiça”, com Charles Deveaux, Mama Petrelli e Linderman, que estavam mancomunados e sabiam da bomba desde o início. Aliás, excelente a participação de Charles Deveaux (Richard Roundtree, o Shaft, da série dos anos 70), como o grande mentor de Peter. Pelo que entendi, a equipe se dividiu entre aqueles que acreditavam que a bomba explodiria – Linderman e Mama Petrelli – e aqueles que tinham esperança – Charles Deveaux e Kaito Nakamura, o pai do Hiro. Dos antigos heróis, só conhecemos os poderes de Linderman, e provavelmente saberemos mais sobre os outros na próxima temporada.

Molly Walker é uma fofa. Adorei ela e sua relação com Matt Parkman. O destino do nosso querido Psychocop parece incerto, mas eu tenho certeza que ele volta para a próxima temporada. É claro que ele estava usando colete à prova de balas… se você leva 5 tiros no peito você não cai e fica ofegante, nem é levado numa ambulância… é morte súbita, meu filho! Fatality!! Infelizmente, acho que a insuportável família de Nikki-barra-Jéssica, agora Nikki-barra-Nikki, também volta.
O único personagem que deu uma escorregada foi Sylar. Tipo, ele desvia de balas mas não conseguiu impedir o Hiro e sua espada? Nada que não pudesse ser corrigido num segundo tratamento do roteiro… Hiro poderia muito bem ter usado seus poderes pra atingir Sylar antes que ele pudesse ver.

Enfim, o emocionante final. Nova York foi salva, graças aos irmãos Petrelli, que acabaram sendo as únicas vítimas da explosão de Peter em pleno céu da Big Apple. Achei muito boa a participação do Nathan, que, assim como no primeiro episódio, voou para salvar o irmão e mostrou porque é um dos meus personagens favoritos. Como Charles Deveaux havia profetizado no episódio 7, Nothing to Hide, no final, tudo o que importa é o amor. Será que eles sobreviveram à explosão? Assim como Matt, eu acho que eles também voltam.
Mas como não podia deixar de ser, o episódio teve seus furos, sim. Pela primeira vez na série, as profecias de Isaac não se cumpriram. O desenho de Ando morto no chão não fez sentido, nem todas aquelas pinturas de NY em chamas. Furo no roteiro? Eu chamaria de migué mesmo.
O episódio também teve um grande problema chamado… dinheiro! Todos esperavam uma luta mega boga de Sylar contra Peter, com poderes, raios e prédios sendo destruídos a là Dragon Ball Z, mas eles, como machos que são, resolveram partir pro tapa. Tipo, Sylar tem telecinésia, criocinésia (o poder de congelar as coisas), poderes nucleares, Peter pode voar, parar o tempo e até pintar lindos quadros, além de ter todos os poderes do Sylar e… os caras saem na mão???? Me cheirou a restrições orçamentárias, que nos privaram da verdadeira magnitude que a explosão deve ter sido, e que também resolveria a questão dos quadros de Isaac.
Mas enfim, no final o saldo foi pra lá de positivo e o season finale não decepcionou. Podia ter algumas arestas aparadas, mas fechou com chave de ouro o primeiro volume e introduziu de maneira deliciosa o segundo – Generations. O futuro reserva grandes emoções. Molly Walker já citou a presença do próximo vilão – alguém ainda mais perigoso que Sylar, e que seus poderes não podem localizar – sem falar na esplêndida cena final, com Hiro no Japão Feudal. Agora é aguardar até o retorno da série, em meados de setembro, e arrumar o que fazer até lá. Sei lá, coisas como ler, viajar ou viver, quem sabe. Ainda estou decidindo!

Frases memoráveis:
“Call me Noah”
(HRG, Mr. Bennet ou Claire’s Father)
“I already have a family”
(Claire para Nathan)
“In the end, all that really matters… is love.”
(Charles Deveaux para Peter)
“YOU SAVED THE CHEERLEADER, SO WE COULD SAVE THE WORLD!”
(Nathan para Peter! VOTE PETRELLI!!!)

Hiro sabia que não deveria ter vindo para a Animecon.

Blog pessoal de Fábio Yabu, desenhista e autor de livros infantis, criador de "Combo Rangers", 






Pedro |
quarta-feira, 23rd maio 2007 at 3:41 pm