Episódio 3 - Um penetra bom de bico!
Hoje é minha última noite em Santiago - amanhã cedinho parto para Viña del Mar, a 120km daqui, para passar o reveillón. Depois de três dias na capital do Chile, já posso dizer que estou absolutamente satisfeito com a cidade. Como disse antes, a limpeza e organização não ficam muito atrás das capitais européias. Apesar de todas os alertas que recebi sobre assaltantes, nem cheguei perto de ver algo ruim acontecer. Mesmo nas áreas mais “povão”, próximas ao Mercado Central, tudo era relativamente calmo. Estou realmente inclinado a achar que o referencial dos chilenos é outro. Se eles soubessem que esse ano se comemorou o fato de não ter havido nenhum homicído em São Paulo no NATAL, começariam a achar sua cidade mais segura…

Estácion Central
Episódio 2 - Uma cidade muito louca!
Depois de uma merecida noite de descanso, saí camelando por aí para descobrir as surpresas que a cidade me reservava. Consegui pegar um hotel que não é lá aquelas coisas de conforto, mas tem uma localização campeã: fica bem ao lado do Cerro Santa Lucia, um morro de 60m repleto de pracinhas e lugares bacanas para fazer caminhadas, ler ou dar uns amassos. Tem de tudo lá!
Episódio 1 - Uma companhia irriTAMte
Saludos, amigos!
Cheguei ontem de madrugada à bela Santiago, no Chile, depois das trapalhadas de uma companhia aérea que já era notoriamente conhecida pelo descaso com seus passageiros, cujo nome não vou ciTAM, digo, citar.
Como eu nunca havia voado pela tal companhia, acabei comprando meu bilhete para Santiago por ela sem grandes reflexões - estava mais barato mesmo. Bom, como eu sempre tenho problemas em aeroportos, resolvi cumprir as recomendações e chegar três horas antes do vôo. Fui até o guichê, li na plaquinha, “Santiago” mas não havia absolutamente ninguém atendendo. Procurei um funcionário que me disse que o check-in só começaria às 15h30, exatos sessenta minutos antes do vôo! Eu achei estranho, mas sei lá, o que não é estranho nos aeroportos brasileiros hoje em dia? Desencanei e fui almoçar, folhear revistas nas livrarias, usucapear o vífe das Salas VIP dos bacanas, essas coisas.
Adios, amigos!
Caros amigos,
Livro novo pronto para ir para a gráfica no começo de janeiro, mais dois engatilhados para o primeiro semestre e a estréia das Princesas do Mar prevista para o primeiro trimestre! Estou fechando a lojinha, feliz por ter concluído tudo o que eu havia planejado pro ano, e mais um pouco.
2007 foi cheio de aventuras e muita testosterona: foi o ano de Transformers, Bruce Willis, Rocky Balboa, Rei LEÔNIDAS e seus 300 espartanos (ou 299? eu nunca soube!) e o mais motherfucker de todos, CAPITÃO NASCIMENTO! Que mané Beckham, que mané Queer Eye for the Straight Guy, 2007 deixou a era dos metrosexuais para trás com o pé na porta e tapa na cara!
Depois de um ano tão cheio, esse herói resolveu descansar um pouco antes de começar um 2008 que promete, e muito! Hoje vou para as Minas Gerais passar o Natal com minha família e volto na quarta-feira. Então, vai ser só pegar as passagens, as malas e a coisa mais importante que um viajante deve levar: um coração partido; e me aventurar pela América Latina. Passarei o Ano Novo em Viña Del Mar, nos arredores de Santiago do Chile, de lá vou para Mendoza, na Argentina. Depois, fico uma semana em Buenos Aires estudando Espanhol pra terminar a aventura, um fim de semana em Montevideo, Uruguai.
É claro que não vou deixá-los sozinhos! Farei um diário de viagem aqui mesmo, que, adivinhe, se chamará UM MALUCO NA AMÉRICA LATINA, onde falarei das minhas aventuras, surpresas e inevitáveis micos. Não perca, a partir do dia 27 (ou 28, se eu não achar vífe no Chile).
Aproveito para desejar um Feliz Natal a todos meus leitores e amigos queridos. Muito obrigado a todos por mais esse ano inesquecível, e que 2008 seja ainda melhor para todos nós! Persigam seus sonhos, evitem sacolinhas plásticas e o consumo de carne! Ah, e comprem meus livros, afinal preciso pagar essa viagem. Obrigado! ![]()
Mini-Me

Vejam que mega-boga o meu presente de Natal da Camila… eu mesmo!! Hahahahah!
A prima do Super-Homem

Tenho mais em comum com o Super-Homem do que a absoluta falta de jeito com o sexo oposto e a capacidade de ouvir tudo o que não quero. Esses dias estava passando o desenho da Liga da Justiça em que ele confidenciava para o Arqueiro Verde o quanto ele se orgulhava de sua prima, a Supergirl, que completou 21 anos antes de viajar para o futuro em busca de seu lugar no universo.
Tipo assim, eu sempre achei primo um negócio esquisito. Primo não é irmão, não é alguém que você é necessariamente obrigado a ver, amar ou odiar. Primo é como você seria se tivesse sido criado por outra família, é a sua versão que deu mais certo, ou mais errado. Minha família sempre pareceu meio desesperada para espalhar nossos genes pelo planeta, já que tenho 19 (!) primos de primeiro grau, alguns eu nunca vi, e outros só vejo em enterros.
Minha prima caçula tem a mesma idade da Supergirl. Andamos meio afastados durante alguns anos, essas coisas que acontecem entre primos, sabe? Você passa as férias juntos mas de repente vem a adolescência, o vestibular e quando você vai ver, páaaa, aquela coisinha fofa que brincava de andar de cavalinho nas suas costas é uma mulher feita.
Os rostos mudaram, os caminhos se desencontraram mas por algum motivo, dentre tantos primos que nunca mais vi, a minha “Supergirl” sempre ocupou um lugar especial no meu coração, onde eu quis mantê-la aquecida e protegida, principalmente de vagabundo que só quer passar a mão nela. Acho que ela sempre soube, e por isso, um dia enquanto lavávamos a louça ela me contou em segredo que em breve a família iria aumentar. Como de praxe, ela morria de medo da reação dos pais (que estavam no Japão), dos amigos, o que vão falar, puta que pariu, e agora, o que eu vou fazer, tô fodida, eu tentei acalmá-la, calma, vai dar tudo certo, isso deve ter acontecido por algum motivo. Pode ser a mãe de todos os clichês, mas eu não fazia idéia do quanto estava certo.
A notícia do novo membro da família caiu como um meteoro no meio de Smallville. Foi aquele chororô danado, mas ela é tão novinha, o que vai fazer, quem vai cuidar, todo mundo desesperado enquanto eu só pensava em brincar com o moleque, trocar fralda, dar banho, levar pra passear, desenhar junto, ler historinha. O dia mais feliz da minha vida foi quando a Supergirl me ligou para dizer “hoje eu ouvi o coraçãozinho dele”, eu perguntei, “como foi” e ela disse “foi lindo”.
Foi lindo.
Meus tios voltaram do Japão para dar à Supergirl todo o apoio, carinho e puxões de orelha de que ela precisava, e também para tratar de uma estranha dor que meu tio sentia. Ele estava magro e abatido, e me disse com uma ternura que nunca vou esquecer, “obrigado por ter cuidado da minha filha enquanto eu não estava aqui”. Poucos meses depois, ele já havia ido embora. Foi em paz, feliz por ter pegado o netinho no colo. Hoje, Supergirl e seu filhinho voam juntos em direção ao futuro, trazendo alegria para a família e enchendo esse primo coruja de orgulho.

Momento LOST: Flashforward

Eu conversando com meu brother Jovem Nerd no Gtalk, sobre a minha ida ao Rio de Janeiro na semana que vem.
Observacinhas:
- moi = eu. Meus aplicativos do Google são em francês
- Eu moro em SP, o Jovem Nerd no Rio.
- (xxx) = emissora de TV Carioca… não, não é a dona do ProjAcre.
02:01 moi: dia 17 to ai!
02:02 Jovem Nerd: serio??
02:02 moi: ehhh
02:02 moi: mas volto no mesmo dia! vou pra uma entrevista na (xxx) ;P
02:03 Jovem Nerd: NAO ACREDITO! EU TRABALHO NA (xxx), MALANDRO!
Raimundo está chegando!

Tenho duas coisas na cabeça que guiam as histórias que escrevo. A primeira é que eu preciso me reinventar de tempos em tempos. A idéia de ficar conhecido como autor de um único projeto sempre me apavorou. Quando decidi deixar os Combo Rangers de lado, eu não consegui ficar de bode por ter encerrado um projeto de sete anos. Na verdade eu estava é louco de vontade de começar o próximo, com as mãos tremendo e o coração acelerado de emoção.
A segunda é que eu acho que boas histórias estão em todo lugar. Em cada tropeço, em cada conquista e principalmente, em cada pedaço de coração estilhaçado que a gente encontra por aí. Se juntarmos esses pedaços podemos formar vitrais repletos de dor ou de sorrisos, que nem sempre são bonitos, mas que com sorte irão agradar alguém que viu algo parecido dentro de si.
Esse ano, pensando em criar algo novo e procurando uma boa história nas minhas viagens e nas coisas que andei vendo por aí, escrevi meu novo livro, Raimundo, Cidadão do Mundo, que sai no começo de 2008 pela Panda Books.
Apesar de ser um livro para crianças, acho que é meu projeto mais maduro. Quando escrevi meu primeiro livro, eu me dei o direito de cometer erros, pois acho que isso é importante em todo o processo de aprendizado. Os dois seguintes foram construídos em cima de sua base, portanto, com um risco menor e apostando numa série que já estava se tornando conhecida.
Já o Raimundo é totalmente diferente de tudo o que já fiz. Em forma, por ser uma longa poesia rimada, e em conteúdo; por não falar de nada extraordinário ou sobre-humano. O personagem principal, Raimundo, é um rapaz de 19 anos que perde o caminho de casa e acaba viajando pelo mundo. Também foi a primeira vez que me dediquei totalmente ao texto - as ilustrações são belíssimas montagens da artista Ana Terra.
O livro está em seus retoques finais… acho que vocês vão gostar. Voltarei a falar do danado quando estiver com ele em mãos, provavelmente em janeiro! ![]()
Telefone
Hoje de manhã liguei pro meu irmão no celular:
- Ué, por que você tá me ligando no celular? Liga aqui em casa.
- E eu lá sei o telefone da sua casa?
- Como assim não sabe?
- Não sabendo, ué. Você nunca me deu.
- Afff. Então anota aí:
- Fala.
- … er… eu não sei o telefone daqui. Deixa que eu te ligo aí.
Esse é o meu irmãozinho. =)





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