junho/12/2008

Pois é, mais um! Semana passada entreguei na editora a primeira versão do meu novo livro, que deve chegar às livrarias em setembro. Trata-se da quarta aventura da série regular das Princesas do Mar. Na tradição de nomes misteriosos e sonoros como o segundo, “Uma sombra na água“, e o terceiro, “As Cartas de Vento“, o quarto se chamará… “A Balada da Princesa Esquecida“. Eu adoro esse nome! :D

Vou contar mais da história quando o lançamento se aproximar, mas eu acho que ficou bem legal, e a minha editora também gostou muito. Como o público que acompanhou o surgimento das meninas em 2004 está crescendo, optei por aumentar um pouco a complexidade da trama a cada livro. Esse novo puxa bastante para o suspense e também o drama, coisa inexistente na série de TV mas bem frequente nos livros. Aliás, meus livros são um chororô só! Esse quarto então vai ser uma tragédia…

E ele também tem a origem mais inusitada dos três: há alguns meses, eu pensei “cara, eu preciso escrever um livro chamado ‘A Balada da Princesa Esquecida’. Não sabia absolutamente nada da história, como seria, do que falaria, ou por que teria esse título maluco. Daí comecei a pensar na história e ela começou a se montar na minha cabeça naturalmente, como se quisesse ser contada. E talvez seja isso mesmo. É como Michaelângelo dizia, que ele apenas tirava das pedras as esculturas que já estavam lá prontas.

É isso o que mais me fascina em escrever histórias, sabia? Como cada uma tem sua própria vida, seu ecossistema, como se fosse um universo em miniatura. Quando se trabalha muito tempo com os mesmos personagens, como era com Combo Rangers e agora está sendo com Princesas do Mar, é fascinante ver que os personagens têm vida própria e simplesmente se “manifestam” nas histórias. Geralmente quando eu começo a escrever eu não penso “A Tubarina vai fazer isso pra levar a trama pra tal lugar”. Mas durante o texto, ela simplesmente “aparece” com o pé na porta, tapa na cara, e todo o planejamento que eu tinha pro capítulo, ou mesmo pra história inteira, vai pras cucuias – ainda bem!

Enfim, falarei mais da Balada da Princesa Esquecida em breve!

(Da minha coleção de títulos estilosos: “O Desejo do Último“, “Obrigado por tudo, velho inimigo“, “Um cego que se olha no espelho“, “Um reflexo diferente“. Títulos criados por outras pessoas: “O Apanhador no Campo de Centeio” (J.D. Salinger), “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” (o filme de Michael Gondry, mas o título é de Alexander Pope), “Memórias póstumas de Brás Cubas” (Machado de Assis, né?!) e “O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford” (Ron Hansen).

Mas o melhor título de todos os tempos eu nem sei se existe mesmo. É verdade que tem uma história do Alan Moore chamada “O dia em que o amanhecer transformou o céu num abatedouro“? Não sei se é um conto ou uma piada dele, só sei que é muito bom, falaí! :D

P.S.: Ah, e mais uma coisa: infelizmente, o vilão do livro novo não será mais o Jinn Farah, do BBB2. Na última hora resolvi mudar a natureza do vilão, e não encaixava mais com o perverso dono das Empresas Farah – Brilhantes Inventos Do Universo. Talvez ele entre no próximo livro.

P.S.2: Agora que finalmente aprendi a jogar Super Smash Bros., vivo pensando em como seria legal ressuscitar o Yabuverso pra ele englobar os meus novos personagens, e então fazer um mega crossover! Quem sabe um dia, né? Certamente o Jinn Farah seria o grande vilão da história!!

P.S.3: Tô mó pró no Smash Bros. Brawl! Mas ainda não consegui liberar o Sonic!! :( E a Sexy Samus é a melhor!!!


10 Comments

  • Meu título favorito é de uma história que os personagens da Turma da Mônica pretendiam escrever numa certa revista: “Além do óbvio ululante que pulula nas mentes humanas”. É praticamente uma poesia.

     
  • Seria realmente uma boa o retorno do Yabuverso, muitos dos teus fãs iriam adoram rever vários dos porsonagems criados pelo Grande Yabu!

    Boa sorte em revivê-los!

     
  • Engraçado, por não ter muita criatividade para criar títulos para as minhas histórias, aprendi a não ligar muito para eles. Já me passaram a perna em alguns tristes momentos de minha curta vida através de títulos bons (os textos eram péssimos, muito comerciais). Acho que as vezes é só o titulo que é bom mesmo, tomo cuidado agora sempre que gosto muito de um titulo. Não me lembro de nenhum bom enganador agora… Acho que me preocupo mais com o conteúdo mesmo, sei lá.
    Acho que “as cartas do vento” é o melhor título de todos os seus trabalhos, “o desejo do último” é o segundo, vamos ver o próximo (com o Jinn).
    Aloha

     
  • A melhor maneira de se liberar os personagem e jogar o modo história (que é fantástico, como todo o jogo). Eu já liberei todos, falta só alguns cenários e músicas. Publica ai o seu Friend Code pro meu Luigi te dar uma surra. Eu só não passo o meu agora que eu tô no trabalho.
    E o Mario Kart, já esperimentou?

     
  • opa. eu quero jogar smash com o yabu =D

     
  • pois pe, eu num so escritor (e num sei nda sobre isso), mas eu acho q o titulo influencia a pessoa na hora de comprar o livro ou ler alguma coisa

    flw!

     
  • Criatividade de títulos contam e muito, eu mesmo usei um uma vez : Os ventos da tristeza e da saudade..

     
  • Yabu, acabei de ouvir sua entrevista no Jovem Nerd… já era teu fã da época dos Combo Rangers, agora sou mais ainda! Obrigado pela inspiração :)

     
  • Estive lendo alguns textos do Alan Moore hoje e acabei encontrando uma coluna que ele publicou sei-lá-quando sei-lá-onde e lá ele falava sobre o titulo “o dia em que o crepusculo transformou o ceu em um matadouro”, bem acontece que lá ele diz que não gostaria de ensinar a nova geração de autores a ser como ele e escrever “titulos idiotas e estravagantes” (termos usados por ele mesmo).

    Não sei o que pensar do tio Moore agora.

    Mas pensando bem, acho que concordo com Moore quanto aos titulos não terem tanta importancia. Eita teimosia, mas se o tio Moore acha isso, eu só posso concordar… Não sei por que escrevi isso, foi totalmente inutil, talvez tédio…

    Aloha

     

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