Pois é, mais um! Semana passada entreguei na editora a primeira versão do meu novo livro, que deve chegar às livrarias em setembro. Trata-se da quarta aventura da série regular das Princesas do Mar. Na tradição de nomes misteriosos e sonoros como o segundo, “Uma sombra na água“, e o terceiro, “As Cartas de Vento“, o quarto se chamará… “A Balada da Princesa Esquecida“. Eu adoro esse nome!
Vou contar mais da história quando o lançamento se aproximar, mas eu acho que ficou bem legal, e a minha editora também gostou muito. Como o público que acompanhou o surgimento das meninas em 2004 está crescendo, optei por aumentar um pouco a complexidade da trama a cada livro. Esse novo puxa bastante para o suspense e também o drama, coisa inexistente na série de TV mas bem frequente nos livros. Aliás, meus livros são um chororô só! Esse quarto então vai ser uma tragédia…
E ele também tem a origem mais inusitada dos três: há alguns meses, eu pensei “cara, eu preciso escrever um livro chamado ‘A Balada da Princesa Esquecida’. Não sabia absolutamente nada da história, como seria, do que falaria, ou por que teria esse título maluco. Daí comecei a pensar na história e ela começou a se montar na minha cabeça naturalmente, como se quisesse ser contada. E talvez seja isso mesmo. É como Michaelângelo dizia, que ele apenas tirava das pedras as esculturas que já estavam lá prontas.
É isso o que mais me fascina em escrever histórias, sabia? Como cada uma tem sua própria vida, seu ecossistema, como se fosse um universo em miniatura. Quando se trabalha muito tempo com os mesmos personagens, como era com Combo Rangers e agora está sendo com Princesas do Mar, é fascinante ver que os personagens têm vida própria e simplesmente se “manifestam” nas histórias. Geralmente quando eu começo a escrever eu não penso “A Tubarina vai fazer isso pra levar a trama pra tal lugar”. Mas durante o texto, ela simplesmente “aparece” com o pé na porta, tapa na cara, e todo o planejamento que eu tinha pro capítulo, ou mesmo pra história inteira, vai pras cucuias – ainda bem!
Enfim, falarei mais da Balada da Princesa Esquecida em breve!
(Da minha coleção de títulos estilosos: “O Desejo do Último“, “Obrigado por tudo, velho inimigo“, “Um cego que se olha no espelho“, “Um reflexo diferente“. Títulos criados por outras pessoas: “O Apanhador no Campo de Centeio” (J.D. Salinger), “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” (o filme de Michael Gondry, mas o título é de Alexander Pope), “Memórias póstumas de Brás Cubas” (Machado de Assis, né?!) e “O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford” (Ron Hansen).
Mas o melhor título de todos os tempos eu nem sei se existe mesmo. É verdade que tem uma história do Alan Moore chamada “O dia em que o amanhecer transformou o céu num abatedouro“? Não sei se é um conto ou uma piada dele, só sei que é muito bom, falaí!
P.S.: Ah, e mais uma coisa: infelizmente, o vilão do livro novo não será mais o Jinn Farah, do BBB2. Na última hora resolvi mudar a natureza do vilão, e não encaixava mais com o perverso dono das Empresas Farah – Brilhantes Inventos Do Universo. Talvez ele entre no próximo livro.
P.S.2: Agora que finalmente aprendi a jogar Super Smash Bros., vivo pensando em como seria legal ressuscitar o Yabuverso pra ele englobar os meus novos personagens, e então fazer um mega crossover! Quem sabe um dia, né? Certamente o Jinn Farah seria o grande vilão da história!!
P.S.3: Tô mó pró no Smash Bros. Brawl! Mas ainda não consegui liberar o Sonic!!
E a Sexy Samus é a melhor!!!

Blog pessoal de Fábio Yabu, desenhista e autor de livros infantis, criador de "Combo Rangers", 






Pedro Henrique (twitter.com/peaga) |
quinta-feira, 12th junho 2008 at 4:11 am