julho/30/2008

Uma coisa que me deixou chocado em San Diego foi a enorme quantidade de obesos da cidade. E por obeso não quero dizer gordEnhos, manja, com aquela polchetinha na frente. Quero dizer obesos mórbidos, gente com mais de 150 quilos, que mal consegue se mover, cuja banha fica balançando na barriga, “escorre” e chega a cobrir a virilha. E comem feito uns desgraçados, benzadeus.

Tudo bem que é muito fácil ser gordo aqui. Eu mesmo devo ter ganhado peso na semana passada. Os pratos são enormes, vêm cheios de molhos, pimenta, sal, gordura. Nem precisa perguntar se o sanduíche vem com fritas. Ele vem, e com muitas!

Frutas são supercaras e não é em todo lugar que se encontra verduras pra vender. Outra coisa que faz os americanos serem tão enormes é que ninguém gosta de andar. Às vezes eu peço informação na rua, especialmente sobre itinerários de transporte público, e frequentemente as pessoas desaconselham esse ou aquele ônibus se eu vou ter que andar 4 ou 5 quadras. Cinco quadras gente, pelamordedeus!

Essa é uma das coisas mais bizarras dos US and A. Sabe, todo mundo diz que os americanos são burros, não sabem onde é a capital do Brasil, etc. Mas até aí beleza, o problema é deles. Só que comer como muita gente aqui come ultrapassa os limites da ignorância e da alienação. É horrível ver que tem gente que vai comer até morrer.

E é isso que me irrita. Me deixa desgraçado da minha cabeça ver gente se destruindo. Mas veja, o problema não é o cara comer, beber ou se drogar até explodir. Cada um desperdiça a sua vida do jeito que quiser. O problema pra mim é que, segundo o budismo, quando uma pessoa morre, outras 500 sofrem com a morte dela. Aí eu penso no pai e na mãe daquele desgraçado enfiando nachos goela abaixo com um copo de um litro de coca-cola e fico de coração partido.

Enquanto isso, em San Francisco…

Aqui já vi bem menos obesos mórbidos. Talvez tenha a ver com a comunidade gay da cidade, não só porque os gays geralmente são mais vaidosos, mas também pelo mercado que se forma em volta disso; de comida, academia, roupas, cuidados pessoais, essas coisas. Uma coisa absolutamente genial que tem aqui (e nos US and A todos, incluindo San Diego) é o Whole Foods, um supermercado gigantesco só com produtos orgânicos e com os mais variados tipos de certificação. Lá é possível comprar desde produtos de higiene pessoal até cerveja orgânica, passando por carnes e peixes. As lojas têm também buffet de comidas, para comer lá ou levar pra casa, com comida oriental, mexicana, carnes e massas, tudo orgânico. E é claro, muita salada, apesar dos americanos malucos encherem de molhos engordantes.

Veja as fotos que fiz lá:


A loja é aprazível e o atendimento é prestimoso!


Tudo é fresquinho, do jeito que a senhora gosta!


A loja não usa sacolas plásticas, e sim de papel, 100% recicladas e recicláveis. Aliás, aqui na Califórnia do Schazenneger é lei. Está lendo isso, Serra?


Cerveja orgânica! Se eu não achasse cerveja um negócio nojento, bem que provaria!


Verduras orgânicas, fresquinhas! Menina bonita não paga, mas também não leva!


Até papel higiênico reciclado, 40 metros de puro verde!


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