outubro/7/2008

Pois é, faz um tempinho que eu não comento de gibis aqui. Eu não tenho lido quase nada a não ser TPs ou álbuns mais autorais como Persépolis. É triste ver que os lançamentos de qualidade tem se tornado cada vez mais escassos, e, por mais que eu ame quadrinhos e me considere uma pessoa razoavelmente inteligente, eu simplesmente não consigo entender o que se passa nas histórias da Marvel ou da DC. É um samba do crioulo doido, nego morre, desmorre, ressuscita, desressuscita. Acho que nem o Sheldon, do Big Bang Theory consegue entender o que se passa naquelas histórias.

Mas tem uma história aqui da qual eu PRECISO falar, e o herói você já sabe quem é: o Lanterna Verde. É uma época de alegria para mim. Pela primeira vez na vida tive a oportunidade de comprar uma revista MENSAL do Lanterna Verde no Brasil. O herói mais cabuloso dos quadrinhos sempre ficou relegado às migalhas das revistas do Super-Homem ou da Liga da Justiça. Agora, a Panini, é, a Panini, a mesma que cancelou meu gibi, me largou na rua da amargura, na fila do desemprego, no leito do SUS e me fez vender um rim e meus três filhos, simplesmente reconquistou meu amor incondicional ao publicar de forma tão caprichosa aquela que é A MELHOR HISTÓRIA DO LANTERNA VERDE DESDE OS TEMPOS DO ALAN MOORE. OH, PANINI, EU TE AMO, PANINI! PEGA EU, PANINI!

Aham. Deixa eu recuperar a compostura.

Pois é. DIMENSÃO DC: LANTERNA VERDE, traz em suas verdes e abençoadas páginas a saga “A Guerra dos Anéis” (The Sinestro Corps War). O que rola? Como eu gosto de tudo explicadinho, vou começar do princípio:

Os Lanternas Verdes são uma espécie de polícia intergalática. Cada setor do universo tem 2 ou mais desses guerreiros, que como arma possuem um anel energético capaz de realizar qualquer desejo, com exceção de criar ou tirar vidas. O maior dos Lanternas Verdes é o terráqueo Hal Jordan, que durante anos lutou contra as forças do mal, ao lado de seus companheiros de tropa, ou da Liga da Justiça.

Seu principal inimigo era o ex-colega SINESTRO, um Lanterna Verde renegado que forjou para si um anel amarelo, com poderes semelhantes ao dos Lanternas. Durante anos, Sinestro tentou em vão destruir Hal Jordan e a Tropa, mas a desvantagem numérica sempre falou mais alto… até agora.

Sinestro resolveu usar um pouco sua cabeça avantajada e saiu recrutando os alienígenais mais sórdidos do universo. Cada um deles recebeu um anel igual ao seu, e o objetivo de aniquilar sem piedade todo e qualquer Lanterna Verde.

E a coisa fica mais divertida ainda: lembra quando você era criança e imaginava o que aconteceria se o Super-Homem tivesse o anel do Lanterna Verde ou o cinto de utilidades do Batman? Pois é: entre os “recrutas” de Sinestro, não estão só alienígenas feios e bobos, mas alguns dos supervilões do primeiro escalão do Universo DC: o Superciborgue, o Superboy Prime, a entidade do medo Parallax e ninguém menos que o ANTI-MONITOR – o grande vilão do clássico Crise nas Infinitas Terras. Juntos, os vilões empunham seus anéis amarelos e DESCEM O SARRAFO não só na Tropa, mas em praticamente todo mundo no Universo DC que usa roupa colante.

A história, de Geoff Johns, é o sonho de todo fã do Lanterna Verde e também do Universo DC. Johns conseguiu juntar os principais elementos de décadas de histórias, passando por Alan Moore, Crise nas Infinitas Terras e até os anabolizados anos 90, numa narrativa envolvente da primeira à última página da saga, sem perder o ritmo. Muito mais do que uma história do bem contra o mal, “A Guerra dos Anéis” é um intenso conflito psicológico entre a força de vontade e o medo, no qual nenhum dos dois está totalmente certo ou errado. Enquanto os heróis fazem a contagem de corpos e pensam em revidar à altura, os vilões riem por terem conseguido tornar a barreira entre os dois lados cada vez mais tênue.

Apenas poucos defeitos permeiam a história, mas não chegam a tirar seu brilho: um deles, é a indefinição  dos uniformes da Tropa Sinestro, inicialmente azuis ao invés de amarelos. O símbolo da Tropa também foi criado pouco antes da primeira edição, e antes era mostrado como um simples círculo amarelo. Já uma coisa que me incomodou um pouco na edição brasileira foi o título “A Guerra dos Anéis”, que ao meu ver não traz o mesmo significado que o original ao pé da letra “A Guerra da Tropa Sinestro”. Eu também gostaria de ver mais ação com os vilões principais, mas acontece tanta coisa na história que sobra pouco espaço para tanta vilania.

A arte é de Ethan Van Scrier e do brasileiro Ivan Reis, dois dos desenhistas mais talentosos da atualidade. Simplesmente imperdível!

Confira também o Hotsite feito pela Panini, que explica mais sobre as duas tropas: A Guerra dos Anéis, e também traz HQs online sobre as duas facções.


11 Comments

  • HA! Isso eu preciso comentar 8D

    Caraaa… essa revista foi simplesmente um dos melhores (se não o melhor) lançamentos da Panini no ano *–*~
    Meu Deeeeeus… tipo, sem palavras pra descrever essa historia! *0*~

    Aaah… e soh um toke, Yabu: vc esqueceu d colocar os nomes Dave Gibbons, Patrick Fleasin e Angel Unzuetta, os criadores do 2º capitulo… sei q eles naum são taum bons quanto o Johns e o Reis, mas eles também são criadores, neh? ^_^

    Boom… eh isso…
    Aguardando a numero 2 ansiosamente *0*~

     
  • PUTS!!!! Não posso deixar de perder! :P

    Mas se você achar uma roupinha de laterna verde para o Pedro, eu deixo ele usar. :D

     
  • Junto com o Flash, o Lanterna é meu personagem favorito da DC. Mas como eu era moleque nos anos 90, prefiro o Kyle Rayner ao Hal Jordan :P

    Mas, anyway, sou marvete, então quem se importa?

     
  • A marvel, graças a guerra civil, e uma suposta invasão alienigina, ficou um pouco bagunçada msm, você praticamente precisa comprar todas as revistas pra entender o que esta acontecendo e isso é meio revoltante, mas, se você entender o que se passa, é até uma leitura agradavel :)

    Não sou muito fã da DC mas confesso que fiquei curioso com essa revista acho que vo comprar XD

     
  • Eu sou fã da Marvel. Adoro quase todos os personagens da Casa das Idéias. Mas estou me sentindo abandonado e um pouco traído (por que não?) com esse arco de invasões alienígenas, com um monte de gente que morreu e voltou e um monte que voltou e morreu.
    Da DC eu sempre AMEI o Lanterna Verde. Tanto o Kyle como o Hal estão no meu coração disputando o primeiro lugar (e espero que essa disputa demore muito tempo). Porém as HQ’s daqui não davam todo brilho que nosso Gladiador Esmeralda merece. Mas você tem razão Yabu. Ontem comprei e devorei essa edição! Está ÓTEEMA!
    Finalmente nosso herói está brilhando em nossas terras =D

     
  • Lanterna Verde é meio neh…. sei lá nunca me chamou a atenção, principalmente pelo fato dele ser verde. Sou um cara mais Homem Aranha da vida :P

     
  • Lanterna Verde *-*
    Eu nunca acompanhei nenhum HQ (só da Turma da Mônica), porque… bem, não sei porque, mas eu me arrependo muito de não ter feito isso quando criança, quando as HQs nao estavam já tão… loucas.
    Agora eu sei que eu nao tenho chance de entender tudo que já aconteceu com todos esses personagens dessa saga, mas eu vou tentar ler (mesmo que nao consiga 100% de aproveitamento).
    A propósito, mas mudando totalmente de assunto, você desenhou aquela boneca da Pampili?
    Pois é, o traço parece muito com o seu, então… eu fiquei na dúvida. Mas que parece, parece. Se não tiver sido tu, tu podes ver no site da Pampili, lá deve ter. ‘-’ É que eu nao achei no Orágoolo (esse foi o pior trocadilho que eu já vi).

    Enfim, boa leitura :D

     
  • Carai velho! rsrs eu cheguei em casa agora a pouco e ia exatamente comentar no seu ultimo post e mandar você ler essa revista, eu a comprei antes de ontem para ganhar o chaveirinho,só para isso porque ja tem tanta coisa que eu não sei sobre o universo dos superseres da DC que realmente só queria o chaveiro, mais minha cabeça explodiu, é muito boa…..só espero que continue assim e que a panini não embole o meio de campo e coloque essa saga em outros titulos para nos obrigar a comprar.Eu espero que fique nesse titulo e somente com essa historia, sem mais nenhum encapuzado da DC para encher o saco.

    Detalhe, o filho da puta do Kyle Rayner sem que eu soubesse, virou um tipo de guerrero lendario dos lanternas, sem anel caralho minha cabela explodiu de novo.

    O pouco que ganho no estagio vai ter que bancar pelo menos essa revista, não perco por nada!

     
  • tá na hora do séries round’up

     
  • Li a saga toda e ADOREI.

    Havia alguns anos que não lia nada tão bom quanto isso.

    É por gibis como esse que se vê o potencial de um filme bem dirigido e editado com o Maior de Todos os Lanternas Verdes – Hal Jordan.

    O verão de 2010 já tem garantido seu grande herói nos cinemas.

     
  • Muito boa essa saga, né Yabu? Eu sou fanzão do Verdinho, tenho alguns posts sobre o Lanterna lá no blog.
    http://www.blogdohiroshi.com/2008/10/lanterna-verde-1/

     

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