Por que todo escritor deveria usar o Scrivener - YabloG!

Por que todo escritor deveria usar o Scrivener

março 1st, 2013 | Por Fábio Yabu em Resenhas

 

Scrivener: tem pra Mac e pra PC, pra mim e pra você!

Ao contrário de outras artes, como a escultura ou a pintura, a escrita não depende de ferramenta alguma – apenas a mente de seu criador. Você pode criar uma obra prima com as mãos amarradas dentro de um cativeiro escuro. Se quiser um pouco mais de sofisticação, pode usar um graveto e um chão de terra batida, ou seu próprio dedo e um espelho embaçado. Moleskines são uma modinha charmosa e besta, tem gente com menos de 30 que adora o barulhinho de máquina de escrever (hipsters!), mas a grande, a esmagadora maioria, usa o Microsoft Word.

O Word é quase uma instituição pública, é a Tim dos softwares: todo mundo reclama, sabe que é uma porcaria, que não funciona, que é dinheiro jogado no lixo, que não tem cobertura, não tem suporte decente, que é comandado por duendes e gárgulas demoníacos cuja vida é tornar a sua um inferno, sem falar no 3G, meu Deus, o 3G é uma @$#$@, mas todo mundo usa.

Meu caso de amor e ódio com o Word está mais para ódio e ódio desde os tempos do Windows 3.x, em que eu preferia escrever no imbatível Bloco de Notas ou até mesmo no Pagemaker do que dar um duplo clique na caixa de Pandora em forma de W. Desde então, tenho vez por outra dado uma nova chance ao programa, apenas para me decepcionar com os caminhos burocráticos, a lentidão causada pelos excessos (lembra do clips falante?!), a instabilidade nuclear, sem falar nos cliparts horrorosos.

Tentei usar o Pages, da Apple. É um pouco melhor, mas ainda assim, não é lá aquela maravilha. Um processador de textos não deveria ser pesado, não deveria oferecer atrito entre a ideia e a execução, e sim, ser um portal que traz para a realidade os nossos sonhos e emoções mais profundos. Chegou um ponto da minha vida em que eu estava escrevendo meus textos no Gmail (!), até a chegada do Google Docs. Que também não é nenhuma maravilha, mas pelo menos era estável e oferecia um pouco mais de recursos que o Bloco de Notas (deixado para trás com meu último PC, há sete anos). Eu simplesmente me acostumei às soluções meia-boca criadas por gente que não escreve, que não cria literatura, mas códigos, assim como me acostumei à Tim (provavelmente, criada por gente que NÃO FALA, não manda SMS, não tem 3G e adora receber spam…).

Eu já havia perdido as esperanças, até que, há mais ou menos um ano, o amigo e escritor Tomás Buteler me recomendou um programa chamado Scrivener, que tem em sua concepção uma ideia besta de tão genial: ele não é feito para a dona de casa colar receitas e salvar num lugar onde ela nunca mais vai achar. Não é feito para o estudante que copia os artigos da Wikipedia, não é feito para criar textos em 3D nem para o jornalzinho do condomínio. O Scrivener é um processador de textos feito por escritores, para escritores. Como ninguém havia pensado nisso antes?

Qualquer pessoa que tem em suas ideias e experiências a matéria prima para a produção literária, pode e DEVE usar o Scrivener. Escritores, roteiristas de cinema, teatro, HQ. Poetas, jornalistas, blogueiros. O Scrivener tem uma miríade de soluções e atalhos personalizados para cada tipo de texto que, quando incorporados mentalmente pelo usuário, se transformam numa terceira mão, tamanha a liberdade e agilidade que eles fornecem. Escrever se torna mais rápido, mais eficiente, mais gostoso.

Abaixo algumas características que tornam o Scrivener imbatível. Note que, mesmo usando o programa há algum tempo, não conheço metade de todas as suas funcionalidades.

  1. Você vê o texto como um todo. Não importa se é um post de um blog, ou um romance de 500 páginas. Seu material de pesquisa, seus rascunhos, seus capítulos, tudo fica organizadinho numa pasta para cada projeto. Quer relembrar como começa o capítulo 59 (de 120?). Você chega lá em um clique (em vez de 200 mil pagedowns no Word ou Pages).
  2. Snapshots: você pode salvar uma versão de um capítulo específico, ou do texto todo, reescrever tudo e, se não gostar, simplesmente voltar com a versão anterior. Sem precisar salvar um novo arquivo.
  3. O texto final é COMPILADO: não é o “Save as” porco do Word. Ao final do seu trabalho, o Scrivener compila as porções de texto que você quer, no formato que você quer. Quer compilar só um capítulo? Você pode fazê-lo sem traumas, direto em PDF, epub, Kindle. Até Word, veja você.
  4. Estatísticas para o seu projeto: todo escritor tem seus “cacoetes” – expressões ou palavras que ecoa ao longo do texto. E isso incomoda demais, porque tais cacoetes são virtualmente invisíveis para o escritor e acabam deixando o texto deselegante. O Scrivener cria uma relação com as palavras mais usadas, para que você perceba se está ou não repetindo velhos hábitos.
  5. Atalhos, muitos atalhos. Especialmente para quem escreve roteiro. Escreveu uma cena de ação? É provável que ela seja seguida por um diálogo, então, basta dar um TAB. Digite a primeira letra do nome do personagem, e uma lista já aparece na tela. Todo o esforço desnecessário é removido, para que você se concentre no sopro de vida de sua história.
  6. Templates para quadrinhos. Isso é realmente incrível. Com um TAB, você diz ao programa que mudou de painel numa página de quadrinhos. Ele numera tudo automaticamente, não importa quantas vezes você mexa na ordem das páginas ou quadrinhos.
  7. Arquivos minúsculos. Não existe sentido no tamanho de arquivo gerado pelo Word, ou mesmo, o Pages. O Scrivener deixa tudo compactadinho, leve para carregar rapidinho numa nuvem como um Dropbox da vida.
  8. Metas: seja do tamanho final do texto, ao número de páginas do livro impresso, ou a produção diária de páginas: defina o quanto você quer escrever, e o Scrivener te mostra o quanto você ainda tem pela frente.
  9. Preço: custa apenas US$ 45,00 – metade do Word.

Enfim, o programa oferece muito mais do que isso, e como todo bom software, ele se adapta ao usuário, não o contrário.

Melhorias

Nem tudo, porém, é perfeito. Existe espaço para melhorias, mas infinitamente mais estreito que nos outros processadores de texto. São elas:

  1. Suporte à nuvem: o programa não tem suporte nativo ao iCloud. Quem usa vários computadores, como eu, pode sentir falta de ter seu arquivo seguramente salvo numa nuvenzinha de maneira automática. Contudo, isso é facilmente contornável salvando-se o arquivo no Dropbox. Agora, por exemplo, nem mesmo a fúria de Deus seria capaz de f
  2. Versão em português: por enquanto, ainda não há versão em português, mas qualquer um com um semestre de Cultura Inglesa pode dominar o programa.

Baixe AGORA!

Enfim, nada que não vá ser melhorado nas próximas versões. Interessou? Depois de tudo isso, é claro, né? Então não perca tempo e baixe lá. A versão trial dura 30 dias de uso (e não de tempo corrido), mais do que suficiente para você se apaixonar como eu: http://www.literatureandlatte.com/

Já conhece o Scrivener? Diga lá como você usa essa pequena jóia.

 

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27 Comentários

  • says:

    Minha dúvida é sobre a formatação. Ainda não encontrei o modo para formatar um texto, como uma tese acadêmica (recuo para citação, tamanho de margem, sumário com link). O rodapé fica na lateral, e não na página, e nunca sei onde uma página termina e começa outra (para escrever não poderia ser melhor, pois não tem interrupção, mas e na hora de enviar o texto formatado para a banca?).
    Estou quase terminando de usar a versão trial, mas tenho essa dúvida para definir se compro ou não. Pra valer a pena, ele tem que me permitir escrever, formatar e finalizar o trabalho (sei que ele deve fazer isso, e se tiverem dicas, eu agradeço muito).
    Sabem se existe alguma dica dessa na internet? Procuro com frequência, mas ainda não encontrei nada (nem fuçando o aplicativo).
    Obrigada.

    • Sérgio Jardim says:

      Dê, o Scrivener trabalha com a formatação do documento no estágio final de produção, não durante. O que você precisa pesquisar é sobre a função Compile dele, pois é nela, através de uma caixa de diálogo com várias opções, que o programa te dará todo o poder de formatação necessário para a maioria dos casos, MAS não para todos. O Scrivener é poderoso, mas não elimina a necessidade eventual de você, para documentos MUITO complexos, exportar o seu documento para o RTF e abrir Word e ai terminar a formatação.

      Dá uma olhada nos videos tutoriais ( http://www.literatureandlatte.com/video.php ) e também procurar no google sobre Scrivener + Compile + Dissertation, ou só Scrivener + Compile. Aqui há dicas boas neste link: http://www.organizingcreativity.com/2009/08/scrivener-a-perfect-program-for-dissertation-writing/

      É sempre legal indicar que você faça o tutorial interativo que vêm com ele, que aparece como opção selecionável toda vez que você inicia um novo documento. Recomendo fortemente, lá você saberá que dá para trabalhar no modo Scrivenings, que te mostra onde começa e termina uma página (ele junta visualmente cada item do binder, como se fosse uma coisa só, mas só faz isso virtualmente, deixando tudo como está no binder),

      Abraços!

  • O Scrivener é realmente excelente para organizar todo o projeto. Além dele uso também o iA Writer (para Mac, iPad e iPhone), um editor que vai direto ao ponto (leve e com free distraction) e com sincronização nas nuvens.

  • Gley Riviery says:

    Um dos problemas que me impede de usar o Scrivener é o fato de não ter aplicativo para iPad. Sei que não é usual para a maioria das pessoas, mas eu escrevo muito no tablet. Quase metade do meu livro foi escrita nele, por este motivo eu prefiro utilizar o Writings e o PlainText, que são editores “minimalistas”, por assim dizer, e que salvam arquivos em plain text diretamente no Dropbox. Daí quando estou no computador eu uso o IA Writer, que tem alguns recursos para melhor focar você na sua história.

    Nenhum deles é tão completo quanto o Scrivener, que eu já experimentei há alguns meses e realmente é muito bom, mas a portabilidade para mim faz uma diferença enorme. De repente, se depois eu tiver um tempinho, vou tentar começar uma série de histórias curtas no Scrivener, quem sabe não me empolgo e largo de vez os arquivos .txt?

  • Para quem usa Windows, existe o yWriter que é gratuito, apesar de não ser tão potente quanto o Scrivener, mas ajuda bastante quem estiver curto na grana.

  • Pingback: Mudando de Assunto » (Mais alguns) aplicativos e softwares para quem gosta de escrever

  • Lucas Mota says:

    Gostei muito da recomendação, baixei o trial e já estou usando.
    Só tenho uma pergunta, se eu comprar o scrivener e acabar formatando meu computador eu perco a licensa?? Alguém pode me explicar como isso funciona?

    • Sérgio Jardim says:

      Gostei muito da recomendação, baixei o trial e já estou usando.
      Só tenho uma pergunta, se eu comprar o scrivener e acabar formatando meu computador eu perco a licensa?? Alguém pode me explicar como isso funciona?

      Lucas, a licença você não perderá pois seu serial é enviado por e-mail. Lembrando que você pode instalar o Scrivener nos seus computadores, se tiver mais de um. A licença é por usuário e não por máquina.

      Abraços.

  • Marcelo Abreu says:

    Baixei aqui e curti. O problema é que ele não tem corretor de texto em português, certo? (eu procurei mas não achei nada em relação a isso, e estou com a versão trial). Também tive problema em organizar parágrafos (já que exportei um texto do word). Mas a ferramente de criação de nomes é boa mesmo, rs.

    • No menu Tools > Options (acessível pela tecla F12), tem uma seção Corrections, onde você pode escolher o Dictionary que quer. Ele só vem com os em inglês, mas tem um botão Download para baixar de outras línguas, inclusive Português. Espera ele baixar, reinicia o Scrivener e volta nessa tela para escolher. Acabei de fazer isso. ;)

  • James says:

    If you are interested in interacting with other Scrivener users, there is a public community for Scrivener Users on Google+. We have over 160 members. Since this is a public community you can read the community page before you decide whether or not you want to participate or not.

    https://plus.google.com/communities/109597039874015233580

  • Muita boa dica Yabu, vou testar depois te digo o que achei :)

  • Moisés says:

    Olá Yabu! Uso o Scrivener já faz um bom tempo, e foi uma das melhores aquisições para meu trabalho. Estou escrevendo um livro de literatura nele (e tem sido de muito ajuda), mas como sou professor universitário, utilizo o programa para organizar cursos, disciplinas (textos, artigos e trabalhos todos em um só projeto! Maravilha!) e, principalmente, artigos científicos (onde posso gerenciar os PDFs de referências bibliográficas junto com os textos escritos). A função corkboard é um charme à parte. Até me lembro de recomendar o programa para o Eduardo Spohr no twitter, certa vez – mas ele não deu muita bola, hehe.

    Contudo, acho que você faz um pouco de injustiça com o Word, viu? Principalmente depois da criação das “ribbons”. Quando você se dispõem a aprender de verdade os macetes, vê que ele tem muuuuuitos bons recursos. Por exemplo, você pode utilizar as ferramentas de formatação para criar títulos e seções do texto, e depois ter um mapa completo do documento para que você não precise usar os 200 mil pagedowns, criar índices automáticos e atualizados constantemente, etc. E pode mudar toda a cara e estética do texto só selecionando conjuntos de estilos diferentes. Minha dissertação de mestrado foi toda no Word (meu doutorado agora é Scrivener all the way), tinha bibliografia e referências automáticas, índice arrumadinho, mapa completo do documento, tudo lindo de se ver. :)

    Mas acho que vai de cada um. Entre Word e Scrivener, fico com o segundo, mas o primeiro tem seus momentos.

    Abraço!

  • O Scrivener é demais, mesmo. Adorei que você escreveu sobre ele, e que gosta tanto que recomendou pros alunos do curso.

    Eu adicionaria dois pontos favoráveis que são importantes, mas que nunca aparecem nas resenhas: 1) ele é bem documentado (só inglês, sim, mas quem sabe falar consegue achar absolutamente tudo sobre o programa de maneira clara); 2) ele é estável — em 4 anos de uso eu nunca perdi uma palavra sequer devido a algum crash ou coisa parecida. O cara que faz o programa tem suas prioridades muito bem estabelecidas.

    Só vale lembrar: o próprio desenvolvedor não recomenda salvar e editar arquivos diretamente da pasta do Dropbox. Isso pode gerar problemas de sync. O ideal é ter os arquivos do Scrivener em pastas normais, e configurar para ele fazer backups automáticos (Preferências > Backup) na sua pasta do Dropbox.

  • Jessica says:

    Baxei por sua recomendação e adorei o programa, pude passar tudo que tinha em um caderno para o Scrivener e organizar meus textos e ideias e projetos de uma maneira que só tinha conseguindo manualmente até então. Definitivamente vale a compra.

  • Eduardo Bastos Leite says:

    De vez em quanto o Scrivener aparece em Bundles de aplicativos do MacHeist. Comprei ele numa promoção onde se pagava 30 dólares, e ganhava 1 ano e 3 meses de assinatura do evernote, Bioshock 2, Braid, etc. e um dos aplicativos do bundle era o Scrivener. Então fica a dica pra ficarem de olho nesses bundles, pois pode ser uma oportunidade de comprar ele por um preço melhor (mas 45 dólares pro que ele faz tá um preço muito justo).

  • Bruno Monteiro says:

    Parece muito bom e o preço é justíssimo!
    Porém, informo mais um item para sua lista de possíveis melhorias:
    3. Não há versão para Linux.
    :(

    • Moisés says:

      Cara, dá uma olhada lá no site deles e, no fórum, você vai ver que eles estão desenvolvendo uma versão para o Linux – se já não existe uma utilizável! ;)

    • Sérgio Jardim says:

      Bruno, há sim uma versão não oficial para Linux, que não é feita pela empresa criadora, mas que tem seu incentivo, mas o suporte é da comunidade.

      No Fórum, você vê como baixar: http://www.literatureandlatte.com/forum/viewforum.php?f=33&sid=ec2b7d8734e9f60ed384180be179c582

      Yabu, o Scrivener é realmente fantástico. Há concorrentes, mas ele até agora é imbatível. Ontem foi lançada a versão 2.4, com grandes novidades e melhorias. Uma das novidades é a integração total com uma outra ferramenta da mesma empresa, o Scapple, que é uma mistura de mapas mentais e post-its virtuais. Muito útil pra brainstorm. Ele ainda está bem Beta e de graça, e pode ser baixado em http://www.literatureandlatte.com/forum/viewforum.php?f=42

      • Bruno Monteiro says:

        Obrigado por essa informação, Sérgio e Moisés! :)
        Não só está no fórum, com tem uma seção inteira lá dedicada a discussão. hehe Shame on me por não ter procurado mais a fundo antes de apontar como um ponto negativo.

        Vou instalar e tentar contribuir com o projeto!
        Gracias!

  • Paulo Velloso says:

    MUITO interessante! Eu escrevia romances e agora escrevo quadrinhos, tudo no wordpad, e devo dizer que encontrar uma ferramenta assim é simplesmente fabuloso! Muito obrigado pela dica, Yabu!

  • Conheci o Scrivener através do seu curso “I Know Kung Fu”, e só tenho a agradecer!

    Usei a versão Trial para escrever os reviews da Nintendo World desse mês, e olha, ele é perfeito principalmente para organizar as ideias, e ajuda muito também na hora da revisão.

    Ainda preciso fuçar com calma no resto das funcionalidades, e isso só me instiga ainda mais a comprar após os 30 dias!

  • Esta dica salva vidas! E o software vale cada centavo…

  • Já vi várias pessoas falando bem do Scrivener, o melhor sinal de que a coisa é boa mesmo.
    O grande problema do Word é que ele não é simplesmente uma máquina de escrever digital – você pode fazer muito, mas muito mais coisa com ele. O problema que nem tudo isso é simples de ser feito – e são poucas as pessoas que tem tempo e paciência pra ficar buscando tutorial na internet (num mundo ideal ninguém precisaria).
    O Word (e o Office como um todo) melhoraram bastante nessa versão 2013 – ficou mais agradável de usar e com alguns recursos bem bacanas, como a integração com a nuvem (SkyDrive), por exemplo. Realmente escrever até um post de um blog no Word é horrível, mas em comparação, escrever um trabalho acadêmico como um TCC num Google Docs é praticamente impossível. São usos distintos, vejo eu.
    Se pra escrever o mais importante é viver sem essas amarras, então o Scrivener realmente é a melhor opção. Ótima dica, Yabu!
    (E quando teremos mais Abu Fobiya??? =])



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