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Author Archives: Fábio Yabu

As frases de efeito de Horatio Caine

novembro 28th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (8 Comments)

Melhor vídeo do YouTube de todos os tempos!! Veja sete minutos de muita canastrice com as introduções dos episódios de CSI Miami, lar no nosso amado Horatio Caine. Alguém sabe onde encontro um do Grissom? Não perca no final… “We are going to Bresél“, com bandeira nacional, Cristo Redentor e tudo! Maravilhoso!! YAAAAAH!

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Quem precisa fazer piada depois disso?

Ah, e quem como eu curte séries americanas, não pode deixar de ouvir o Podcast do Séries Etc., que já está em sua terceira edição. Como disse a Ana Letícia, é o Jornal Nacional dos seriados! Não perca e fique por dentro das coisas que realmente importam nesta vida maledeta! Aqui, ó.

Profissão: Menino

novembro 27th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Crônicas - (16 Comments)

Eu não era do tipo de criança que queria ser astronauta, jogador de futebol, ator de Hollywood, super-herói e presidente quando crescesse. Me lembro da primeira vez que me fizeram a infame pergunta: “O que você vai ser quando crescer?”. O negócio me pegou de sopetão, mas que pergunta idiota, então respondi com a lógica de uma criança de 5 anos: “Vou ser menino, ué!”. Alguém riu, meu pai deve ter respirado aliviado, e a vida seguiu em frente.

Os anos foram passando e vez por outra vinham me perguntar de novo. O que tinha de errado em querer ser só um menino? Parecia que todo mundo queria que eu fosse alguma coisa, então resolvi pensar a respeito. Como o tal do “quando crescer” parecia muito subjetivo, aos oito anos fiz as contas e descobri que no ano 2000 eu já seria gente grande, o que me deu com o que trabalhar pelos anos vindouros. Até teria funcionado se eu não estivesse ocupado demais jogando Alex Kidd e vendo Changeman.

Nas vésperas do colegial, no longínquo 1994, a pressão começou a aumentar, porque o “crescer” já estava chegando. “Já sabe o que vai fazer?”, “Vai dar pra passar no vestibular?” perguntavam os engraçadinhos. E eu ficava puto da vida. Como assim, escolher profissão? Eu nunca peguei um ônibus sozinho na vida e vocês querem que eu escolha uma profissão?

Empurrei a questão com a barriga que eu ainda não tinha até o final do colegial. Prestei uns 2 ou 3 vestibulares, nem lembro mais do que, passei em todos mas não me matriculei em nenhum curso. Ainda não havia decidido o que queria. Numa sexta-feira à noite minha mãe me disse: “Vi uma faixa na rua, amanhã tem vestibular pra Publicidade na faculdade aí do lado, quer ir?”. Aí eu falei “Por que não?”.

(Não é à toa que a faculdade de PUBLICIDADE era ruim, veja como a minha mãe ficou sabendo do vestibular)

Fui. Dormi na prova. E passei. Fiquei um ano e meio e depois já havia largado o curso. Estava em casa de novo perguntando o que eu queria fazer da minha vida maledeta. Tentei de novo, entrei na faculdade de Desenho Industrial em São Paulo e em seis meses já havia trancado a matrícula e jogado a chave fora.

(Acredite, até hoje tenho sonhos em que estou na sala de aula da faculdade me perguntando três coisas: como fui parar ali, como faço para escapar e do que era a prova mesmo? A última vez foi semana passada.)

Ano passado eu fui padrinho em um casamento civil e o juiz me perguntou “Profissão do padrinho?” eu olhei pro noivo, pra noiva, pro juiz e falei desesperado “EU NÃO SEEEI!”. Ficou aquele silêncio, alguém falou “ele faz gibi”, “não faço mais”, “ele tem uma empresa”, “fechei”, “você não escreve livros? então é escritor!”, “mas só lancei um livro, não sei se conta”, “claro que conta”, “Augusto dos Anjos também só escreveu um livro”, “ah, é?”, “aham, profissão do padrinho..?”, “põe escritor aí”, “você desenha também, né?”.

E ficou por isso mesmo. Virei escritor. Mas na verdade até hoje não sei direito o que sou, não consigo me rotular de nada. Nem escritor, nem desenhista, nem roteirista, nem vegetariano, nem budista, nem esquerda, nem direita. Na real eu tenho um pouco de medo dessas pessoas que se rotulam tão facilmente sobre o que são e o que querem ser, e esquecem das infinitas possibilidades que a vida oferece. No final das contas, estou satisfeito em ser apenas um menino, exatamente como queria aos cinco anos.

Ainda bem que ela me odeia

novembro 19th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Crônicas - (21 Comments)

Pareceu muito legal na época.

A gente se conheceu assim, nesses momentos bem clichês. Era uma terça-feira, dia de meditação, seguida de um solitário cafézinho na padaria. Tudo o que eu não queria era conversar com alguém, e ela ainda teve a manha de perguntar, “você vem sempre aqui?”. Eu só não ri porque ela era bonitinha. Conversa vai, conversa vem, ela gostava de Lost e estava mudando de apartamento. Caminhamos até o carro dela, e tudo ficou por isso mesmo.

Na terça-feira seguinte nos encontramos de novo. Eu ainda resistia, ela parecia estar a fim, eu só queria acabar meu café e ir pra casa, mas o papinho inocente e clichê dela acabou me segurando. Ficamos.

Trocamos telefone, MSN, orkut, Deus me livre. As primeiras vezes até foi bacana, você sempre encontra algo em comum em 5 minutos de conversa com qualquer pessoa; e felizmente depois que você fica velho aprende que não é tão raro assim. Algumas semanas depois, tudo o que eu queria era voltar a tomar meu café sozinho, e sem dó nem piedade foi a minha vez de soltar um clichezão: “queria que a gente fosse só amigo”.

Rá, ela não esperava por essa. Foi o maior chororô, um tal de liga em casa, liga no celular, manda SMS, MSN, orkut, código morse, um horror. Eventualmente ela acabou desencanando, mas só por garantia passei a evitar aquela padaria onde nos conhecemos (droga, já é a segunda em SP que não posso frequentar).

Esses dias fiquei sabendo que ela me odeia.

E não tem nada mais tranquilizante do que isso.

Eu agradeço aos céus pelo ódio dela. Por cada palavra (injustificada, garanto) que ela disse sobre mim para os amigos que eu sequer conheci. Fale mesmo. Mete a boca, invente, calunie, xingue todas as gerações da minha família até chegar em Adão e Eva. Faça um bonequinho vudu de mim, perfure com espeto de churrasco, me faça assistir filme dublado, use a criatividade, arranque meus braços e me golpeie com eles.

Porque um dia o ódio passa. Um dia ela vai esquecer a mágoa, ver que a gente não tinha nada a ver, que tem gente muito mais legal do que eu por aí. Vai ver que a vida é muito mais do que um casinho de quatro semanas e meia, vai queimar meus livros e esquecer que eu existo. E finalmente vai ficar em paz. A raiva é um fardo leve pra quem tem bom coração; por pior que seja, uma hora ela passa.

O problema é quando o que sobra de um relacionamento é aquele restinho de amor. Aquela dorzinha no coração, aqueles pensamentos que invadem a nossa cabeça numa tarde de faxina, aquele “e se…?”, que muita gente carrega pro resto da vida, tudo isso multiplicado por cada vez que se amou de verdade. Sentir esse restinho que parece não acabar nunca é a pior das torturas, perto dela o ódio alheio passa a ser uma benção.

Tetris

novembro 4th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Sem categoria - (7 Comments)

E tu se acha bom no Tetris, né?

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Chinês nerd – vida social + Tetris = vídeo legal no YabloG!

TOUWREESTAHS!

novembro 1st, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (8 Comments)

“Num país onde tudo vale… qualquer coisa pode acontecer!”

Essa é a frase de efeito do trailer de Turistas, um thriller adolescente ambientado no nosso querido Bresél! Mulheres sem roupa, idéias pré-concebidas, péssimas noções de geografia e muito sangue prometem fazer desse filme a melhor representação do país nas telas desde o episódio dos Simpsons em que o Homer é sequestrado no Rio de Janeiro. Fantárdigo!!

Veja o trailer aqui e não deixe de conhecer o espetacular PARADISE BRAZIL, site fictício do filme cuja headline é “Gang violence increases in Sao Paulo”. Não perca no vídeo da Webcam um banhista sendo atacado por um trombadinha usando um PORRETE, hahaha! Algo me diz que vou amar esse filme.

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