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Author Archives: Fábio Yabu

E o vencedor de Rockstar: Supernova é…

setembro 13th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (6 Comments)

A competição musical que tomou de assalto os EUA e o resto do mundo chegou ao fim. Quinze roqueiros em ascensão buscavam um lugar na banda formada por… três roqueiros decadentes: Tommy Lee (Motley Crue), Jason Newsted (Metallica) e Gilby Clarke (Guns ‘n’ Roses). Performances magníficas durante toda a temporada, algumas presepadas e um pouco de drama demais pro meu gosto marcaram o nascimento do Supernova. Mas nada poderia me preparar para o resultado final. Clique abaixo para saber.

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Ensaio sobre a cegueira – o filme

setembro 13th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (6 Comments)

Após ter visto Cidade de Deus e o Jardineiro Fiel, ambos adaptações de livros, é difícil duvidar da competência do grande diretor brasileiro Fernando Meireles. Agora, ele parte para o que eu considero um desafio quase impossível: adaptar para as telas o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, Ensaio sobre a Cegueira, do escritor português José Saramago.

O livro conta a história de um país fictício atingido por uma repentina cegueira branca, que começa com um motorista em pleno trânsito e se espalha por toda a nação. As vítimas são levadas para um asilo, onde testemunhamos os limites da degradação humana, ora como espectadores, ora como um dos diversos personagens cegos e sem nome que vivem em meio a dejetos humanos, à fome e ao desespero. Se já era desagradável imaginar os horrores que se passam dentro do asilo, como mortes e cenas de estupro protagonizadas por cegos, como será traduzir isso para as telas? Um desafio e tanto para o diretor, resumido nas palavras de Saramago na apresentação pública de seu livro:

“Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso”
(José Saramago, sobre Ensaio sobre a Cegueira)

A história do livro é tão real que causou arrepios em todos os seus leitores ano passado, nos eventos que aconteceram no Superdome pós-Katrina. Como uma triste profecia com uma década de antecedência, fatos que no livro pareciam brutais se mostraram condescendentes frente aos horrores vividos pelos sobreviventes presos no ginásio. Assassinatos, gangues de estupradores, seres humanos revertendo a estados primais. Tudo isso em poucos dias de isolamento, com a diferença que desta vez, o mundo inteiro estava olhando.

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Ensaio sobre a cegueira, por R$ 26,70: um livro que não custa os olhos da cara!

Beast Wars – 10 anos

setembro 12th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (23 Comments)

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Argh! Não sei o que me dói mais – saber que já se passaram 10 anos ou relembrar a curta vida da minha série animada favorita de todos os tempos.

Pois é, minha gente! Esse ano, Beast Wars – Transformers completou uma década! Lançada em 1996, a série era uma continuação ousada e direta do clássico desenho dos anos 80. Ao invés de carros e naves, agora os Maximals e Predacons, descendentes diretos dos Autobots e Decepticons, virariam animais.

A nova direção da série causou rebuliço na época. Como assim, o Líder Optimus agora se chamava Optimus Primal e virava um macacão? Megatron é um tiranossauro que vive falando “YEEEES”? Jesus, cadê os Transformers que eu amava tanto?

Passado o susto, Beast Wars em pouco tempo se tornou a melhor série de Transformers já produzida. Seu grande atrativo era a coerência em seus roteiros: as aventuras dos Maximals contra os Predacons aos poucos revelavam uma profundidade maior na trama, os personagens e desafios iam evoluindo até o grande ápice da série: o reencontro com Optimus Prime, (ou Líder Optimus, no Brasil) e todos os Autobots e Decepticons originais! O episódio causa arrepios em qualquer fã dos Transformers, ao relembrar da clássica frase: “Transformar e rodar!” (“Transform and roll out!”)

Um clássico. Personagens cativantes, histórias coerentes e designs fantásticos. Beast Wars terminou abruptamente em sua terceira temporada, dando lugar a Beast Machines, que tinha lá suas qualidades, mas jamais empolgou tanto quanto sua antecessora.

Confira vários links no Youtube:

O primeiro episódio

Abertura em rap japonês(!): TURANSFORUMA!

Encerramento cantado por Hironobu Kageyama: BISTO WARUSU-UU! HENSHIN!

Trailer da terceira temporada, estrelando o Megatron original!

Megatron encontra os Autobots e Decepticons! Teeenso!

Megatron estoura a cabeça de Optimus Prime: O final de temporada mais mega boga já feito! “The Future has changed! Yeees! The Autobots lose! Evil triumphs! And you… you no longer exist!!”

A evolução de Optimus Primal ao som de Daft Punk. O vídeo quase me faz esquecer que odeio Daft Punk.

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O ponto alto da série! A aparição de Optimus Prime e todo o elenco original!

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“CHAMAS NA PINTURA MY ASS!”

Quer saber o que 4, 8, 15, 16, 23, 42 significam? Tem certeza? O jogo The Lost Experience desafiou internautas do mundo inteiro durante meses, com a promessa de que o segredo seria revelado no final. Pois bem! A promessa foi cumprida, e toda a verdade sobre a Dharma Initiative veio à tona. Vai encarar??

Eu também não gosto de spoilers, mas na verdade não sei se esse conta, porque foi revelado pelos próprios produtores. Ou eles acham que os nerds que descobriram isso manteriam segredo? E outra, como o segredo já caiu na boca do povo, acho que isso vai deixar de ser tão importante na série para que outros mistérios surjam. Acredite, ainda tem muita coisa para explicar.

Enfim, clique abaixo para ver o vídeo. Mas atenção! Se você não for assistir, NÃO UTILIZE o link para comentar porque ele abre a notícia inteira também.

Obrigado, boa sorte e…

Namastê!

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OMFG! A Dama na Água!

setembro 8th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (10 Comments)

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(Desculpem a crítica tardia, tenho tido pouco tempo de ir ao cinema. Cabines então, nem pensar. Mas está aqui, e como vocês verão, é de coração!) :P

A Dama na Água é um filme mágico. Mas como toda a mágica, você tem que acreditar nela para que ela funcione.

Acredite. Vá ao cinema com a mente aberta; não espere um final mirabolante, sustos a toda hora, não busque pistas escondidas, não tente explicar e nem entender nada. Esqueça do marketing equivocado do filme, não se trata do novo Sexto Sentido. Esqueça dos seus problemas e apenas acredite. Sente-se na poltrona com essa atitude e você certamente terá uma experiência memorável.

A Dama na Água é um conto de fadas atemporal, uma releitura de arquétipos que todos nós lembramos (ou deveríamos). O reino vira um condomínio onde o zelador Cleveland (Paul Giamatti, excelente) cuida de seus habitantes excêntricos com rotinas que beiram a obsessão. O lago vira a piscina do condomínio, a princesa que busca ajuda (Bryce Dallas Howard) vira a personagem que dá nome ao filme. O curandeiro gentil, o valente cavaleiro, o lobo mau, está tudo costurado estrategicamente na história, escondido em camadas à mesma maneira vista em Sinais e Corpo Fechado, filmes cujas semelhanças se limitam à indiscutível qualidade técnica de Shyamalan como diretor.

Não vou comentar aqui sobre as alardeadas críticas negativas ao filme. Na sessão em que eu estava, pessoas resmungavam, se levantavam e saíram xingando. Já eu estava me deliciando, ouvindo com atenção a cada detalhe, aguardando ansioso pela próxima página e pelo final feliz, que veio inundado por lágrimas. Ao acender das luzes, alguns ainda resmungavam, mas olhando ao redor era possível ver sorrisos satisfeitos, talvez não tão apaixonados quanto o meu, mas sempre dizendo “Ah, eu gostei…”. Será que a felicidade é só um ponto de vista?

Talvez. Ao lembrar de filmes infantis recentes como Shrek, Os Incríveis e Monstros S.A., lembro-me da criança que eu era. A Dama na Água é um tipo de filme que me lembra da criança que sou; do quanto é bom (e necessário) acreditar em fadas, guardiões, finais felizes e, principalmente na moral da história que, pelo visto, poucos entenderam.

Meu ranking atualizado de filmes de M. Night Shyamalan:
1. Corpo fechado (Unbreakable) – O melhor! Um filme de super-herói como nunca se viu, simplesmente arruinado pelo título em português. Arruinado! Um título que deu uma expectativa absolutamente errada às pessoas, que só prejudicou o filme. Tem gente que até hoje não viu porque acha que é filme de terror. Direção primorosa, fotografia belíssima, e um dos melhores roteiros hollywoodianos que já vi.
2. A Dama na Água – Acho que não preciso falar mais nada
3. Sinais - Uma maravilhosa história sobre fé disfarçada de filme de ET. Na minha opinião, brilhante! Apesar disso, começou aqui uma estranha obsessão da crítica em perseguir o diretor, numa estranha “maldição do Sexto Sentido”. Todo mundo esperava o próximo Sexto Sentido sem perceber que os filmes de Shyamalan podem oferecer muito mais.
4. O Sexto Sentido – junto com O Chamado, um dos poucos filmes de suspense hollywoodianos dignos de nota dos últimos 10 anos. Uma pena que foi feito antes de Unbreakable. Se a ordem tivesse sido inversa, talvez hoje não existisse a maldição.
5. A Vila – Só não considero um ótimo filme porque acabei desvendando o mistério (por mais que eu tentasse não fazê-lo) lá pelo meio. Novamente, o uso das metáforas para contar uma história relevante é o grande atrativo. Pena que nem todo mundo entendeu.

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“I’m not drinking fuckin’ merlot!!!!!”

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