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Author Archives: Fábio Yabu

Lost – Season Finale – Sem spoilers

maio 26th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (9 Comments)

Pode ler à vontade, não tem spoiler nenhum.

Gente do céu! O que foi o final da segunda temporada do Lost? Espetacular!! Muito melhor do que o final da primeira. Algumas respostas são dadas, e (muitas) novas perguntas surgem daquele jeitão que só os roteiristas de Lost sabem fazer. A terceira temporada promete! Pena que é só em outubro. :(

E agora, o que vai ser de mim? American Idol volta só em janeiro. Lost em outubro. OMFG!!! Vai ser difícil esperar. :(

David Hasselhoff chorando na final de American Idol

maio 25th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (4 Comments)

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Priceless.
(ok, ok, eu também chorei. Valeu, Fau!)

Motoqueiro Fantasma – Medo

maio 25th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (4 Comments)

Achei tão esquisito o trailer do Motoqueiro Fantasma… tô com medo desse filme. Achei o Motoqueiro meio mal-feito, artificial demais. Foi a mesma impressão que tive quando vi o primeiro trailer do Demolidor, com Ben Affleck. Sei lá, vamos esperar pra ver…

Veja o trailer no Omelete, que aliás acaba de ganhar o IBEST de melhor site de cinema do Brasil. Apesar de eu achar o IBEST uma baita duma enganação, os companheiros de cozinha merecem.

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Achou Nicolas Cage esquisito? Espere para ver ele transformado!!

American Idol – A final

maio 24th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (5 Comments)

Não aguenta esperar até semana que vem e quer saber quem ganhou o American Idol? Clique aqui!

Neverland

maio 22nd, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Crônicas - (10 Comments)

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Quando a gente deixa de ser criança?

Após quase vinte e sete anos, ainda não sei a resposta. Veja bem, não quero descrever aqui o quanto sinto saudades da minha infância nos anos 80, do quanto ela foi maravilhosa e o quanto os desenhos eram mais legais. Porque sinceramente, isso é coisa de desocupado.

Quero falar é disso que sinto quase diariamente e que me faz sorrir. Essa sensação que tenho que de certo modo, nada disso passou. Que tanto eu quanto meus contemporâneos estamos é fazendo um belo trabalho em enganar o resto do mundo em nossa pinta de homens e mulheres adultos, mas na verdade, somos as mesmas crianças de sempre, com a diferença de que hoje temos dinheiro para comprar todos os doces que conseguirmos comer. As únicas pessoas que sabem de nosso plano são nossas mães, mas elas guardam segredo, compartilhado silenciosamente a cada abraço quando as visitamos nas casas em que costumávamos brincar.

Hoje brincamos em outros lugares, nossos carros e naves nos levam mais longe, mas continuamos querendo a mesma coisa: novas brincadeiras. Tanto que ninguém estranha (na verdade, acham o máximo) quando a gente resolve ir para a Disney.

Não é necessário sentir saudades de uma infância feliz (na verdade isso é meio deprê) quando se percebe que 20, 30 anos não significam nada quando a alma continua achando graça das coisas. Que atire a primeira pedra quem nunca pediu um McLanche Feliz depois dos 20 e comeu rapidinho, olhando hipnotizado para o brinquedo que veio de brinde. Esse mesmo brinquedo que hoje está aí, no seu quarto ou na mesa do trabalho.

Meninos são bobos. Meus amiguinhos beirando os 30 me chamam de “moleque”. Até hoje não aprendi a gostar de futebol, e acho graça quando vejo o esmero com que todos eles colam em seus álbuns as figurinhas da copa do mundo. Ao contrário dos outros meninos menores, eles podem gastar 50 reais em pacotinhos sem levar bronca de ninguém.

E as meninas, você pensa que são diferentes? Que nada. Tudo umas criancinhas. A gente vive saindo pra comer doce! DOCE! Ficamos babando no vidro, escolhendo cuidadosamente o mais colorido, mais cheiroso, mais bonito. As meninas podem crescer mais cedo que os meninos, mas não se engane, elas continuam as mesmas bobonas de sempre, sonhando em casar com um príncipe encantado! Em arrumar a casa, cozinhar, tomar chá com as amigas. Usam rosa, bolsas e carteiras de gosto duvidoso da Hello Kitty e calcinhas com carinhas engraçadas! E continuam deixando os meninos encabulados, que fingem não ligar para elas. Ah, mas nós ligamos, mesmo com as brincadeiras bobas que fazemos de vez em quando.

Um dia os meninos se declaram para as meninas, e sabe o que ela acham? “Bonitinho!”. E depois de algum embaraço, eles vão brincar juntos, descobrir coisas novas juntos, e não importa quantos meninos ou meninas passaram pela vida deles, cada novo momento é uma nova memória. Às vezes eles voltam a falar como crianças, se dão apelidos de duas sílabas. As meninas vestem os meninos com roupas dos astros da TV e os meninos, sempre tão pouco criativos, lhes dão os mesmos ursinhos de pelúcia, chocolates ou brinquinhos, previsíveis, infalíveis.

E assim os anos vão passando. Rápido e sem pressa. As descobertas nunca acabam, e eu aguardo curioso o que vem por aí. Meus amigos mais velhos dizem que pode sim, ficar mais divertido, tudo depende das novas brincadeiras que cada um consegue aprender.

Não sei se isso acontece com todos da minha idade. Se todos sentem isso em algum momento. Essa incerteza sobre o seu papel no mundo, a idéia de que ainda dá tempo de escolher o que ser quando crescer, o medo de ser deixado pelas pessoas que ama, o desejo de entender as coisas. Pra mim, tudo isso se resume numa única coisa, preciosa, quente, vital: o sentimento de que a vida adulta ainda não chegou. Eu não tenho a menor pressa.

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