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Author Archives: Fábio Yabu

Mea Culpa

dezembro 9th, 2005 | Posted by Fábio Yabu in Criações - (1 Comments)

Essa é uma daquelas idéias que depois de um tempo você agradece por não terem ido para a frente (não foi minha, veja bem! Foi da fábrica de brinquedos!). Esse anúncio nunca foi publicado… e nem finalizado, na verdade. Vamos dizer que ele… sofreu um acidente quando esquiava. =P

Atendendo a pedidos, aqui está a imagem em alta resolução.

Poder e dever

dezembro 1st, 2005 | Posted by Fábio Yabu in Crônicas - (Comentários desativados)

Enquanto os substantivos poder e dever possuem significados completamente diferentes, quando utilizados como verbos são bastante semelhantes. Deixando um pouco a etimologia de lado, consegui ver com mais clareza a tênue linha que separa os dois nesse final de semana.A entidade que sirvo realiza todos os anos um evento beneficente para arrecadar fundos para sua manutenção. Graças a um trabalho sério realizado ao longo de mais de 40 anos e à boa vontade de milhares de pessoas, esse evento é sempre um sucesso, e teve em sua última edição a presença de mais de 3000 pessoas, cujas contribuições em dinheiro ajudarão a manter alimentadas dezenas de crianças carentes pelos meses que virão.

Toda a realização desse grande evento depende da solidariedade e do trabalho de dezenas de voluntários, abençoados sejam. Mas é claro que nem tudo são flores, a natureza humana é cheia de nuances entre alguns aspectos admiráveis, e outros nem tanto. Observar e notar o contraste entre esses eles, mesmo em agrupamentos aparentemente homogêneos, me causa uma certa estranheza.

Pois bem. Estavam lá reunidos, em prol de uma causa nobre, mais de 50 voluntários, cheios de sorrisos e boa vontade que, veja bem, não questiono em momento algum. Porém, o que me causava certo incômodo era notar que, mesmo em trabalhos realizados de forma voluntária, as pessoas têm uma tendência enorme a seguir pelos caminhos mais fáceis e cômodos, como na hora em que apenas seis pessoas trabalhavam na árdua montagem das mais de 400 mesas, deitadas ou sentadas no chão empoeirado, enquanto cerca de vinte se preocupava em circular pelos corredores colocando bexigas em cima delas conforme suas montagens terminavam. Havia também uma pessoa extremamente preocupada com a cor das bexigas que, tão logo percebia não combinarem com a cor da toalha, prontamente punha a mão na massa e a trocava pela da mesa ao lado.

Nessa hora me perguntei qual era a diferença entre poder e dever, e percebi como as pessoas se acomodam quando se propõem a fazer o que “podem”. Ao final do evento, a cena se repetiu, quando uma minoria suava a camisa carregando e empilhando as exatas 4000 cadeiras, e um número muito maior se preocupava em recolher e estourar bexigas. Quando as bexigas acabaram, sobrou para seis gatos pingados que seguiram madrugada adentro recolhendo borracha colorida do chão enquanto os “estouradores” trataram de ir embora rapidamente tão logo seu “trabalho” terminou.

Não é preciso ir longe para buscar outros exemplos. Tão pouco precisamos nos esforçar muito para lembrar de tantos sábios, escritores, filósofos, budas e jesuses que insistentemente nos falaram sobre como é importante aproveitar ao máximo o potencial que nos é emprestado em sua plenitude. Sobre a clara diferença entre o poder e o dever. Se estiver difícil, tem ainda a máxima de nossas mães: “se é pra fazer alguma coisa, faça direito”.

Chicken Little

novembro 18th, 2005 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (Comentários desativados)

Acho que as pessoas andaram pegando muito no pé do pobre do Chicken Little. Assisti ao filme esse final de semana, meio à contragosto, mas tudo pelas crianças.

Olha, não achei ruim, não. Tudo bem que a minha expectativa já não era daquelas, mas confesso que não entendi a enorme onda de críticas ranzinzas que o filme recebeu, e que de forma alguma se refletiram nas bilheterias. As crianças estão sim, gostando do filme, que superou as expectativas mais otimistas em relação a público e faturamento.

Talvez seja aquele hábito esquisito e mórbido que leva as pessoas a sorrir com a queda de golias como a Disney, ainda mais quando os davis em questão são jovens e queridos como a Pixar.

A principal crítica que o filme recebeu é que sem a Pixar, ele é “apenas” um tradicional filme da Disney. Ora, mas isso não é óbvio? A Pixar é uma coisa, a Disney é outra completamente diferente. São e sempre foram estruturas separadas, como é deixado claro em todo começo de filme com “Disney apresenta um filme da Pixar Animation Studios…”. Uma se preocupa em criar e realizar os filmes, a outra em vendê-los e transformá-los em todo tipo de objeto de consumo irracional. Simples assim.

Os filmes da Pixar são realmente mais ousados, mas não se engane, essa “ousadia” é tão milimetricamente traçada quanto o “tradicionalismo” da Disney. São empresas com propostas diferentes, mas destinadas ao mesmo público: famílias brancas com dinheiro para ir ao cinema e comprar DVDs e brinquedos. Acredite, quem quer que esteja fora desse público não interessa a nenhum dos dois estúdios. Me incomoda a percepção e até a torcida contra a Disney em favor da Pixar, dando a impressão de que se trata de uma luta de mocinho e bandido quando as duas são essencialmente farinha do mesmo saco.

Sobre o filme? Ah. É Disney, ué. Família. Músicas. Roteirinho básico, bonitinho, quadradinho, inofensivo. Daqui a 5 anos ninguém vai se lembrar, destino que fatalmente recairá também sobre Procurando Nemo.

Crise

novembro 15th, 2005 | Posted by Fábio Yabu in Sem categoria - (2 Comments)

Eu, desenhando para um monte de crianças:

Eu: Quem você quer que eu desenhe?
E.: Eu quero o Goku.
R.: E eu o Ciclope.
J.V.: Eu quero o Homem-Aranha.
P.: Eu quero aquele que se transforma nos outros.
Eu: Qual?
P.: Não lembro o nome. É da Liga da Justiça!
Eu: Ah, já sei! Perai. Esse aqui?
P.: Não! Esse é o Batman.
Eu: É não. É o Ajax, mas ele tá transformado no Batman.
P.: AAaaaahh bom! – pega o desenho e sai, feliz da vida – Obrigado, Tio!

Acho muito legal essa relação que as crianças tem com os super-heróis. Atualmente os desenhos favoritos da garotada são Os Jovens Titãs, Liga da Justiça e X-Men Evolution, todos muito bacanas. Além de divertirem, os super-heróis nos ensinam sobre coragem, sacrifício e trabalho em equipe, e, pelo menos na minha época, eram grandes facilitadores da leitura através dos gibis.

Infelizmente, hoje em dia isso não é mais verdade. Fico muito chateado quando uma criança de 8 ou 9 anos me pede um gibi da Liga da Justiça. O que dizer a ela? “Desculpe, não posso te dar esse gibi, porque nele a esposa do Homem-Elástico é estuprada e depois incinerada! Ah, e ela estava grávida!”.

Malditos nerds. Acabaram com o barato da molecada. :(

TV

outubro 15th, 2005 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (2 Comments)

Rápidos comentários sobre as séries que estou assistindo via Bittorrent. Podem ficar sossegados que não tem spoilers.

Lost – 2a temporada: A segunda temporada só teve dois episódios mas está um ABSURDO de boa. O primeiro é simplesmente uma das melhores coisas que já vi na TV. Ou no PC, que seja. Logo logo vai ser tudo a mesma coisa mesmo. Mas não dá pra falar muito sem estragar as surpresas. Eu aconselho você a baixar já que a AXN só deve passar o segundo ano em fevereiro ou março de 2006. Até lá…

Smallville – 5a temporada: na boa, eu larguei mão de Smallville no final da terceira temporada. A série começou muito bem, a segunda foi ainda melhor que a primeira, mas a terceira caiu muito a qualidade. Já a quarta, mesmo com o reforço de Lois Lane e da maravilhosa Erica Durance, não me convenceu. Esse lance da Lana, seu novo namorado, aquele eterno acontece-desacontece acabou me irritando. Mas parece que depois de ter perdido boa parte do seu público para Lost, os produtores resolveram se mexer e a próxima temporada promete ser a melhor de todas. Aquaman, Brainiac e até Diana, a Mulher-Maravilha devem dar as caras, além de muitas referências aos filmes como a Fortaleza da Solidão e a Zona Fantasma já foram mostradas logo no começo. Vamos ver o que acontece…

Liga da Justiça Sem Limites – 3a temporada: Não tem o que discutir. É o melhor desenho animado de heróis já criado e ponto. Eu sempre gostei dos desenhos do Bruce Timm, e mesmo tendo gostado muito da sua Liga da Justiça, tinha algumas coisas que me desagradavam, como o fato de todos as histórias serem em duas ou três partes.

Mas a Liga da Justiça Sem Limites é impressionante. Tem uns episódios que são um espetáculo de roteiro e animação, simplesmente delirantes. O episódio em que o Super-Homem sai na mão com o Capitão Marvel ainda reverbera em minha mente.

A terceira temporada continua muito boa. De novidades até agora teve a aparição de Carter Hall, o Gavião Negro, numa história bem digamos… adulta com Shayera. Tem também a nova Legião do Mal e o adeus de um membro fundador, numa cena emocionante. Muito bom!!

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