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Author Archives: Fábio Yabu

Convite

maio 5th, 2009 | Posted by Fábio Yabu in Criações - (7 Comments)

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Está todo mundo convidado! Venha, traga seus filhotes e sobrinhos! Vamos assistir ao DVD das Princesas do Mar juntos, vamos nos abraçar e comemorar esse lançamento tão legal!

A Fnac Paulista fica na Avenida Paulista (hello?), 901. É pertinho do metrô, dá pra ir de ônibus, bicicleta e até disco voador, porque a loja tem estacionamento e dá pra parar na rua também. Então não tem desculpa! Te espero lá! ;)

Jab | Strong | Fierce – Street Fighter Tribute

abril 22nd, 2009 | Posted by Fábio Yabu in Sem categoria - (7 Comments)

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Olha que sensacional o cartaz da exposição Jab | Strong | Fierce – Street Fighter Tribute Art Exhibition, que será realizada de 25 de abril a 11 de maio na Gallery Nucleus, em Alhambra, California. Pena que a resolução não está muito boa, mas dá pra ver as imagens mais icônicas da série mescladas na composição: o braço da Chun-Li, a perna da Cammy, o soco do Balrog, a perna do Vega, o yoga-fire do Dhalsim, um shoryuken, um hadouken… espetacular! Tem referências que eu não consegui identificar. Quem dá mais???

iPod/iPhone: duplo review – Flight Control e Chronicles of Inotia

abril 20th, 2009 | Posted by Fábio Yabu in Sem categoria - (5 Comments)

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Flight Control: sensacional joguinho casual

Desde que a febre de Fieldrunners finalmente deixou meu corpo, fiquei muito mais exigente quanto aos jogos da Appstore. Até agora, infelizmente não encontrei nenhum substituto à altura do jogo de Tower Defense da Subatomic Studios… é bem verdade que a Appstore está cheia de coisas geniais, e jogos que não ficam devendo nada ao PSP e ao Nintendo DS. Mas infelizmente esses jogos ainda estão começando a surgir, enquanto muita porcaria se prolifera por lá.

Acho que tem 3 tipos de jogos ideais para o iPod/iPhone: primeiro, jogos de estratégia, como Fieldrunners, iShoot ou Flight Control, do qual falarei mais adiante. Esses jogos se beneficiam da simplicidade do aparelho e do fato de que ele sempre está ao alcance da sua mão – o famoso “só mais uma jogadinha”. Em segundo lugar vêm os jogos de puzzle (como Crayon Physics), que podem ser jogados a qualquer momento sem grande compromissos. Em terceiro, os RPGs, que ainda apanham feio do DS.

Garimpando um pouco até dá pra encontrar coisas legais. Na primeira categoria, a febre do momento é Flight Control. É um jogo simples mas muito bem feito e divertido. Nele, você é um controlador de voo, que precisa coordenar os pousos de dezenas de aeronaves – desde um jatinho, passando por boings e helicópteros. É muito viciante e tem um fator replay bem elevado, já que você sempre quer tentar bater o próprio recorde. O preço, de 99 centavos de dólar o torna obrigatório, e explica a posição de número 1 de jogos pagos da loja. Vale a pena.

inotia
Chronicles of Inotia: Final Fantasy Wannabee

Agora um que me deixou desapontado foi Chronicles of Inotia (US$ 4,99). Desde que comecei a comprar jogos na Appstore, sentia falta de um RPG old school como Final Fantasy ou Golden Sun. Algo que fosse envolvente e me mantesse ocupado nas horas de tédio, filas em aeroportos ou mesmo quando eu estivesse a fim de ser assaltado no ônibus. Tentei Crystal Chronicles, pelo qual paguei caros 8 dólares. Derrape total, o jogo é um tower defense safado, mal feito, repetitivo e entediante. Já Chronicles of Inotia é um pouco melhor. Trata-se de um RPG oldschool, com seus campos repletos de inimigos, as cidades, lojinhas e sidequests que só servem pra tapar buracos. O jogo é um pouco comparado a Ragnarok Online, mas sem a interatividade com milhões de outros jogadores (fora a falta de recursos). Tire isso de Ragnarok, e o que sobra? Pois é.

Enfim, ainda estou à procura do meu substituto para Fieldrunners. Alguém me dá uma dica?

A Dança do Ciclope

abril 17th, 2009 | Posted by Fábio Yabu in Crônicas - (28 Comments)

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Às vezes eu acho que tenho a melhor profissão do mundo. Escrever para crianças é mais que um privilégio, é uma dádiva. Só que ela não me ajuda muito a me dar bem na balada: “Oi, eu sou o Fábio e escrevo livros para crianças“. Sério. Não tente, porque o máximo que vai ouvir é “Aaai que bonitinho!“. Também nunca fui de ficar contando vantagem na hora de chegar nas meninas. Acho isso bem patético. Mas enfim, como não posso ficar falando muito do meu trabalho, não sou de contar vantagem, e dizer como eu me dou bem com a minha mãe está fora de cogitação, eu acabo tendo que improvisar.

Naquela noite eu estava no último lugar onde você me encontraria numa sexta à noite – uma fila de balada. O segurança me revistou que nem o nariz dele, a hostess conferiu meu nome na lista e me deu uma pulseirinha de neon vermelho. Tipo um mini-sabre de luz que você enrola no pulso – coisa que gente descolada gosta, sei lá por quê.

Cumprimentei os amigos enquanto procurava minha máscara de oxigênio, pra me proteger da fumaça de cigarro que até hoje impregna minha cueca. E ela estava também… conversando animadamente com outro cara. O que foi meio triste, porque eu bem que era a fim dela, viu. Já nos conhecíamos da casa da nossa amiga Baunilha, mas nunca tínhamos conversado com mais profundidade.

Ela ficou lá, ouvindo o xaveco daquele corno desgraçado dos infernos rapaz simpático, e eu fiquei do outro lado da pista de dança, meio sem ter o que fazer. Foi quando vi a pulseirinha de neon que eu havia ganhado na entrada e comecei a pensar numa música. Ficou engraçada até. Cantei pra galera “meu, escuta essa música, acabei de inventar, chama Dança do Ciclope!” – e todo mundo morria de rir enquanto eu inventava as estrofes.

Olhei de longe e vi que ela também estava rindo, só que não era de mim, mas de alguma piada sem graça daquele outro mané. O papo parecia estar interessante, e antes que ficasse interessante demais, resolvi fazer meu movimento. Sabe como é, virar o macho alfa, brigar pela fêmea, mostrar quem é que manda na matilha. Bufei nervosamente, e meus feromônios fizeram a fumaça dos cigarros desejar que ali houvesse uma janela. Tomei um gole de vodka, amassei a garrafa (de vidro) com as mãos e lambi o sangue que escorreu por entre meus dedos. Eu era um homem das cavernas, um Clive Owen, um fóckin caveman, e ia mostrar isso nem que tivesse que dar uma tacapada na cuca dela. Cheguei chegando e disse:

- Oi, Gica. Quer ouvir a Dança do Ciclope? Acabei de inventar.

Ela sorriu. Queria. E eu comecei a cantar aquela música, misturando funk com os X-Men.

Ela riu alto. Eu não sei se foi da minha cara, ou da minha dancinha ridícula, segurando um bastão de neon na altura dos olhos. Só sei esse foi o primeiro momento bonito que tivemos nos últimos seis meses, é desse momento que a gente sempre fala quando nos perguntam como tudo começou. Foram seis lindos meses, os seis melhores meses, que começaram na balada com a Dança do Ciclope. Seis meses em que a gente escreveu, desenhou, dançou e viajou juntos, seis meses que passaram voando. Seis meses em que aprendi a gostar de Björk, ela de PS3, desaprendemos a dormir sozinhos e esquecemos como era não ter um ao outro. Até hoje tem gente que diz que estamos indo “rápido demais”, mas eu não sei o que esse povo aprendeu nas aulas de física, não sabem que o tempo é relativo? Nesses seis meses, precisei de apenas 1 dia pra ver que estava apaixonado, 3 para dizê-lo e, no décimo, ela resolveu passar o Ano Novo comigo na Argentina, levando na mala um presente: a cópia da chave do nosso apartamento. Faça as contas, e verá que foram 180 dias, que podem ser resumidos em uma única frase de três palavras, ao som de uma música que improvisei durante aquela balada:

Na dança do Ciclope
Você vai arrasar
Com seu poder mutante
Uma rajada ocular

Nessa dança muito louca
Entra homem e mulher
Fera, Tempestade, DJ Charles Xavier

Em Terra de Cego
quem tem um olho é rei
Já chega abalando
Na gostosa da Jean Grey…

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Lost: o maior dos mistérios

abril 16th, 2009 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (16 Comments)

Pois é, nunca elogie uma série. Foi só rasgar a seda pra Lost que parece que a coisa desandou. Os três últimos episódios foram bem fracos e tiveram aquele cheirinho de enrolação que nenhum fã gosta. A partir daqui, believers e não-believers, tem spoilers.

Começou com o episódio da Kate, que, coitada, não dá sorte mesmo. Teve aquele flashback meio sem propósito mostrando que ela ficou toda miguxa da ex do Sawyer. Contou pra ela tudo o que aconteceu: “Miguxa, você não sabe! Tava eu lá na Austrália, vendo Princesas do Mar, fui presa e o avião me cai numa ilha perdida no espaço-tempo, com um monstro de fumaça, uns malucos que mataram os malucos que trabalhavam lá antes deles, daí vieram outros malucos tentando nos matar, a ilha sumiu, e agora eu tô aqui, podre de rica usando Dolce e Gabbana! Rá!” E a ex do Sawyer ouviu tudo numa boa, sem nem se abalar, como se estivesse ouvindo as notícias do dia.

Aí eles me revelam que, depois de ficar três anos mentindo literalmente pro mundo inteiro, a Kate vacila e o Aaron sai andando no supermercado com uma loira qualquer. Pronto, ela pira, resolve contar a verdade pra mãe da Claire e voltar pra ilha! Quando ela, Jack e Hurley me chegam lá, ouvem a notícia de que voltaram 30 anos no passado na maior tranquilidade. Reconheço que a princípio achei a idéia excelente, mas os paradoxos criados a partir daí deixaram tudo muito esquisito.

Eu sempre me perguntei o quanto os roteiristas/produtores sabiam de toda a história. Depois desses episódios, ficou bem claro que eles não sabem tanta coisa assim. O lance do Ben convenientemente perder a memória ao ser curado pelo Richard é um indício. Depois de adulto, o mesmo jovem Ben que havia ajudado a MATAR TODA A INICIATIVA DHARMA, incluindo o próprio PAI, ficou com pena de matar a Rousseau porque ela tinha um bebê. Eles não viram esse episódio?????

Foi revelado mais sobre o monstro de fumaça. Além de fazer aquela algazarra toda, ele lê mentes e se transforma em pessoas, como o irmão de Mr. Eko e, provavelmente, Waaaalt e o pai do Jack. Mas, se o bicho é a vontade da ilha, e queria que os Oceanic Six voltassem, por que ele deixou que eles saíssem?? Fora que o Aaron ficou de fora e parece que ninguém ligou muito – nem o tal do monstro. Então pra quê, Jesus amado, PRA QUÊ aquele trampo todo?

Enfim. Com a queda do segundo avião, outro mistério surgiu: o que tem na sombra da estátua? Não entendeu? Nem eu, mas parece que os outros passageiros do avião também não estavam lá por acaso. Uma coisa é certa: eles não trabalham para Charles Widmore, antigo líder dos The Others, cuja rixa com Ben foi finalmente explicada. Será que trabalham pro Ben? Ou será que fazem parte de um terceiro (!?!) grupo?

Depois teve a história do Miles. Como se suspeitava desde o final da quarta temporada, ele e Charlotte nasceram na ilha. O japinha é filho do Dr. Cheung, vulgo Marvin Candle, personagem importante na mitologia da série.  Mas então, por que diabos ela morreu com as viagens temporais e ele não? E a maior de todas as dúvidas: por que tanta gente diz que ele é a minha cara??? Até já me pararam na rua pra falar isso! Eu, hein?

miles
Viu, só? NADA A VER! NADA… eu acho.

Bom, quem lê o blog há algum tempo sabe que eu sou meio volátil. Uma hora amo, outra hora odeio Lost. Eu confesso que, prestes a assistir ao CENTÉSIMO episódio, meu coração tá dando uma balançada… a sensação que tenho depois dos três últimos é que tem muita história legal, muitos personagens interessantes, mas trama demais e tempo de menos, o que deixa as tradicionais enroladas ainda mais insuportáveis. Em três semanas, saberemos se a quinta temporada valeu a pena, ou não! Depois, meu amigo, só ano que vem! Argh!!

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