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Meus cartões de Natal e Ano Novo

Publicado em Novembro 20th, 2007 in Consciência by Fábio Yabu

Como ano passado meus cartões sobre sustentabilidade e meio ambiente fizeram o maior sucesso, esse ano resolvi repetir a dose. Quem quiser usá-los é só baixar no meu outro blog, o Mude o Mundo.  Eu estava pensando em refazer todos, mas daí lembrei de que o “Feliz Natal e Próspero Ano Novo” tá aí há tanto tempo e ninguém reclamou… então só dei um tapinha em algumas imagens e mantive os textos, que afinal, eles têm mesmo que ser martelados por aí. :)

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Meu dia de Locke - Episódios 1 e 2

Publicado em Novembro 11th, 2007 in Amenidades, Consciência by Fábio Yabu

Episódio 1 - LOST… NA VILA MADALENA

John Locke

Não sei se você, leitor assíduo e consciente, se lembra de um post que escrevi no meu outro blog em março desse ano, falando sobre a Iniciativa Verde. A ONG auxilia pessoas e empresas a neutralizar suas emissões de carbono através do financiamento e plantio de árvores, e entre seus feitos estão as neutralizações da São Paulo Fashion Week, da Revista Época - Edição Verde e do livro Uma Verdade Inconveniente.

Sempre fui um entusiasta da neutralização de carbono como forma de combate ao aquecimento global. Tão logo soube da Iniciativa, me cadastrei no site, calculei minhas emissões e comprei o número de mudas necessárias. A captação de recursos levou alguns meses, e, no último sábado, foi feita a cerimônia de plantio, na cidade de Porto Feliz, a 100km de São Paulo, para a qual fui convidado por e-mail. Confirmei minha presença e aguardei ansioso pelo dia.

Porém…

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Neutralize já!

Publicado em Março 12th, 2007 in Consciência by Fábio Yabu

Que tal neutralizar suas emissões de CO2 e combater o aquecimento global? Saiba como no meu outro blog, aqui.

(Sim, estou fazendo jabá pra mim mesmo, mas é por uma boa causa.)

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Ciclovia em SP: agora é lei!

Publicado em Fevereiro 8th, 2007 in Consciência by Fábio Yabu

Após a total obliteração (essa palavra existe?) dos outdoors em São Paulo, a Prefeitura deu mais uma bola dentro e criou pela Lei 14.266, o Sistema Cicloviário Municipal. A lei é muito mais que bem vinda na nossa caótica cidade, e prevê a construção de ciclovias que terão sinalização e trajetos próprios, integrados ao sistema de transporte público, como terminais de ônibus e estações de trem/metrô.

Num mundo ideal, a lei ajudaria a desafogar o trânsito irracional de São Paulo e tornaria a cidade mais agradável e limpa. Infelizmente isso depende de diversos outros fatores como a melhoria do transporte público e a total transformação da mentalidade da população viciada em carros.  Mas não deixa de ser uma grande vitória do bom senso sobre a suicida ditadura automotiva. Ponto para a cidade, bom pra mim, bom pra você. High five! _o/

Em tempo, o melhor lugar da Internet brasileira para se ler sobre o assunto é o blog Apocalipse Motorizado. Visita obrigatória!

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A melhor notícia do ano

Publicado em Fevereiro 3rd, 2007 in Consciência by Fábio Yabu

Ontem, sexta-feira, o Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC), formado por 2500 cientistas de 130 países divulgou o relatório sobre o aquecimento global que todos estavam esperando e, de certa forma, temendo. As previsões sobre a mudança climática são tão catastróficas que, no diagnóstico mais otimista, a temperatura do planeta aumentará 1,1 graus celcius, que trará consigo o aumento de tufões, secas e ondas de calor. Espécies e ecossistemas inteiros desapareceriam em menos de 10 anos. Na pior das hipóteses, os mares podem subir até 58 centímetros no próximo século, o que significa o imediato desaparecimento em massa de cidades litorâneas como Nova York, Barcelona, Sydney, Santos e milhares de outras, ricas ou pobres. A Terra se tornaria um lugar quase inóspito para seres humanos. James Lovelock, que vem alertando o planeta desde a década de 80, é o mais apocalíptico dos cientistas de nosso tempo, e talvez o mais são. Autor de “A hipótese Gaia”, ele se diz convencido de que em 100 anos a população humana será reduzida para apenas 1 sexto, ou ainda, metade disso.

O estudo do IPCC ainda não está concluído, e será divulgado durante este ano, até o mês de novembro. Suas conclusões chegam a causar histeria. O que o relatório diz é que não estamos mais falando sobre uma eventual mudança climática como quando estudávamos na escola ou ouvíamos falar na TV, que se daria em um futuro em que não estaríamos aqui pra presenciar. Em poucas palavras, o relatório diz que o fim do mundo já chegou; e que quem está por aqui ou está por vir vai sentir suas consequências diretas. Nós, nossos filhos, talvez até os nossos pais.

Como tudo isso pode ser uma boa notícia? Muito simples. Há anos vem se falando nos perigos do aquecimento global, dos riscos iminentes à nossa sobrevivência, da urgente necessidade de mudança de hábitos de consumo. Vozes se levantaram, muita coisa foi feita, mas a enorme massa formada principalmente por brancos ricos e consumistas vêm veementemente ignorando os apelos dos cientistas e ambientalistas. Agora, meu amigo, a água bateu na bunda. A Torre Eiffel apagou as luzes, países estão histéricos, alguns já falam em extinção massiva da raça humana. Exagero? Eu não acho. O relatório do IPCC traz a real possibilidade de eu ver minha cidade natal ser coberta pelo mar antes que eu complete 40 anos. De eu ter na minha biografia o meu próprio tsunami. O quão assustador isso pode ser? Posso estar tomado pela ingenuidade da qual meus amigos tanto se queixam, mas espero que agora mais e mais pessoas se mobilizem diante desse cenário tão apocalíptico. Que possam transformar esse anúncio claro e assustador numa promessa de mudança. Que pensem, reflitam e estudem sobre o tema, que acima de tudo, cada um faça a sua parte nem que seja para tirar o seu da reta.

Ao redor do mundo, pessoas e nações discutem o que fazer diante do cenário. A Alemanha, um dos países com maior nível de consciência ambiental, já fala em destinar 1% de seu PIB para o combate ao aquecimento global. A África do Sul diz que não agir agora é “indefensável”. A França lidera um bloco de 40 países da Europa, Ásia e América Latina pela criação de um novo órgão internacional pela defesa do meio ambiente, e já diz que “a sobrevivência de toda a humanidade está em risco”. Na Inglaterra, manifestantes exigem que os United States & America assinem o Protocolo de Kyoto, e até mesmo George W. Bush admite que a situação é grave. No Brasil, a mudança climática já inicia o debate sobre o puro e simples “controle de danos”, já que não há mais o que se fazer. Nosso presidente aponta o dedo para os países ricos enquanto São Paulo é sufocada pela poluição de seus carros e a Amazônia continua sendo devastada pela extração de madeira e o plantio de pastos, o que nos coloca numa vergonhosa quarta posição no ranking dos grandes poluidores do mundo.

E o que nós, cidadãos comuns, podemos fazer? Muito pouco, alguns podem perigosamente pensar. Mas segundo a World Wide Foundation - WWF, nós podemos reduzir em 30% as emissões de CO2 - um dos gases responsáveis pelo aquecimento global - através da mudança de nossos hábitos. Reduzindo o uso de transporte individual, o consumo de carne animal, economizando água, energia e combustível, nós podemos fazer a diferença. Ou então, simplesmente nos sentarmos e assistir da primeira fila o espetáculo da extinção humana.

Leia mais:

Especial do Estadão - um dos mais completos em português. O IG também mandou bem.

Sem neve, única estação de esqui da Bolívia pode desaparecer

James Lovelock na Wikipedia

WWF - Agir é mais que necessário, é urgente.

O fim do mundo? - Juliano Rosa, blogradouro.

O planeta ferve e pede mudança no estilo de vida - Jorge Cordeiro

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O pum da vaca e o aquecimento global

Publicado em Dezembro 15th, 2006 in Consciência by Fábio Yabu

É absolutamente constrangedor explicar um ponto de vista sob risadinhas jocosas de gente que não se importa com o mundo à sua volta. Por isso mesmo, quando olham para mim como se eu tivesse uma doença infecto-contagiosa e perguntam “Mas por que você não come carne??” eu simplesmente respondo “porque não” e evito prolongar o assunto.

Quando o pessoal resolve escolher um restaurante e fala gracinhas do tipo “ah, mas lá não tem nada do que o vegetariano aí pode comer“, eu dou uma risadinha e digo que sempre tem pão com azeite. O pior é quando olham para mim com pena, achando que eu sou uma espécie de garoto da bolha que não pode ter contato com carne animal senão vai cair duro babando uma espuminha branca.

Enfim, é um porre. Resolvi então listar aqui alguns dados que espero que expliquem a decisão que tomei há 3 anos e só trouxe benefícios à minha vida e espero, ao mundo também.

  • Seria engraçado se não fosse trágico: os puns e arrotos das vacas são um dos principais agentes responsáveis pelo aquecimento global, que pode levar a nada menos que a extinção da raça humana em menos de 100 anos. Exagero? O cientista James Lovelock acha que não. Lovelock é autor da Hipótese Gaia, controversa teoria que nos anos 80 alertou o mundo para os perigos do aquecimento global.

Esse são meus argumentos, que como podem ver, não tem nada a ver com a felicidade das vaquinhas (que importa para mim, sim, mas gostaria de abordar isso sob uma ótima mais filosófica). Não como carne porque não preciso, porque sei dos malefícios que isso gera para minha saúde e o futuro do planeta e, principalmente, porque está ao alcance da minha mão fazê-lo. E como diria o filósofo Pascal, se está ao alcance da sua mão, faça.

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O alcance das mãos

Publicado em Novembro 24th, 2006 in Consciência by Fábio Yabu

Por que é tão difícil as pessoas fazerem o que é certo? É preciso tão pouco para se fazer a diferença, mas pouca gente parece se importar, e como diria o Alborghetti, eu fico desgraçado da minha cabeça com isso.

Qual é o nosso dever? O que devemos fazer para impedir que o aquecimento global não seja a nossa trágica herança para as gerações futuras? Segundo Pascal, nosso dever é simplesmente “fazer aquilo que está ao alcance das mãos“. Ninguém precisa salvar o mundo sozinho. Basta fazer aquilo que as mãos alcançam. Apagar luzes, fazer escolhas e compras conscientes, desligar o ar condicionado, estender a mão a quem precisa. Todo esse potencial mágico e transformador que temos está sendo perdido numa nuvem de ignorância e descaso, enquanto vidas se perdem ano a ano vítimas de doenças derivadas da poluição, Katrinas e tragédias que ainda sequer conhecemos o tamanho.

(Pausa para respirar e chutar a parede)

Conheci um livro muito bacana chamado 365 ways to save the Earth. O título é auto-explicativo; a obra traz dicas de mudanças simples de atitude que podem ajudar a salvar o planeta e garantir que nossos filhos possam viver além dos 30 anos. Aqui no Bresél o livro é bem carinho (R$ 215,00 no Submarino), mas lá fora é bem mais em conta (sai por 25 dólares na Amazon - 4 vezes mais barato).

Transcrevo aqui algumas dicas, resumidas, selecionadas e adaptadas de acordo com o que acredito que seja a nossa realidade. Ou seja, é tudo relativamente fácil de fazer. Para saber mais, acesse o site http://www.365earth.com, que possui mais algumas dicas. Acesse, leia e salve o mundo!! (Depois de salvar a Cheerleader, lógico!)

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25ª Semana Gandhi

Publicado em Outubro 5th, 2006 in Consciência by Fábio Yabu

(Postado pelo Baaad Robot!)

Como vocês sabem, a essa hora estarei viajando, e não vou poder participar da 25ª Semana Gandhi, que acontecerá em várias cidades do país. Diversas atividades promovendo a não-violência serão realizadas, incluindo Vídeo-diálogos, oficinas, palestras, danças, músicas, origami, murais, atividades artísticas manuais, espaço de troca, vivências, filmes, rodas de diálogo, jogos cooperativos, meditação, teatro e caminhadas.

São em torno de 150 atividades envolvendo mais de 5.000 crianças, mais de 1.100 professores da rede pública de ensino, 30 organizações não-governamentais, secretarias municipais e estaduais de educação, saúde e assistência social.

Todas as atividades são com entrada franca e desenvolvidas por um corpo de mais de 50 professores em caráter voluntário. Veja a programação completa clicando no link abaixo.

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Limpeza na Paulista

Publicado em Setembro 25th, 2006 in Consciência by Fábio Yabu

Ontem, dia 24 de setembro, a ONG Zeladoria do Planeta realizou um enorme mutirão na Avenida Paulista. O objetivo não era protestar nem reivindicar nada, fazer barulho ou parar o trânsito. Era tudo muito mais simples: munidos de luvas, pás, vassouras e sacos de lixo os voluntários puseram-se a varrer as calçadas da Avenida que estavam incrivelmente imundas apesar os esforços hercúleos dos garis. Impressionante como a gente não repara no quanto de sujeira pisamos por aí. Restos de comida, copos do McDonald’s decompostos, cacos de vidro, folhas, chicletes, camisinhas, tampinhas de refrigerante, santinhos, telefone de disk sexo e o pior de tudo: bitucas de cigarro, que formam a maior parte da sujeira. Os fumantes, que já estavam na minha lista negra ao lado dos publicitários e petistas caíram ainda mais no meu conceito.

O mutirão foi formado por funcionários do Soho (com os quais fui confundido… nada contra, mas eu lá tenho cara de cabeleireiro?), escoteiros e voluntários. Quem passava na rua achava tudo aquilo meio surreal, um bando de gente, incluindo japoneses de cabelo colorido (taí o motivo da confusão), senhoras e criancinhas varrendo pra lá e pra cá. Alguns achavam bacana, alguns reclamavam (três pessoas me perguntaram por que eu não reclamava com a prefeitura a respeito da sujeira e dos buracos) e um tiozão queria saber que delito eu havia cometido para estar limpando a rua. Me senti a própria Rory Gilmore nessa hora.

Mais do que o ato simbólico de limpar a cidade que é a nossa casa, o evento foi mais uma amostra do quanto pequenas ações são importantes para mudar o mundo. O quanto é melhor arregaçar as mangas do que ficar em casa bullshitando hipocritamente. Enquanto me esforçava para tirar as bitucas de cigarro dos vãos entre as pedras da calçada, me perguntava quanto tempo iria levar para mais um fumante porco jogar sua sujeira ali. Mas então olhei para o lado e pela primeira vez na vida vi aquela calçada limpa. Encardida, mas sem sujeiras macroscópicas à vista. Então uma menina de uns 9 anos disse “Já pensou se cada um varresse a sua calçada? A cidade inteira ia ficar limpa assim”. Quem duvida que o mundo pode mudar?

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