YabloG! - Archive - Criações

Perdeu a primeira parte? Leia AQUI!

Artistas desta edição:

Michel Borges – Desenhos
José Carlos Silva – Cores

(mais…)

Em comemoração ao sucesso da campanha no Catarse, eu e Michel Borges criamos essa pequena história em formato de tiras de jornal, que se passa alguns meses antes do retorno dos heróis.  Preste atenção aos detalhes. É reboot? É continuação? Ambos? As dicas estão aí.

As tiras são publicadas diariamente aqui e no meu Facebook. Como a iniciativa deu super certo, é possível que em breve tenhamos mais histórias do tipo! :)

A essa altura do campeonato você já deve saber – em três semanas de campanha no site Catarse, os Combo Rangers arrecadaram mais de R$ 50.000,00, que vão financiar o retorno dos heróis às livrarias, pela Editora JBC, 10 anos após o cancelamento da revista. Melhor ainda: se continuar nesse ritmo, a campanha vai financiar a produção de dois ou até três álbuns, e não apenas um, como foi planejado inicialmente (por isso, se você ainda não ajudou, a hora é agora!).

O mecanismo utilizado foi o crowdfunding: uma nova maneira de financiar ideias, em que autores, fãs e, no meu caso, uma editora, juntam esforços para realizar projetos que antes viviam presos às cruéis masmorras da viabilidade comercial.

Crowdfunding não é apenas compartilhar dinheiro e ideias, mas também aprendizado. Há mais de um ano eu tenho estudado um eventual retorno dos personagens por meio do financiamento coletivo, e, com essa experiência tão bem sucedida eu gostaria de compartilhar também o que aprendi.

Papel e caneta na mão?

1. Produtores culturais têm um novo paradigma

Sonhos custam caro. Sonhos bons então, nem se fala, mas com o advento do crowdfunding, o sonho fica um pouco mais próximo. Até pouco tempo, quem não tinha grana para bancar um curta, a gravação de um CD, ou uma revista em quadrinhos, precisava recorrer a fontes como: empréstimos bancários, incentivos fiscais, concursos ou editais do Ministério da Cultura.

Nessa estrada há mais de 10 anos, tentei todas as opções acima para bancar meus projetos. Não recomendo a primeira de forma alguma. As outras são difíceis. E NENHUMA delas se mostrou tão rápida e eficiente quanto o crowdfunding. O risco é baixo, a burocracia é quase inexistente se comparada à das leis de incentivo, e em no máximo dois meses você sabe se vai conseguir ou não.

Mas peralá:

2. Não é esse oba-oba também.

Eu consigo imaginar o que muita gente daí do outro lado está pensando: “Que molesa, o cara conseguiu 50 mil reais em três semanas!”. Tudo está errado nessa frase, e a grafia do “moleza” é apenas o começo. Não foram 50 mil reais. Descontadas as comissões, o valor das recompensas e do frete, sobra pouco mais da metade disso para financiar o projeto.

Faça bem as contas antes de incluir seu projeto, no Catarse, no Kickstarter ou onde for. Desde já, desconte 13% de comissão + taxas de cartão de crédito. Calcule o valor de cada recompensa, e, em especial, do frete. E se 1000 pessoas ajudarem? Você vai ter grana para mandar recompensa para tanta gente? Seu projeto pode ser bem mais caro do que parece à primeira vista.

3. Seu projeto precisa ser maior que a realidade.

Três máximas que ouvi a vida inteira: a) Brasileiro não lê. b) Quadrinho nacional não dá certo. c) Ninguém paga por conteúdo.

Dependendo do contexto, as três afirmações acima são sim, verdadeiras. Mas se você olhar pelo ângulo certo do prisma, e, o mais importante, se criar um projeto de qualidade, que ressoe nas pessoas certas, você encontrará centenas de indivíduos generosos que a) Sim, leem muito. b) Amam não apenas quadrinhos, mas projetos culturais brasileiros. c) Estão dispostos e se sentem muito felizes em pagar (bem!) por esse conteúdo.

4. Ninguém é obrigado a acreditar em você.

Gravar um vídeo convincente e sincero (e, o mais importante, sê-los!) é parte fundamental na defesa de seu projeto. Eu cansei de ver vídeos no Catarse ou Kickstarter recheados de ironia e cinismo, forrados na derrota. Não por acaso, tais vídeos dificilmente conseguem convencer os apoiadores, ainda que suas metas financeiras sejam baixas.

Meu vídeo pode não ter ficado perfeito. Eu gravei com um iPhone equilibrado sobre um porta-retrato. Tive que parar a gravação várias vezes porque moro do lado de Congonhas. E porque quase chorei umas duas ou três.

Cada palavra ali é verdadeira. Se você quer que outros apoiem seu projeto, o primeiro a acreditar nele tem que ser você… e nós saberemos se você não estiver sendo sincero.

(A não ser que você seja sei lá, um baita ator).

5. E o mais importante: você precisa dar antes de receber

Não foram 3 semanas para arrecadar o dinheiro. Foram mais de 10 anos criando conteúdo de qualidade, de graça, para quem quisesse ler. Agora vejo que todo o esforço empregado durante anos tão difíceis da minha vida voltaram através do carinho e apoio financeiro de leitores, hoje adultos, que me acompanham desde a infância.

Isso é muito poderoso e, por mais que reflita uma convicção pessoal, eu acho que exemplifica de maneira perfeita o espírito do crowdfunding: você precisa entregar algo nas mãos das pessoas antes de pedir a ajuda delas: uma história, um projeto, uma derrota, um abraço, um mísero sorriso. Eu dei tudo isso. E depois de dez anos, o círculo se fechou.

Muito obrigado, cinquenta mil vezes obrigado. :)

Novo livro: As coisas vistas de cima

agosto 13th, 2012 | Posted by Fábio Yabu in Criações - (Comentários desativados)

Quando tinha 6 anos, Olívia Muniz teve uma daquelas ideias que os pais precisam anotar para um dia se recordar da genialidade que os filhos têm durante a infância.

O Neto, pai dela, não só fez isso como mostrou para minha esposa, que mostrou pra mim, e eu simplesmente me apaixonei pela ideia. Hoje, depois de 5 anos e muito vai e vem, o livro, feito a quatro mãos, está chegando às livrarias pela Publifolha.

Parabéns, Olívia! Obrigado por compartilhar com a gente essa maneira tão bonita de ver o mundo. Espero que tenha gostado do livro. E que seja o primeiro de muitos!

O lançamento será no dia 26 de agosto. Venha comemorar com a gente!

A Última Princesa – Book Trailer

fevereiro 13th, 2012 | Posted by Fábio Yabu in Criações - (8 Comments)

Já faz algum tempo que estou falando do meu novo livro, “A Última Princesa“, trabalho que desenvolvi com muito carinho nos últimos dois anos.

É um livro muito especial para mim, pois é um cheio de “primeiras vezes”: é meu primeiro livro para o público jovem/adulto, meu primeiro livro na Galera Record (sem desmerecer, de forma alguma, a Panda Books, a quem serei eternamente grato) e meu primeiro livro com dedicatória. Pra quem? É claro que não vou contar aqui!

Acho que você já deve ter percebido, mas é bom esclarecer: apesar do título, o livro não tem relação com as Princesas do Mar. A princesa do título é inspirada em ninguém menos que a última princesa do Brasil, Isabel, que libertou os escravos. Mal posso esperar para compartilhar com as pessoas tudo o que aprendi sobre essa figura tão icônica e ao mesmo tempo, tão pouco conhecida em nossa história.

Dia 23 de março, nas livrarias!

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