YabloG! - Archive - Criações

Entrevistador: O primeiro a mandar a fita aqui para o programa foi o Fox. Ele era dos Power Rangers.

Fox: Combo.

Entrevistador: Whatever. Fale um pouco mais de você.
fox001.jpg
Fox: Hã… meu nome é Fox. Eu tenho… tinha… uma revista em quadrinhos e um dos sites mais acessados da internet.

(mais…)

Ta-da! A novidade mega boga!!

outubro 30th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Criações - (22 Comments)

Acho que a maioria de vocês já deve estar sabendo (pretensioso, não?), mas lá vai: minhas queridas Princesas do Mar vão virar uma série de TV. Legal, né? Esse é sem dúvida o momento mais importante da minha carreira até aqui. Como eu me sinto? Ah, é bacana. Não estou eufórico nem nada, estou satisfeito, relembrando de todos os caminhos que me trouxeram até aqui, dos tombos que levei no caminho, das vezes em que eu disse que tudo daria certo no final. O final ainda não chegou, mas até agora, tudo bem. Agora vamos ver o que o futuro reserva nos próximos anos para as Princesas do Mar… ou Sea Princesses, como vão chamar nos países de língua inglesa.

Pois é, minhas meninas são chiques e globalizadas. Os roteiros, baseados nos meus 3 livros e em diversas histórias que escrevi nos últimos dois anos, estão sendo produzidos em Sydney, na Austrália, pelos meus amigos da Southern Star Entertainment (tem várias séries deles passando no Boomerang e no Cartoon, como o Clube do Travesseiro, Kangaroo Creek Gang, entre outras). Lá também são feitos os storyboards e a dublagem. A animação e a finalização são feitos em Barcelona, pela Neptuno Films, que tem no currículo diversas séries de sucesso como Connie, a Vaquinha (que passa no Discovery Kids) e King Arthur’s Disasters, que acabou de ser indicada a um prêmio BAFTA (o Emmy inglês). Daqui eu aprovo os roteiros e faço todos os character designs que serão vistos na série. Tem sido um trabalhão, a série vai ter ainda mais personagens do que os livros, acho que já fiz mais de 30 ou 40 personagens novos, entre familiares e mascotes das Princesas.

Tem sido muito legal ver as Princesas ganhando vida em tão pouco tempo. As coisas aconteceram muito rápido, faz só dois anos que o primeiro livro saiu e agora tem todo esse cuidado em volta delas, pessoas em três continentes trabalhando duro para que elas continuem lindas e divirtam meninas em todo o planeta. É meio surreal ainda, não caiu a ficha por mais que eu já tenha visto tanto do trabalho sendo feito. Ver a dublagem foi uma coisa de outro mundo… durante as gravações, eu fui almoçar e um velhinho simpático sentou do meu lado e começou a falar comigo. Assim, sem falar de nada específico. De repente ele vira e fala “Prazer, eu sou o Rei Tubarão“, e eu WHAAAT? Hahaha, foi muito estranho, porque ele era um ator super conhecido na Inglaterra e na Austrália.

Quando puder divulgo fotos do elenco, é tão bizarro, a menina que faz a Polvina realmente parece com ela, e o mesmo acontece com as outras duas atrizes! Talvez seja coisa da minha cabeça, mas vocês devem imaginar como ela está nas nuvens a uma hora dessas. A repercussão da notícia aqui no Brasil me surpreendeu muito, graças ao destaque do UOL na capa as meninas foram mais lidas do que o nosso presidente repetente, digo, reeleito, e até a Rádio Kiss FM anunciou como destaque do dia, hahaha! Que péssima hora para não se estar ouvindo rádio…

folha.gif

O desenho deve estrear lá fora ano que vem e aqui em 2008. Ainda tem um trabalhão pela frente, assim que puder divulgar mais coisas eu posto. Ainda é cedo para fazer discurso, mas queria agradecer à minha família, meus amigos e a todos que me acompanharam até aqui, em especial meu sócio Reynaldo, os anjos que tornaram isso possível (eles sabem quem são) e meus amigos australianos e espanhóis, que por sinal não lêem português! E é claro, a você, querido leitor dos meus gibis, livros e blog, e a toda essa platéia bonita que tá aí em casa!!

:P

Links:
Folha Online
Omelete

Como publicar seu livro?

setembro 6th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Criações - (142 Comments)

QUEM ESCREVE

Esse texto é de autoria de Fábio Yabu, autor desse blog, escritor e ilustrador infantil. Tem 9 livros publicados no Brasil, entre eles, a série “Princesas do Mar“, que deu origem ao desenho animado exibido pelo Discovery Kids. Conheça os livros do autor aqui.

De vez em quando recebo e-mails de pessoas interessadas em publicar seu livro, pedindo dicas sobre o tortuoso caminho até as livrarias e o coração dos leitores. Não tenho todas as respostas para as dezenas de perguntas envolvidas, mas posso compartilhar algumas coisas que aprendi no caminho.

1. A primeira pergunta

A primeira pergunta, e a mais óbvia geralmente é esquecida pelas pessoas, em todas as áreas profissionais. Ela não é “como publicar um livro?” e sim “por que publicar um livro?”. Para ganhar dinheiro? Satisfazer o próprio ego? Levar uma mensagem às pessoas? Deixar seus pais ou filhos orgulhosos? Nenhuma das respostas é melhor do que a outra, mas cada uma influencia diretamente na abordagem do escritor. Por isso, reflita bastante sobre essa pergunta. Será que o livro é a melhor solução? Livro dá trabalho, custa dinheiro, é difícil distribuir… Já pensou em escrever filmes, séries de TV, tiras de jornal, um blog? Vale tudo, menos fanzine.

2. Dá dinheiro esse negócio?

Geralmente essa pergunta deveria ser deixada por último, mas já que as pessoas fazem tanta questão de saber, vamos lá: depende. Depende do seu livro, depende de você, depende do alinhamento dos astros e da sua expectativa. A priori não dá pra largar o seu emprego (ou a busca por um) logo que você fecha um contrato com uma editora. Na grande maioria dos casos os escritores ganham um percentual sobre livro vendido, que varia entre 8 e 10% do preço de capa. Só? Só. O maior percentual (cerca de 50%) cobre os custos de distribuição (livraria) e o resto vai para a editora, que também arca com a impressão.

Tem gente que acha pouco, mas há que se lembrar que a distribuição de livros no Brasil é complicadíssima devido ao tamanho do país. Custos de impressão e papel são absorvidos pela editora, assim como eventuais prejuízos.

3. Escrevi, diagramei e ilustrei meu livro! Posso sair mandando?

Não.

Geralmente as pessoas tendem a querer ser polivalentes, escrever, desenhar e pintar. Não precisa. É melhor fazer uma coisa bem feita do que um monte de coisas mais ou menos. Então, vamos voltar ao básico. Escreva seu livro. Preocupe-se com isso. Viaje, ame, se iluda, conheça pessoas e crie memórias. Esse é o papel do escritor.

Se você ilustra também, beleza, faça alguns esboços para ajudar a materializar seu livro. Mas não queira mandá-lo pronto para a editora que você estará perdendo seu tempo, já que lá já existe um profissional dedicado em procurar a melhor solução exigida pela sua obra, vai da escolha e formato do papel, estilo de ilustração mais adequado, projeto gráfico, etc, etc, etc. Então não se preocupe com o operacional e faça o que você faz de melhor (assim espero!): escrever.

4. Um amigo de um amigo meu desenha que é uma beleza. Até ganhou um concurso da Semana da Pátria. Posso chamá-lo para fazer a capa do livro?

Hmmm eu não me preocuparia com as ilustrações a não ser que se trate de um livro infantil onde elas são peça chave. Geralmente as editoras já possuem uma gama imensa de profissionais pré-selecionados, inclusive o seu amigo aí da Semana da Pátria. Talvez seja sensato deixar que ela faça essa escolha, com a qual você não é obrigado a concordar.

Outro problema em conhecer um amigo desenhista é que às vezes tomamos as pessoas próximas como referencial e nos esquecemos de procurar outras possibilidades. Se a única ferramenta que você tem é um martelo, de repente tudo à sua volta começa a se parecer com pregos.

5. Legal! Agora sim, escrevi e tá campeão! Um novo Memórias Póstumas!!

Sei. Bom, então agora vamos procurar a sua editora. Não adianta sair dando tiro para tudo quanto é lado. O approach correto com as editoras é parte vital para o sucesso do seu livro.

O primeiro passo é saber que tipo de editora tem a cara do seu livro. Cada uma tem sua linha editorial; e isso é muito mais relevante do que a qualidade da sua obra prima. A Editora Cosac & Naify por exemplo não publica auto-ajuda. A Conrad dá preferência a livros com temas ousados que causem reflexão. A Brinque Book só infantis, a ArxJovem só juvenis (note a diferença) e assim por diante.

Vale a pena dar uma olhada na livraria para saber o que cada um está publicando. Veja também se a editora em questão tem no catálogo autores brasileiros, se ela tem site e se possui alguma política de avaliação de originais. Se sim, pimba! Pode mandar e cruzar os dedos.

6. Mas peraí. Não vão roubar minha idéia, não? Malditos editores!!

Eu acho difícil. Editoras sérias não precisam correr o risco de roubar uma idéia genial de um escritor de primeira viagem (lembre-se da pequena porcentagem que fica para o autor). Não faz muito sentido.

As pessoas tendem a achar que o mundo é cheio de super-vilões querendo acabar com as Meninas Superpoderosas. Todo mundo tem um amigo bêbado que teve uma idéia maravilhosa roubada pelo Spielberg. Sei.

Mas enfim, o seguro morreu de velho. Caso se interesse em registrar sua obra, procure a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. O site é www.bn.br

7. Mandei pra editora. E esperei. Esperei. Esperei.

Então espera mais um pouquinho, e sentado! Demora mesmo. Imagine o quanto de originais uma editora recebe. Vale a pena ficar ligando lá? Eu acho que não, além de soar antipático. Possivelmente eles lhe darão uma resposta em até seis meses, nem que seja um NÃO na cara dura. Mas se for um SIM…

8. SIM! Vão publicar meu livro!

Legal, parabéns! Mas pera lá.

Dificilmente (leia-se: impossivelmente) a editora vai publicar seu livro tal qual foi escrito. É bem provável que ele passe por um crítico literário, que o avaliará de acordo com a linha editorial, fará observações e sugestões pontuais que você deverá seguir ou não. O trabalho do crítico literário é essencial, e suas considerações devem ser refletidas. Ao contrário da sua mãe e dos seus amigos, ele vai analisar seu trabalho friamente não poupará críticas construtivas.

O trabalho do crítico leva de duas semanas a um mês. Após essa primeira leitura, você altera o texto e reenvia para a editora, que o reavalia e, se estiver tudo ok, envia para revisão. Então, você revisa a revisão, ou como dizem, rerevisa.

Finalmente o texto vai para a diagramação e ilustração, se for o caso. Nessa etapa do processo é criado o projeto gráfico, que envolve capa, escolha de fontes, papel, etc. Seu envolvimento não é necessário e, em muitos casos, indesejado. Saiba dar espaço para as pessoas trabalharem, ninguém está interessado no seu fracasso e toda a ajuda nesse começo é bem-vinda.

O livro está pronto? Foi para a gráfica? Voltou, ficou lindo? Então…

9. O livro publicado

Vamos a mais uma etapa crucial no processo: a livraria.

Entender como funciona a distribuição de livros é essencial para entender o que acontece com o seu livro após a publicação.

As livrarias funcionam em locais com limitações físicas. Não dá pra ter todos os livros do mundo num único lugar. Então, o meio é naturalmente concorrido. Os lugares de maior destaque então, chamados de “ilhas” são para poucos mortais. Corre à boca pequena que algumas editoras precisam pagar para ter seus títulos lá. Mas não entremos nesses méritos.

Algumas livrarias trabalham com consignação, outras compram os livros diretamente para revendê-los, a maioria faz um pouco de cada. Se o autor é conhecido, espera-se que a livraria compre uma boa quantidade de livros, se não, não dá pra querer milagre.

Não se desanime se esta ou aquela livraria não tiver o seu livro e o vendedor fizer cara de bunda quando você perguntar sobre o danado. Não é nada pessoal. Se você nunca publicou nada, tenha muita paciência e saiba ver as coisas a longo prazo. Nenhum autor que se leva a sério começou de cima. O sucesso é saboroso, mas ele deve ser elaborado ano a ano, com paciência e dedicação, senão desanda.

Então, por favor, não me venha com presepada. Tem autor que sai na Bienal com megafone anunciando seu livro, literalmente agarrando leitor, jogando xaveco em jornalista. Eu pessoalmente acho que não tem nada a ver. Autor não tem que vender o livro, esse é o papel da editora. O papel do autor, como eu disse antes, é escrever, e só. Não queira precipitar as coisas. Se o seu livro for bom, uma hora ele vai vender e se tornar conhecido. Se não for, você ainda tem outros talentos, é uma pessoa honesta e escreveu uma história bonita. Então está no lucro.

10. Acabou?

Escrever é um vício, uma compulsão. Apesar de todas as dificuldades, que convenhamos, são inerentes a qualquer profissão, escrever é uma atividade extremamente recompensadora. Então, se você realmente aprecia o que está fazendo, é provável que você queira lançar o seu segundo livro, terceiro, quarto… para todos valem os passos anteriores, que a essa altura você já conhece de cor e salteado. Com a vantagem de que você já possui um relacionamento saudável com a sua editora.

Muitos autores só começam a ganhar algum dinheirinho lá pelo quarto, quinto livro. Se você considerar que escreve um livro a cada dois anos (uma média excelente), pode esperar algum retorno do seu investimento para a próxima década.

Difícil, né? Então por que diabos tem tanta gente fazendo?

Essa, meu caro, minha cara, é a pergunta mais importante! Saiba respondê-la e nada disso vai fazer a menor diferença!

Cool!

junho 9th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Criações - (12 Comments)

Olha só que bacana a lista de material do Colégio “Cor Jesu”, de Brasília:

LISTA DE MATERIAIS – 4ª SÉRIE 2006COLÉGIO “COR JESU”
AV. L 2 SUL Q. 615/G – 3445-6800
LISTA DE MATERIAL DIDÁTICO

ENSINO FUNDAMENTAL 4ª SÉRIE – 2006

LIVROS DE LITERATURA:
- Cadeiras – Jonas Ribeiro – Ed. L.G.E
- Alguém muito especial – Mirian Portela – Ed. Moderna
- Um porco vem morar aqui – Cláudia Fries – Ed. Brinque-Book
- PARA MENINAS – Princesas do mar – Fábio Yabu – Ed. Panda Books
- PARA MENINOS – Bola no pé – a incrível história do futebol – Luisa Massarami e
Marcos Abrucio – ED Cortez

How cool is that? :D :D :D :D :D

Muito obrigado!

junho 5th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Criações - (2 Comments)

Queria agradecer a todos os bons amigos que compareceram ou enviaram seus pensamentos ao lançamento do meu segundo livro no último sábado!

Você nunca sabe direito o que esperar de evento desses, já teve um dia que fiquei mais de quatro horas dando autógrafos sem parar, e outro em que apareceram só três gatos pingados, que pra piorar eram irmãos. É um lance meio bipolar. :P

Já o lançamento de sábado foi muito bom. A área infantil da Fnac Pinheiros ficou congestionada em alguns momentos, pude reencontrar velhos amigos e no final da tarde, a pilha de livros havia reduzido drasticamente. Então não tenho do que reclamar!

Muito obrigado, pessoas!! Ano que vem tem mais! :D

  • Twitter
  • Facebook
  • YouTube