YabloG! - Archive - Resenhas

TV

outubro 15th, 2005 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (2 Comments)

Rápidos comentários sobre as séries que estou assistindo via Bittorrent. Podem ficar sossegados que não tem spoilers.

Lost – 2a temporada: A segunda temporada só teve dois episódios mas está um ABSURDO de boa. O primeiro é simplesmente uma das melhores coisas que já vi na TV. Ou no PC, que seja. Logo logo vai ser tudo a mesma coisa mesmo. Mas não dá pra falar muito sem estragar as surpresas. Eu aconselho você a baixar já que a AXN só deve passar o segundo ano em fevereiro ou março de 2006. Até lá…

Smallville – 5a temporada: na boa, eu larguei mão de Smallville no final da terceira temporada. A série começou muito bem, a segunda foi ainda melhor que a primeira, mas a terceira caiu muito a qualidade. Já a quarta, mesmo com o reforço de Lois Lane e da maravilhosa Erica Durance, não me convenceu. Esse lance da Lana, seu novo namorado, aquele eterno acontece-desacontece acabou me irritando. Mas parece que depois de ter perdido boa parte do seu público para Lost, os produtores resolveram se mexer e a próxima temporada promete ser a melhor de todas. Aquaman, Brainiac e até Diana, a Mulher-Maravilha devem dar as caras, além de muitas referências aos filmes como a Fortaleza da Solidão e a Zona Fantasma já foram mostradas logo no começo. Vamos ver o que acontece…

Liga da Justiça Sem Limites – 3a temporada: Não tem o que discutir. É o melhor desenho animado de heróis já criado e ponto. Eu sempre gostei dos desenhos do Bruce Timm, e mesmo tendo gostado muito da sua Liga da Justiça, tinha algumas coisas que me desagradavam, como o fato de todos as histórias serem em duas ou três partes.

Mas a Liga da Justiça Sem Limites é impressionante. Tem uns episódios que são um espetáculo de roteiro e animação, simplesmente delirantes. O episódio em que o Super-Homem sai na mão com o Capitão Marvel ainda reverbera em minha mente.

A terceira temporada continua muito boa. De novidades até agora teve a aparição de Carter Hall, o Gavião Negro, numa história bem digamos… adulta com Shayera. Tem também a nova Legião do Mal e o adeus de um membro fundador, numa cena emocionante. Muito bom!!

Batman Begins

outubro 13th, 2005 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (Comentários desativados)

Pois é, quando o filme estava nos cinemas há poucos meses, todo mundo me perguntava quando eu ia escrever sobre ele. Acontece que eu fiquei enrolando, quando fui ao cinema já tinha lotado, vieram filmes mais prioritários como Terra dos Mortos e… acabei não vendo Batman Begins na telona.

Tudo bem. Hoje o file já está em DVD para locação e compra (achei absurdos os R$ 49,90, daqui a dois meses você encontra por R$ 24,90 na Blockbuster ou mesmo no Carrefour).

Bom. Assisti. E…

Cara…

Eu gostei. Gostei, gostei. Mas não SUPER gostei.

Agora, largue essa cadeira e vamos conversar.

Sabe, a primeira hora do filme é muito boa. O treinamento de Bruce, os diálogos e interpretações estão muito bons… a direção também manda bem. Mas a acho que o roteiro não se mantém durante o filme. Quando Bruce volta para Gotham e começa a socar os bandidos é que os problemas começam e o filme desanda.

O filme vive se justificando demais, leva o seu entendimento a um nível desnecessário que acaba frustrando quando alguma cena requer um pouco mais de condescendência do expectador. Por exemplo: toda a artilharia do Batman, da roupa à capa, passando pelas luvas e pelo cinto de utilidades, é tudo explicado tintim por tintim. Mas então temos um carro de quatro toneladas pulando de prédio em prédio sem demolir nenhum. E um plano maligno de um super-vilão que começa como um personagem crível mas depois parece fugido diretamente do covil da Legião do Mal. Caramba, quer destruir Gotham? Joga uma bomba, ué! Não precisa fazer aquele esquema todo.

Foi isso que acabou me frustrando um pouco. Esse realismo excessivo versus fantasia dos quadrinhos, que não é encontrado em Homem-Aranha 2, por exemplo. Lá tudo é meio fantasia. O filme não fica se justificando, os personagens são críveis mas nem por isso ver Peter Parker se pendurando entre os prédios parece fantasioso.

E a atual Sra. Tom Cruise, Katie Holmes, hein? De todas as namoradas que o Batman já teve no cinema, ela é foi sem dúvida a mais fraquinha. Não tem como não lembrar de Kim Bassinger, Michelle Pfeifer e a ex-senhora Tom Cruise Nicole Kidman.

Também prefiro a Gotham do Tim Burton.

Outra coisa que me incomodou foram as malditas frases repetidas pelos personagens em momentos diferentes do filme. Tipo “Você não desistiu de mim, não é mesmo, Alfred?”. “Nunca“. Ou então “Por que caímos, Bruce?”, repetida mais vezes durante o filme do que o refrão de “I wanna rock and roll all nite“, do Kiss.

Bom. Pode não parecer, mas eu gostei, tá?

P.S.: Sabe uma coisa que eu nunca entendi no Batman? Aquela história dos pais dele. Tipo, você é um dos homens mais ricos do planeta, mora num castelo e resolve ir ao cinema. Será que na volta você pensa: “Bom, como vou voltar pro meu palácio a pé com minha esposa chiquérrima e meu filho de 7 anos, acho melhor a gente pegar um atalho por esse beco escuro, suspeito e cheirando a dejetos humanos.” ?


2 filhos de Francisco

agosto 18th, 2005 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (Comentários desativados)

O que faz um bom filme? Um roteiro inteligente? Direção e atores competentes? Personagens interessantes e uma história cativante, cheia de surpresas e reviravoltas? Uma trilha sonora decente com certeza não faz mal a ninguém, né?

Acredite: 2 filhos de Francisco – A história de Zezé di Camargo e Luciano (2005) tem tudo isso e mais um pouco.

O “acredite” da frase acima se faz necessário pois há um compreensível “pé-atrás” de boa parte do público em relação ao filme. Culpa do atual sistema que combina celebridades nacionais com cinema de baixa qualidade e que, logicamente, não dá uma boa liga – vide filmes da Xuxa, Padre Marcelo, Didi e Eliana Dedinhos.

É justamente nesse ponto que o roteiro esmerado de Patrícia Andrade e Carolina Kotscho se destaca. As duas utilizam a consagrada dupla sertaneja apenas como uma ponte para na verdade contar a história do pai dos cantores, Francisco Camargo, um trabalhador rural apaixonado por música e que sonhava com a carreira musical dos filhos. Interpretado brilhantemente por Angelo Antonio, Francisco é um típico brasileiro como tantos e, ao mesmo tempo, tão poucos. Sem instrução, dinheiro e, muitas vezes, comida, mas dono de uma ingenuidade que viria a ser seu maior trunfo, Seu Francisco jamais desistiu deste sonho. Ao preço de uma vida de sacrifícios, hoje pode contar sua história, que começa no nascimento do primeiro filho, Mirosmar (Zezé di Camargo), e vem até um emocionante show da dupla, não sem antes mostrar a construção do mega-hit que lançou os dois: “É o amor”.

Mesmo que essa história tenha sofrido “poetizações”, seus elementos mais importantes são retratados de maneira bastante realista, com fome, frio, deslumbramentos, decepções e até uma paralisia infantil de um dos filhos de Francisco, que também teve de lidar com uma tragédia ainda maior – mostrada lá pelo meio do filme. Os momentos alegres na infância e a vida adulta dos personagens existem, mas são mostrados de maneira honesta e bastante crível. Dos conhecidos contos de fada, a história só tem mesmo o final feliz.

Contudo, o filme também tem seus deméritos. Apesar da assustadora semelhança com Zezé di Camargo, Marcio Kieling deixa muito a desejar em sua atuação, e traz uma certa quebra no ritmo do filme que, até a fase adulta dos cantores, flui perfeitamente. Outro detalhe que incomoda são os excessivos e intrusivos merchandisings, incluindo a aparição da atual logomarca do Bradesco (criada em 1997) perdida numa cena ambientada no comecinho da década de 90. Um detalhe pequeno, mas que podia ser evitado.

Dirigido pelo premiado diretor de fotografia Breno Silveira, 2 filhos de Francisco cai na estrada com o pé direito. Vencer preconceitos, pelo menos da crítica, foi sua maior vitória até agora. Resta torcer para que em sua estréia o filme também ganhe o merecido respeito do público.

2 filhos de Francisco – A história de Zezé di Camargo e Luciano
Brasil – 2005
Drama, 132 min

Direção: Breno Silveira
Roteiro: Patrícia Andrade e Carolina Kotscho

Elenco: Márcio Kierling, Thiago Mendonça, Ângelo Antônio, Dira Paes, Paloma Duarte, Dablio Moreira, Wigor Lima, Marco Henrique, Maria Flor, Natália Lage, Jackson Antunes, Pedro, Thiago, Lima Duarte, José Dumont

Grey’s Anatomy

julho 31st, 2005 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (1 Comments)

Taí uma série que estou gostando de acompanhar. Inteligente, leve e divertida, Grey’s Anatomy conta a história da Dra. Meredith Grey e seus amigos como residentes de um hospital em Seattle. É, mais uma série que se passa em um hospital. Apesar do tema não ser muito original, os personagens são divertidos e as histórias muito bem escritas, além do elenco super competente. Destaque para a nova queridinha da mídia americana, Sandra Oh (de Sideways), considerada por mim a mulher feia mais bonita do mundo. Ou a mulher bonita mais feia do mundo? Ourévah!
Onde? Quinta, às nove da noite, no Sony Entertéinmentê Televíjion, como dizem seus “hosts” Lívia Prestes e Sidney Santiago (que em matéria de dislexia só perdem para a Jéssica e o Cauê, do SBT).

Kung-Fusão

julho 29th, 2005 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (Comentários desativados)

Sabe aquele filme que você não dá nada, mas que depois de assistir você sente como se tivesse descoberto uma jóia rara? É como aconteceu comigo com filmes como Pequenos Espiões, O chamado, Escola do Rock, Um drink no Inferno… filmes que eu considero excelentes apesar das premissas serem aparentemente bobas ou exclusivamente comerciais.Kung-Fusão é mais um que entra honrosamente nessa categoria.

Gente, o filme é bobo. As piadas são bobas. As lutas são hilárias. Tem cenas tão inocentes que remetem a um humor quase primário.

Mas não se deixe enganar. Se você olhar por trás dos dentes voando, da velha com bobs na cabeça mestra em kung-fu, no alfaiate afeminado que também é mestre, vai ver uma história sensível, delicada, belíssima, com dezenas de referências a cultura oriental, artes marciais, ensinamentos budistas e mais um monte de coisas que eu simplesmente não consegui pegar da primeira vez que vi porque estava embriagado pela MARAVILHOSA direção de arte do filme, especialmente seus últimos 20 minutos.

Por trás do non-sense, das cenas e dos personagens totalmente imprevisíveis, é possível ver o crescimento de seu protagonista Sing mesmo que ele simplesmente suma no meio do filme! O jeito em que o roteiro é construído e os personagens são introduzidos beira o genial. É um tipo novo de comédia, que deve redefinir o gênero assim como O Chamado fez com o terror.

Uma aula, viu. De quando se deve rir de si mesmo, de quando se deve se levar a sério. Sinceramente, se o mesmo filme fosse feito sem as piadas, Kung-Fusão seria facilmente considerado filme “de arte”. Assista e supreenda-se!

(Ah: e se você puder, assista a Shaolin Soccer (Kung-Fu Futebol Clube) antes. Também é absurdamente divertido, e te prepara um pouco para o que vem a seguir)

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