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Episódio 7: Terminator: Salvation e um japinha muito louco!

Publicado em Julho 28th, 2008 in Filmes, Um maluco na Califórnia!, Viagem by Fábio Yabu

Eu não estava botando a menor fé nesse filme. Sei lá, um diretor chamado McG que também dirigiu As Panteras Detonando é um pouco demais para minha cabecinha preconceituosa. Mas o painel de Terminator: Salvation foi um dos mais legais, apesar do tal McG ser chato pacas. Pena que o Christian Bale não estava lá, pra eu tirar um monte de fotos pra Lia daquela língua presa dele. Leia no Omelete o que eu achei do trailer, porque na verdade esse post está aqui por outro motivo: o painel de Terminator: Salvation foi o mais engraçado de todos, por causa de três malucos que apareceram pra fazer perguntas. Uma menina foi de Sarah Connor, um maluco foi de T1000 e um japonês fez uma imitação impressionante do Governator Schwarzenegger.

Pule até os 6:40 pra ver.

Pena que o vídeo não mostrou o resto. Os três subiram ao palco e o japinha ficou conversando com o McG imitando o Schwaza, foi muito bom! Logo logo devem colocar no Youtubio e eu posto aqui.

Agora vou arrumar as malas, daqui a pouco parto para San Fransico e para o segundo volume da aventura! Fui!

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Episódio 6 - Bolt e UP, da Pixar

Publicado em Julho 27th, 2008 in Filmes, Um maluco na Califórnia!, Viagem by Fábio Yabu


Carl, o personagem principal de UP
Num painel duplo realizado durante a Comic-Con, a Disney mostrou quase 20 minutos de seu próximo filme, Bolt e em seguida, o diretor Peter Docter revelou as primeiras imagens de UP, o novo filme da Pixar.

Ainda que a empresa de Walt Disney tenha comprado a de Steve Jobs, as diferenças entre as duas felizmente continuam bem claras. Bolt, que não deve ser ruim, parece ter absorvido elementos da Pixar como o design de personagens, mas ainda aposta em elementos como coadjuvantes engraçadinhos e frases de efeito para arrancar risadas histéricas do público. Na prévia, pudemos conhecer a história do cachorrinho Bolt (Jonh Travolta), um astro de uma série de TV criado no set, que não conhece o mundo exterior e acha que tem superpoderes. Mandado para Nova York, Bolt precisa aprender a distinguir a ficção da realidade se quiser salvar sua dona Penny de um perigo não revelado no vídeo.

Disney\'s Bolt

É interessante, mas não muito mais que isso, tanto que os diretores Chris Williams e Bryon Horward saíram do palco sem nem abrir para perguntas. Em seguida, sob os aplausos da platéia, o diretor Peter Docter, da Pixar, apresentou pela primeira vez a imagem de Carl, o protagonista de seu novo filme, Up.

O personagem é quase uma antítese do cãozinho fofinho Bolt. Carl é um velhinho mau humorado prestes a se mudar para um asilo. Motivado pela promessa de levar sua esposa a um exuberante paraíso na Venezuela, Carl transforma sua casa numa espécie de nave carregada por balões.

A influência do cineasta japonês Hayao Miyazaki é clara. Docter, que trabalho na versão americana de “O Castelo Animado” reconheceu a genialidade de Miyazaki e sua influência nos demais filmes da Pixar. Assim como em Wall-E, o filme parece preferir arrancar suspiros do que histeria. A sequência de 5 minutos exibida no painel tem um pouco de humor no começo, mas depois segue sem absolutamente nenhum diálogo enquanto a casa de Carl é levada pelos ares. “É uma história de amor. E um filme da Pixar.” definiu o criador de Monstros S.A., que ainda disse que UP era o ponto alto de sua carreira. O preview não deixa dúvidas de que 29 de maio de 2009 provará isso.

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Batman Versus Super-Homem

Publicado em Julho 18th, 2008 in Crônicas, Filmes, Livros e Gibis by Fábio Yabu



Todos conhecem bem a história que é quase uma mitologia moderna. Um garoto inocente perde sua família. Cercado por um ambiente hostil, ele faz da tragédia a origem de sua força e se torna o maior defensor de seu mundo. Se estou falando do Batman ou do Super-Homem, é você quem decide.

É interessante refletir sobre os dois personagens. Uma análise equivocada é achar que ambos são opostos. À primeira vista, pode até parecer, já que o Batman é um avatar da escuridão e faz da noite o sua maior arma, enquanto o Super-Homem recebe seus poderes do sol. O Batman tem apenas seu treinamento físico e intelecto para lutar contra o crime, o Super-Homem desconhece a verdadeira extensão de seus poderes mitológicos. O Batman sempre foi rico, o Super-Homem foi criado numa fazenda. A identidade secreta do Batman é um empresário mulherengo, a do Super-Homem, um repórter atrapalhado.

Indo um pouco além das primeiras impressões, começam a surgir semelhanças interessantes. Dizem que a história do Batman é muito mais trágica já que ele perdeu os pais, mas o Super-Homem perdeu não só a família mas o seu planeta inteiro! Gotham, onde o jovem Bruce Wayne cresceu é fétida e corrupta, mas a Terra onde o jovem Kal-El foi criado é um inferno dantesco perto da sociedade superavançada de Krypton. Ambos são frutos de dores que não podem ser mensuradas ou comparadas, profundas até o infinito. Crianças desorientadas, foram reconfortados pelos braços de pais adotivos; o Batman pelo fiel mordomo Alfred e o Super-Homem pelo gentil casal Kent. E, ainda que salvem a mocinha no final, nenhum dos dois pode encontrar a ternura em seus braços após um dia de luta pelo bem.

Enfim, numa terceira meditação, é possível ver como quem tem visão de raio-x, além das roupas colantes, dos cintos de utilidade e identidades secretas. Por baixo dos músculos, está o propósito, a razão de ser de cada um, junto com a supreendente, simples e inexorável verdade: a vida é uma tremenda duma sacana.

Essa danada distribui de maneira igualmente injusta anos, cores, super-poderes, felicidade, Amor, grana, gordura, bunda. Tem gente que recebe demais, outros de menos, muitos nada. Ninguém recebe opção senão viver tudo e com tudo isso. E não adianta nem reclamar, pode levar o código do consumidor, o segredo ou os 9 passos para a felicidade que for.

As pessoas acabam achando ruim - normal - e sempre olham pro prato alheio, pra grama do vizinho, mas o que tem debaixo dela? Acho que, no fundo no fundo, todos recebem na sua cumbuca uma porção de miséria, sejam de Gotham City ou Krypton. Só que, independente de quanto e do quê distribuiu, a maior sacanagem da vida é justamente o que a torna uma grande aventura. No final das contas, com poderes ou sem, com tudo que lhes foi dado de bom e de ruim, o Batman e o Super-Homem precisam simplesmente salvar o mundo.



P.S.: É, era para eu ter escrito uma crítica sobre Batman - O Cavaleiro das Trevas, mas achei que ia ser redundante dizer o quanto o filme é espetacular. Então resolvi partilhar esses pensamentos que sigo como filosofia de vida. ;)

P.S.2: Semana que vem tem Comic-Con! Aguarde toneladas de novidades direto de San Diego, California sobre nossas séries, quadrinhos, filmes e games favoritos, escritas com esse meu jeitinho todo especial. :P

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Palavras apaixonadas sobre Wall-E

Publicado em Junho 23rd, 2008 in Filmes by Fábio Yabu

(Sem spoilers)

Wall-E é um filme de Amor.

Todos os anos, pouco antes do lançamento do filme novo da Pixar, críticos do mundo inteiro tentam explicar o porquê do sucesso dos filmes da empresa. Alguns o atribuem ao roteiro, às técnicas de animação, ao carisma dos personagens. Eu não curto esse tipo de análise. Primeiro, porque acho falha: se fosse fácil assim, teríamos dezenas de Pixares surgindo pelo globo cada vez que uma crítica fosse publicada. Segundo, porque desconstruir filmes como se eles fossem relógios descarta os componentes intangíveis presentes - a magia, para os que ainda acreditam - em todo trabalho artístico.

É claro que existe a técnica, o compasso e a maestria do roteiro, e falar deles é invariavelmente cair na mesmice dos críticos e suas notas quebradas e estrelinhas amarelas. Eu não sou crítico, e sim um homem apaixonado gritando de uma colina que insiste em acreditar que existe algo a mais. Nossa vida precisa de mais! Existe a magia, existe o Amor, e ele não pode ser desconstruído e nem explicado.

Não pode. E é por isso que o robozinho Wall-E é praticamente mudo. Ele só diz o próprio nome e o da amada e, ainda assim, é o personagem mais profundo e apaixonante já criado pela Pixar. Wall-E é uma declaração de Amor, e das mais lindas, não apenas ao cinema, à animação e à história da arte, homenageada de maneira soberba nos créditos finais. Mas também à raça, ao espírito humano, e por que não, ao próprio Amor? Durante o filme, várias questões são levantadas - de onde ele vem? Aonde ele fica? E quem se importa?

Amar é correr riscos - e Wall-E é de longe o filme mais ousado da Pixar. Ratatouille também o é num nível mais sutil, às vezes nem sequer percebido pelo público em geral. Alguém sentiu falta de um gato? Pois é. Mas em Wall-E o nível é outro, e as críticas ao consumismo, à alienação, até mesmo à alimentação e sedentarismo que estão transformando uma certa nação imperialista numa terra de obesos são atiradas para todo o lado. Agora sim, os adultos vão ter com o que se identificar num desenho animado. E também se envergonhar e refletir. Em uma de suas múltiplas camadas, Wall-E escancara o apelo ambiental de forma tão brutal que lembra “Uma verdade Inconveniente”, de Al Gore.

Wall-E é um filme de Amor, pelo qual me apaixonei perdidamente. Como todo apaixonado, não vi defeitos. Nem quero. Talvez daqui a alguns anos eu leia essas palavras e ria da minha ingenuidade, da minha inocência, mas ao contrário do carnal, o Amor por filmes como Wall-E está condenado à eternidade.

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Hulk Versus O Incrível Hulk

Publicado em Junho 18th, 2008 in Filmes by Fábio Yabu

(Sem spoilers, acho)


“CALÇAAAAAAAAAAAS!”

Eu sou um tipo raro de pessoa: eu sou fã do Hulk. Sempre achei o personagem riquíssimo, ainda que a maioria das suas histórias beire o incompreensível. O grande problema dele é que, por mais rico que ele seja, o coitado não dá muito pano pra manga, especialmente num universo povoado por outros heróis. É paradoxal querer tratar o Hulk como um herói no naipe do Homem-Aranha ou dos X-Men. O bicho é um monstro de pura raiva, burro pra cacete e que só quer ficar sozinho! Não dá pra escrever 30 anos de histórias com isso, muito menos tentar posicioná-lo como uma figura heróica ou inspiracional. O Hulk é por definição, uma doença mental.

Por isso as melhores histórias dele são aquelas que ignoram completamente baboseiras como o Universo Marvel ou a cronologia e se concentram exclusivamente na maldição, no conflito entre homem e monstro. Era assim na série de TV, nas primeiras histórias dos quadrinhos e na fase mega-boga escrita pelo Peter David, onde o Dr. Banner tentou se curar fazendo terapia psiquiátrica.

Aí veio o filme de 2003, que tanta gente meteu o pau. Eu não acho que o filme seja ruim, pelo contrário, eu acho um dos melhores filmes de herói simplesmente porque, assim como Superman Returns, não é um filme de herói comum! Não segue aquela fórmulinha definida de: herói é alguém normal - herói ganha poderes - vilão, que era alguém que o herói já conhecia, também ganha poderes - herói e vilão se pegam na cena de luta final - gancho pro segundo filme.

No filme do Ang Lee, apesar de ter o diabo da luta final, o desenvolvimento é totalmente diferente, é muito mais psicológico, mais lento, onde você vê toda aquela tensão crescendo, todo aquele conflito interno do Banner até que ele finalmente explode e vira o Hulk. Eu acho que o filme inteiro foi brilhante, mas reconheço que derrapou e muito no final. Outro problema gravíssimo do filme foi o diabo do Hulk ser GATINHO! Pô, se eu fosse mulher e verde bem que eu dava meu telefone pra ele. O Hulk não tem que ser gatinho, ele é um badass huge mothafocker que dá um couro no Galactus! Tem que ser grotesco, feio, desajeitado, não gatinho com o peito depilado.


“Me deixa em póz!”

São muitos prós e alguns contras bem pesados. Agora, esse filme novo é meio morno demais, fica muito em cima do muro. Seguiu totalmente à risca a fórmula básica, e caiu nas armadilhas que o próprio personagem possui, começando pela simples verdade de que NINGUÉM peita o Hulk. Não dá, o cara é o mais forte do universo. A solução mais fácil para isso é colocar um cara mais forte que ele pros dois se baterem, e o único final possível para essa história é o Hulk ganhar no muque. Não tem como ele vir com uma sacadinha genial, vencer na inteligência ou surpreender ninguém. Vai ganhar é na porrada mesmo, e é exatamente isso que acontece (ao contrário do filme do Ang Lee, que aliás possui uma cena memorável do Hulk brigando na tempestade com seu pai-elétrico).

Eu achei uma pena, porque pelo que eu li por aí, o Edward Norton queria fazer um filme mais cabeça, que pra mim é a verdadeira essência do Hulk. É legal ver o Dr. Banner morando numa favela, pedindo esmola na rua, passando um perrengue danado, porque ele é um cara que já perdeu tudo, inclusive a humanidade. Só isso já daria um filme legal. Mas as cenas foram tão poucas e pareciam querer mostrar tanto o Hulk o tempo inteiro que o filme acabou ficando meio vazio pra mim. Não vou dizer que desprovido de qualidades, a atuação do Edward Norton carrega o filme nas costas, a computação gráfica está melhor (mas MUITO longe de ser perfeita - algumas cenas pareciam saídas direto do Playstation 3), e a trilha sonora e referências foram bem legais. Ainda assim, acho que não foi dessa vez que o Hulk teve o filme que merecia.

Já que é pra comparar, fiz uma tabelinha com os prós e contras de cada filme:



Hulk - 2003
O Incrível Hulk - 2008
Vencedor
Computação gráfica
Hulk “gatinho”
Hulk Badass
O Incrível Hulk
Estilo do roteiro
Filme cabeça
PORRADA!
Hulk
Dr. Banner
Eric Bana
Edward Norton
Edward Norton
Betty Ross
Jennifer Connely
Liv Tyler
Jennifer Connely
Vilões
Pai do Hulk / Poodles radioativos
Abominável
Pai do Hulk, mas eu dispenso os poodles
Nota Rotten Tomatoes
61%
66%
O Incrível Hulk
Nota YabloG!
8
5
Hulk

Veja que as opiniões no Rotten Tomatoes (que compara críticas de diversas fontes) estão praticamente empatadas. Enfim, sugiro que se você ainda não viu o novo, vá ao cinema e tire suas próprias conclusões. E se você é daqueles que não gostaram do primeiro filme, tente dar uma chance daqui a alguns anos, quando a febre de filmes de super-heróis (finalmente) passar. Você vai ver que ele vai ser um dos poucos que realmente vão destoar como diferentes e originais. ;)

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Beowulf - Uma resenha engraçadinha

Publicado em Novembro 29th, 2007 in Filmes by Fábio Yabu

angenipples.jpg
No Angenipples for you!!!

Assisti ontem à mega-boga pré-estréia de Beowulf, exclusiva para 300 omeletenautas sortudos, e, é claro, a nossa boa e velha panelinha. Quer saber o que achei?? Não? E quem se importa, o blog é meu mesmo e eu escrevo o que eu quiser, tá? >_<

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A última hora

Publicado em Outubro 23rd, 2007 in Filmes by Fábio Yabu

A última hora

Esse é o filme mais importante que você poderá ver esse ano. Em exibição na Mostra Internacional de SP, A última hora (The 11th hour) é um documentário produzido e apresentado por Leonardo DiCaprio que, assim como Uma verdade inconveniente, de Al Gore, é um verdadeiro tratamento de choque àqueles que não levam as mudanças climáticas a sério, e um apelo desesperado aos que já se deram conta do problema.

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Transformers 2 - Robôs que eu queria ver

Publicado em Julho 27th, 2007 in Filmes by Fábio Yabu

cnn-election-winner.jpg
Optimus Prime para Presidente! Esse Líder é ótimo!!

Quem diria? Nossos queridos Autobots e Decepticons se espancando na tela foram a grande surpresa do ano (já vi duas vezes!), deixando pra trás filmes como Piratas do Caribe 3 e até o nosso amigão da vizinhança, o Homem-Aranha e seu filme meia-boca. O filme fez tanto sucesso que a continuação já vai começar a ser rodada, e, como não custa sonhar, aqui vão os robôs que eu gostaria de ver na tela:

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Transformers e os Anos 80

Publicado em Julho 20th, 2007 in Dicas maravilhosas, Filmes, TV by Fábio Yabu

opitmus_80s.jpg

Sabe, eu sempre tive mais amigas do que amigos. Sei lá porque, acho que devo ter cara de cabeleireiro. Nunca tive problemas com isso, pelo contrário, mas o fato é que a minha única frustração por ter tantas amigas é não poder conversar com elas sobre Transformers, desenho que fez de mim e dos meus amiguinhos da minha geração os mais felizes do mundo.

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