YabloG! - Blog do escritor Fábio Yabu

Eu queria dizer a algumas pessoas o que eu sinto em relação à elas. Mas graças a Deus eu não posso.Sabe qual eu acho que é a coisa mais bonita do mundo? Foi algo que aprendi com a minha mãe.

A coisa mais bonita do mundo pra mim é ficar quietinho num canto. Calminho, sereno, mas atento. Olhando de rabo de olho cada passo, cada movimento, ação, reação, lágrima e sorriso.

Torcendo, chorando, fazendo preces sem palavras de que tudo vai dar certo.

Porque não é preciso falar, mas sentir. Não é preciso se fazer ouvir, mas estar.

Preces sem palavras, sem deuses, que não têm pedidos, não começam com “por favor”, nem “senhor”. Começam um suspiro antes de por a cabeça no travesseiro. Continuam com os olhos fechados, nos sonhos, nos dias e noites seguintes, até o fim.

Até o fim.

A coisa mais bonita do mundo é ver quem você gosta eternamente como um álbum de fotografias, como um filme em fast-forward, indo e voltando, sem enjoar, parando nos momentos especiais, avançando até os mais difíceis e pulando aqueles que estão no meio.

É ver tudo isso escondido e mudar de canal quando alguém aparece.

Indo e voltando, indo e voltando, com novas surpresas que surgem a cada vez que o filme passa, observados com um sorrisinho discreto no rosto. Sempre de rabo de olho.

Sempre.

Não é, mamãe? :P

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Sabe por que eu acho que escrever para crianças é uma responsabilidade tão grande?Não é só porque eu acho que os escritores ajudam a construir as fantasias das crianças, ou porque eles acabam se tornando modelos e referências, ou ainda porque eles ajudam a formar cidadãos mais conscientes através da leitura.É claro que isso ajuda, e me acompanha em cada página que escrevo. Mas o que realmente me preocupa, onde a tal da responsabilidade entra mesmo é na simples, dura e inegável verdade: qualquer um pode escrever para crianças. Por pior que seja o livro, ele certamente encontrará cá e acolá a incomparável condescendência infantil, que não oferece muita resistência a produtos no mínimo bem apresentados.

E todo mundo sabe disso; da Madonna à ex-Spice Girl Victoria Beckham, que já admitiu nunca ter lido um livro na vida. No Brasil, a atriz global Karina Bacchi já lançou dois (fracos) livros, engrossando a fileira de famosos que se aventuram na literatura infantil.

O mais recente caso é de ninguém menos que o “Playboy” Gabriel o Pensador, que explodiu nas rádios brasileiras há 14 anos com “Hoje eu tô feliz (matei o presidente)”. Desde então, o rapper virou figurinha carimbada na mídia, às vezes mais, às vezes menos, que lhe garantiram um (merecido) lugar na “festa da música tupiniquim”.

Seu primeiro livro, “Um garoto chamado Rorbeto” foi apadrinhado por Ziraldo, seu fã ardoroso. Devido ao justificado medo de mais uma bomba caça níqueis nas livrarias, as palavras do padrinho fazem parte de um encarte colocado sobre a capa, que inclusive leva a sua assinatura. Com esse selo de qualidade, é difícil não se convencer a dar pelo menos uma espiada, que já torna o livro quase irresistível com as magníficas ilustrações de Daniel Bueno e a sempre caprichada edição da Cosac Naify.

Mas vamos ao que importa: e o texto? Felizmente, todo o esmero do trabalho se justifica ao envolver e ambientar a bela história contada por Gabriel o Pensador, que pode não agradar a todos como músico, mas tem um inegável jeito com as palavras.

O livro conta de um jeito gostoso a história de Rorbeto, que tem o nome errado por um erro do pai e relembra do maior susto da sua vida no início da vida escolar. A história tem originalidade e um ritmo quase musical, que leva de uma página à outra de maneira automática.

Pode não ser um novo clássico da literatura infantil, mas sem dúvida foi uma surpresa muito agradável para mim. Recomendo com louvor a entrada de Gabriel o Pensador no concorrido mercado de livros infantis, hoje já tão empanturrado com porcarias.

Katharine McPhee

março 1st, 2006 | Por Fábio Yabu sob Resenhas - (2 comentários)

Com vocês, a melhor candidata dos últimos 5 anos, a estonteante Katharine McPhee, futura vencedora do American Idol!!

É título do meu segundo livro, que deve chegar às livrarias em maio. Apesar da presença de uma trama principal, que se divide de maneiras diferentes entre os diversos personagens, acho que o livro é muito mais ligado nos personagens e em suas emoções do que na trama em si. Por isso foi tão difícil escolher o título, que só “saiu” durante o processo de diagramação (meu tempo já havia se esgotado!).

A única premissa que segui foi da imprevisibilidade da vida, amenizada e romantizada para um livro infantil. Apesar disso, tive que escrever e ilustrar cenas de dor e lágrimas, praticamente ausentes no primeiro livro, mas muito abundantes no segundo. É claro que também coloquei um final feliz, mas não porque manda a etiqueta, e sim porque a vida oferece finais felizes para alguns e outros nem tanto. Justamente por isso não é um final feliz para todos os personagens.

E essa é uma das coisas que eu não pretendo falar numa entrevista a não ser que eu deslize e me esqueça. Mas uma das imagens que me ressoaram na mente quando rascunhei as primeiras páginas foi a do massacre de Beslam, que marcou para sempre a data do meu aniversário. Como a tragédia pode atingir as pessoas mais improváveis e mais inocentes, do nada, ao acaso. O nome do livro era “O dia em que a manhã não veio“, mas achei meio dramático demais e muito extenso. Não se preocupe, não teremos terroristas no segundo livro das Princesas do Mar, não se trata de uma versão Ultimate. Acho que continua sendo um livro até certo ponto inocente, mas muito mais carregado de reflexões sobre o mundo atual do que o primeiro. Também acho que nele me encontrei como escritor, e me fortaleci para o que considero o meu próximo desafio: fazer do terceiro livro das Princesas do Mar o melhor da série. Já tenho toda a história rascunhada na cabeça, preciso só terminar os ajustes no segundo para finalmente passar para o papel. A grande vantagem de fazer isso é que finalmente vou poder dormir em paz, já que estou tão empolgado com ela que mal consigo desligar a mente à noite. =)

Abaixo, a capa, que ainda vai ter algumas modificações mas é basicamente isso.

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Atenção! Vou dividir esse texto em três partes: a primeira para quem já terminou de ver a primeira temporada, a segunda para quem ainda não terminou, ambas SEM SPOILERS. A terceira parte é COM SPOILERS sobre os personagens da segunda temporada e só é recomendada para… bem, não é recomendada para ninguém que não tenha assistido à segunda temporada, ou seja, não serve pra nada. Eu devia é estar escrevendo meu terceiro livro ao invés de perder tempo com essa bobagem… mas enfim.

Preparados? Então vamos lá!

Pra quem já viu a primeira temporada:

A chamada da AXN não poderia ser mais bem acertada: TUDO MUDARÁ. Se você acha que já tem mistérios o suficiente sobre a escotilha, os números, os outros e o monstro Lostzilla prepare-se: vem muito mais por aí.

Muitas respostas são reveladas logo nos primeiros capítulos da segunda temporada, inclusive o que há dentro da escotilha. Descobrimos mais coisas sobre “os outros”, mas eles talvez não sejam bem o que esperamos. Em dado momento da série, alguns se perguntam se não há muitas respostas num período muito curto de tempo, só para descobrir que mais e mais perguntas surgem a cada episódio. Ô seriado porreta!

E a qualidade? Cai?

Felizmente, Lost não sofre da síndrome da segunda temporada, à qual muitas séries acabam sendo canceladas pois não conseguem prender seus telespectadores. Nesse quesito, Lost é um verdadeiro calabouço. A segunda temporada começa de forma genial, mantém-se muito bem nos três primeiros capítulos depois dá uma caída na qualidade por uns dois ou três episódios antes de voltar à velha forma. Atualmente no décimo quarto episódio, assistí-la é um vício compulsivo para milhares de fãs.

O grande mérito dos produtores foi ter dado uma nova direção à série antes mesmo que ela começasse a dar sinais de cansaço. Ainda muito ligada aos personagens, principalmente Locke e Jack, a série agora traz desafios psicológicos tão grandes para eles que sobreviver na ilha passa a ser, definitivamente, o menor de seus problemas.

E a **** dos números?

Você vai continuar ouvindo falar MUITO neles.

Teremos novos personagens?

A segunda temporada aumenta consideravelmente o universo de personagens da primeira. Teremos novos e importantes personagens esporádicos e alguns fixos que injetam sangue novo na história.

Alguém morre?

A contagem de corpos continua com um personagem muito querido dando adeus ao elenco.

Pra quem não viu a primeira temporada:

Prepare-se e não perca um só episódio: os primeiros episódios da segunda temporada fazem TUDO valer a pena. Sem mais por enquanto para não estragar surpresas.

Pra quem quer spoilers de montão!!

Só para quem já está vendo a segunda temporada. Eu avisei, hein? Para ler, marque o texto em branco abaixo:

Ana Lucia

Interpretada pela mulher-macho Michelle Rodriguez, de Swat, Resident Evil e Velozes e Furiosos, filmes em que fez exatamente o mesmo papel. Latina durona, cheia de frases de efeito e um rostinho que… ai, ai. E o sorriso então? E as pernas? E a…?

Ah, Ana Lucia… encheu o Sawyer de porrada, manda até no Mr. Eko e tem frases de efeito que deixariam as Gilmore Girls sem fala. Mais durona que ela, só Chuck Norris.

Frase de efeito: “Quando eu mandar você fazer algo, você faz. Eu digo ande, você anda. Eu digo pare, você para. Eu digo pule, o que você diz?”

Mr. Eko, Zé Pequeno, Jesus Stick

Simplesmente a melhor coisa da segunda temporada. Mr. Eko é interpretado magistralmente por Adewale Akinnuoye-Agbaje (duvido você falar três vezes, aliás, uma vez só tá bom), de Oz e A Identidade Bourne.

Frase de efeito: “Mr. Eko é o c*****! Meu nome é Zé Pequeno, p***!” (ok, ele não fala isso, mas bem que poderia)

Desmond

Esse sim é meu BROTHA!! O resto é colega! Interpretado pelo filho um escocês com uma peruana, Henry Ian Cusick era bem desconhecido até interpretar o sinistro personagem ligado ao passado de Jack que chama todo mundo de brotha. Dizem que ele vai voltar em episódios futuros.

Frase de efeito: “See ya in another life, BROTHA!”

Barba, Mendigo do Pânico, Zeek, Mr. Friendly

Esse sinistro personagem ainda não teve seu nome revelado e só participou rapidamente de dois episódios. Aparenta ser o líder dos Outros. Sequestrou Walt, botou Jack, Locke, Sawyer e Kate pra correr e ainda conhece todos os sobreviventes pelo nome… isso sem tomar um único banho!

Frase de efeito: “Essa não é a sua ilha. É a nossa ilha.”

Rousseau, French Chick

A dona da sinistra voz ouvida no primeiro episódio ainda não deixou claro se é inimiga ou aliada, e aparece esporadicamente para ajudar nossos heróis. É uma espécie de Power Ranger Verde.

Frase de efeito: “Ele é um deles!” (ela só fala isso…)

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