YabloG! - Blog do escritor Fábio Yabu

O Discovery Kids está com tudo e não está prosa! Além de ser o canal mais assistido da TV paga, a casa do Doki começou 2010 com o pé direito, com a estreia da segunda temporada de Princesas do Mar. São mais 52 episódios (totalizando 104!) pra você se esbaldar (?), assistir até debaixo d’água (??), mergulhar de cabeça (???) ou fazer seu próprio trocadilho infame!

Não vou ser pedante e dizer que o desenho traz muitas novidades incríveis – porque não é o caso. Essa nem foi a intenção, na verdade. A segunda temporada apara algumas arestas, mas mantém o climão da primeira, com histórias sobre preservação do meio ambiente e cidadania, e mantém o foco nas aventuras de Polvina, Estér e Tubarina. Tem algumas surpresinhas e easter eggs também, como aparições dos Combo Rangers e de um certo super-herói com anel energético.

O desenho foi classificado como “Especialmente recomendado” pelo Discovery Kids, e estreia dia 15 de fevereiro às 18h. High fives!

E pra você que está atrasado, a ST2 acaba de lançar o volume 2 do DVD – o 3 sai logo logo e está ficando lindo de morrer!

TEXTO SEM SPOILERS SOBRE A SEXTA TEMPORADA DE LOST -
Aguarde um review completo para essa semana

Nunca antes na história desse país uma temporada foi tão aguardada! A contagem regressiva começou ainda na terceira temporada, quando os produtores anunciaram que Lost chegaria ao fim em 2010. Agora, depois de ver os dois primeiros episódios dessa jornada final, e refletir sobre o caminho já trilhado, deixo aqui algumas impressões.

A nova temporada começou com a mesma dinâmica das anteriores – acontecimentos passados, que pareciam pivotais, agora são tão importantes quanto a bombinha de asma da Shannon. Trata-se de uma temporada completamente diferente, com sua pergunta central e as consequências que ela traz aos personagens. Sim, algumas respostas são dadas – mas não espere nenhuma revelação a là Sexto Sentido. Mistérios que pareciam milenares são respondidos de maneira quase trivial – como um guarda de trânsito fazendo transeuntes curiosos desviar de um acidente, circulando, circulando!

Mas quem se importa? As perguntas de Lost sempre foram mais importantes do que as respostas, então qual a diferença se elas são verdadeiras ou falsas, se é que elas existem? Em seu emocionate depoimento ao TED, o criador JJ Abrams conta um pouco como funciona sua mente, e o quanto o mistério de uma caixa deixada pelo seu avô é mais importante do que o conteúdo em si. É provável que até essa história seja inventada – um homem não tem o direito de escrever a sua própria? – mas a metáfora não deixa de ser inspiradora.

Um dos aspectos mais importantes sobre Lost, que deveria ser analisado por toda a indústria, é como o fenômeno mudou a cara do entretenimento em apenas seis anos. Como num legítimo embate ciência vs. fé, de um lado tivemos os canais se reinventando, à beira do desespero, vendo toda uma geração deixar de lado a TV e aderir aos sites de compartilhamento, torrents e megauploads da vida. Do outro, temos essa mesma geração, acusada de pirataria, ameaçada de multas e prisão a cada DVD ou Blu-Ray assistido, sedenta por conteúdo de qualidade, por TV inteligente. No meio dessa guerra, a natureza humana nos faz procurar um Messias, como o Avatar, de James Cameron, e sua promessa de “salvar” o cinema. Mas que cinema, que TV são esses que precisam tanto ser salvos do desinteresse de seu séquito?

Nos últimos seis anos, assisti a Lost das mais diversas formas, talvez algumas até extintas agora. Na TV a cabo, TV aberta, via CDs gravados por amigos e distribuídos “na firma”, pendrives, aluguei, comprei, baixei, joguei o jogo (horroroso), vi no avião (deu medo), assisti no exterior, baixei no exterior, fiz o diabo. Nas últimas semanas revi as temporadas em blu-ray, experiência que supera de longe todas as anteriores. A TV? Vai muito bem, obrigado. Pago via débito automático uma cacetada de canais que chegam por um conversor que foi desconectado da tomada por falta de espaço: tem que concorrer com a própria TV, o subwoofer, o DVD, o Wii, PS3, o modem, o roteador e um abajur. E AINDA ASSIM, vi religiosamente todos os episódios, muitos deles repetidas vezes. Agora, me responda: quem é que precisa ser salvo?

Como tantos antes de mim, eu adorava os livros de Monteiro Lobato quando era criança. Meus pais tinham aqueles volumes gigantes da Editora Brasiliense, em capa dura, preto e branco e papel fininho, que eu virava cuidadosamente enquanto me aventurava no sítio.

Nas últimas horas vagas de 2009, resolvi fazer essa brincadeira, reimaginando a Emília. É claro que os puristas vão querer me apedrejar, mas fiquem tranquilos. É só um exercício. :)

Geralmente eu não sou de fazer show-off, prefiro não comentar as matérias que saem a meu respeito na mídia. Sabe como é, eu sou tímido como um ganhador da Mega Sena da Virada. Mas essa me deixou realmente orgulhoso e queria compartilhar com vocês: fui eleito pela Época São Paulo uma das 25 pessoas que fazem “a cara de São Paulo“. Além do reconhecimento, fiquei muito feliz porque leio a revista desde o primeiro número, e sempre gostei muito das reportagens e dicas culturais/gastronônicas.

A revista ainda está nas bancas de São Paulo. E veja só, ganhei até um bonequinho de biscuit na capa, feita pela cake designer Carla Ikeda:


Ficou parecido, né? Faltou só o símbolo do Lanterna Verde! =)

Meu Amigãozão

dezembro 3rd, 2009 | Por Fábio Yabu sob Resenhas - (16 comentários)

amigaozao

Vejam que bacana a primeira pelúcia do Golias, criação do brother Andrés Lieban, da produtora carioca 2DLab. “Meu Amigãozão” é a mais nova série de animação nacional que, como Princesas do Mar e Peixonauta, vai estrear nas TVs do mundo todo, a começar pelo Canadá. Ontem pude assistir aos animatics de alguns episódios, e achei simplesmente genial.

A data de estreia ainda não foi confirmada pelo Discovery Kids, mas pode aguardar pro ano que vem ou pro começo de 2011. Enquanto isso, você pode ver o teaser:

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