YabloG! - Blog do escritor Fábio Yabu

Paper Toy da Polvina!

dezembro 1st, 2009 | Por Fábio Yabu sob Criações - (Comentários desativados)

polvina01_resizeO Cláudio Dias, do PaperInside.com fez esse modelo MEGA BOGA da Polvina em Paper Toy – um brinquedo de papel que você mesmo pode montar em casa.

Pra montar não é (muito) difícil: basta imprimir o PDF, recortar pacientemente as milhares de dobras e colar cuidadosamente. Prontinho, você tem uma Polvina de papel para brincar ou enfeitar sua mesa!

Bom, e se você não conseguir, pode sempre comprar as lindas e maravilhosas pelúcias das Princesas do Mar, à venda nas melhores lojas de brinquedos, ou pela Internet. \o/

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Como já está virando tradição (pulada no último ano, my bad), esse ano criei meus próprios cartões de natal para enviar para os amigos. Mas ao invés do tradicional “Feliz Natal e Próspero Ano Novo“, resolvi desejar coisas mais concretas, para que 2010 seja um ano realmente mais legal para todos.

Fique à vontade para copiar, enviar para seus amigos, twittar. O uso das imagens é livre, e tem também uma versão para impressão, em PDF e em alta resolução, pra você imprimir (em papel reciclado, claro).

topo_cartoes

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Meus custom created characters em Soul Calibur 4

outubro 26th, 2009 | Por Fábio Yabu sob Sem categoria - (7 comentários)

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Lanterna Verde – quem precisa de DC Vs. Mortal Kombat?

Estou simplesmente alucinado com Soul Calibur 4. Será esse o melhor jogo de luta para o PS3 até agora? Bom, todos sabem o quanto eu adoro Street Fighter 4, mas a série Soul Calibur sempre esteve no páreo entre minhas sessões de porradaria favoritas. Não apenas pela jogabilidade fantástica, mas por mostrar que um jogo de luta também pode ter uma história interessante.

Mas confesso que o que estou achando mais legal em SC 4 não são as lutas ou os gráficos, mas a possibilidade de criar seu próprio personagem – que perdi em SC3 por ter sido exclusivo para o PS2. É uma pena que eles não possam ser disponibilizados online (triste como os games sempre chegam atrasados nas redes sociais), então, na falta de uma ferramenta mais apropriada, veja as fotinhas que tirei das minhas criações. Tem pra todos os gostos: de X-Men a Caverna do Dragão, passando por Sailor Moon e Transformers!

:)

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A última sexta-feira, dia 02 de outubro, foi um dia muito especial para mim. A peça “Raimundo, Cidadão do Mundo“, baseada no meu livro homônimo, estreou com sucesso no auditório da UFMG. Cinquenta e uma (!) crianças e adolescentes declamaram apaixonados todas as passagens do livro, algo que sinceramente nem eu saberia fazer! O evento teve apoio da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, da Secretaria da Educação e da Panda Books.

Seria impossível transmitir aqui a alegria que senti. Logo que cheguei à UFMG, fui cercado pelas crianças do elenco, que me pediram autógrafos em seus livros, braços, rostos… Houve vários momentos emocionantes naquela noite. Depois da peça, um senhor veio com seu neto – cego e autista – com lágrimas nos olhos. Disse que o Raimundo era maravilhoso, que tinha adorado ler para o netinho e que nunca tinha visto um escritor na vida. Me abraçou forte e pediu que eu nunca parasse de fazer o que eu faço. Outra menina veio com uma reclamação: “Fábio, eu nunca consigo pegar o seu livro na biblioteca. Tem até lista de espera!“.

Eu sinceramente nunca havia imaginado que um dia meus livros criariam listas de espera em bibliotecas públicas. É estranho e ao mesmo tempo, revelador. E é o que faz essa profissão, que por vezes pode parecer ingrata, valer a pena.

Pra quem mora em BH, ainda haverá mais quatro apresentações. Anote aí:

Peça Teatral “Raimundo, Cidadão do Mundo”
Dia 10 de outubro:

10h30 e 14h00
Dia 12 de outubro:

10h30 e 13h30
Local:
Parque das Mangabeiras (Av. José do Patrocínio Pontes, 580, Mangabeiras, Belo Horizonte, MG)

Veja um pequeno vídeo da apresentação, filmado mal e porcamente pelo iPhone. A iluminação está ruim, o som pior ainda, mas acho que dá pra sentir um pouquinho como foi:

Tem muito mais fotos no meu Flickr.

O Raimundo vai ter continuação?

Muita gente tem me perguntado se a história do Raimundo vai continuar. Bom, desde o começo eu planejei o Raimundo como uma série de aventuras ao redor do mundo, cada vez conhecendo novos países ao lado de sua família. Porém, antes  de escrever o primeiro livro, eu havia criado outro personagem: Apolinário, o Homem-Dicionário, que seria a minha estréia no mundo da poesia infantil.

Acontece que o Raimundo acabou ganhando vida antes, enquanto eu refinava o texto do Apolinário. Pois bem, depois de muitos meses de trabalho, o texto finalmente ficou pronto. No começo de 2010, meu novo personagem chegará às livrarias. Apolinário, o Homem-Dicionário pode ser considerado a “continuação” do Raimundo, mas traz um personagem e uma história totalmente novos. Apolinário é um homem muito culto, que, graças a um golpe do destino, aprende todas as palavras do dicionário – exceto uma. O livro fala sobre a busca dele pela “palavra perdida”, e do preço que ele vai precisar pagar para encontrá-la. Eu tenho a tendência de sempre achar isso do último livro que escrevo – mas acho que Apolinário, o Homem-Dicionário, é meu melhor trabalho. Foi o texto ao qual eu mais me dediquei, em horas, em suor, em carinho. Logo, logo, você vai poder conferir.

:)

Resenha MSP 50

setembro 21st, 2009 | Por Fábio Yabu sob Criações - (11 comentários)

MSP50Mauricio de Sousa é um raro caso de brasileiro que não precisou cruzar o oceano para ser reconhecido entre os seus. No país onde todo mundo é juiz de futebol, todo mundo também é crítico de literatura, cinema, música, quadrinhos… O que vem daqui de dentro, nunca parece ser bom. “Princesas do Mar é brasileiro?” é uma pergunta que ouço semanalmente. “Nossa, parece americano!”, completam, perplexos, os incautos.

Será só uma exigência exagerada, ou será que acreditamos mais no crivo dos americanos e europeus para sabermos o que é bom e o que não é? Seja qual for a resposta, centenas – sim, a conta é essa – de talentos brasileiros estão espalhados pelos melhores estúdios e cursos de graduação mundo afora. De produtoras desconhecidas na Islândia, passando por Disney, Marvel, Ghibli, Pixar, estamos produzindo filmes, animações, games e quadrinhos “para gringo ver”. E, quem sabe, um dia brasileiro também possa.

Oportunamente, em seu cinquentenário de carreira, Mauricio de Sousa reuniu 50 dos desenhistas brasileiros mais reconhecidos da atualidade para lhe prestar uma homenagem. Sob a batuta de Sidney Gusman, que compilou o material, eu e os outros 49 aceitamos o desafio de peito aberto. Como de praxe, muitos deles são “filhos pródigos”, com suas carreiras estabelecidas no exterior, enquanto caminham anonimamente entre nós. Ivan Reis, Renato Guedes, Julia Bax, Erica Awano e tantos outros. O resultado, MSP 50 – Mauricio de Sousa por 50 Artistas, é pra deixar o patlão cheio de orgulho – e a gente também.

Porque, como diria nosso presidente, “Nunca na história desse país se fez um álbum assim!“. A partir da genial abertura de Laerte, tem absolutamente de tudo: charges, tiras, ficção científica, non-sense, de Angeli a Ziraldo, passando por Fernando Gonsales e o estreante Vitor Cafaggi, que também é a grande surpresa da coletânea.

É exagero dizer que todas as histórias são boas. Estatisticamente, não tinha como todos os 50 acertarem a mão, mas como co-autor, não cabe a mim julgar meus colegas. Que cada um leia e tire suas próprias conclusões. Apenas uma história me deixou realmente desapontado, talvez devido à expectativa que já acompanha seu criador – que parece não ter entendido quem era o homenageado em questão.

Mas falemos do lado brilhante – e isso não falta. São tantos estilos diferentes que é impossível dizer qual é a melhor, apenas arriscar que ela está entre essas:

As aparências enganam – Fernando Gonsales: não tinha como ser diferente. O criador de Niquel Náusea mistura seu inconfundível senso de humor com o traço indomável dos Estúdios Mauricio de Sousa. O resultado é um “falso Bidu”, que encontra com outros desenhos da Turma, tortinhos, mal-feitos, e, por isso mesmo, autênticos.

Nada como um dia após o outro -  Vinícius Mitchell: vários autores escolheram o Astronauta – um dos poucos adultos proeminentes da obra de Mauricio. Talvez por isso ele não transite tão bem entre as crianças (eu mesmo sempre pulava as histórias dele). Dentre todas as releituras filosóficas e verborrágicas do personagem, a de Mitchell se destaca por unir os mundos adulto e infantil, num conto sobre maturidade e a passagem do tempo.

Sem título – Erica Awano – na boa? Eu sempre achei a mãe do Chico Bento uma bi-a-tch! Chiliquenta, histérica e até meio cruel. Erica Awano trouxe uma visão mais doce da personagem e sua relação com o filho. E surpreende por sua sensibilidade como roteirista, faceta desconhecida até então.

Cadê o Capitão Feio? – Orlandeli - uma visão bem humorada do supervilão da Turma. Ao revelar o destino do vilão, Orlandeli mostra o Capitão Feio em cada um de nós.

Minha visão preferida – Vitor Cafaggi - enquanto Mauricio de Sousa está completando 50 anos de carreira, Vitor Cafaggi está completando um – e é a grande revelação do álbum, numa história delicada e magistralmente ilustrada sobre o Chico Bento. A HQ já sinaliza o brilhante caminho que o criador de Puny Parker tem pela frente. Fiquem de olho nesse menino!

Quanto à minha história, “O que aconteceu com a menina mais forte do mundo?“, só posso dizer que foi escrita durante toda uma apaixonada noite – mas já estava pronta há tempos. Nela, eu trago uma visão particular sobre o futuro sombrio da Turma, com Franjinha se transformando no poderoso vilão Jinn Farah. Ele e seu arqui-inimigo, o Dono da Lua, como vilões que são, aguardavam apenas a oportunidade perfeita para fazer sua estréia. Eu jamais poderia imaginar que seria numa ocasião tão especial. Fica aqui também meu agradecimento ao Michel Borges, que me emprestou seu talento ao finalizar as páginas.

É isso! Procure nas bancas a edição cartonada (R$ 55,00) ou nas livrarias a de capa dura (R$ 98,00), a que for mais conveniente para o seu bolso. São quase 200 páginas, das quais todos os brasileiros, desenhistas ou não, têm muito do que se orgulhar.

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