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Green Lantern – First Flight

março 2nd, 2009 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (11 Comments)

green_lantern_first_flight

Veja que mega-boga a capa do filme animado do Lanterna Verde, que será lançado em Julho nos Estados Unidos! A aventura mostrará o Lanterna novato Hal Jordan, descobrindo que seu mentor Sinestro está arquitetando um plano que ameaça toda a Tropa dos Lanternas Verdes. Não tenho dúvida de que o filme será ANIMAL, e preparará o terreno para o vindouro filme live-action programado para o ano que vem. Depois do renascimento nos quadrinhos, a sensacional saga da Tropa Sinestro e a derradeira Blackest Night, já era hora do meu herói favorito ter o lugar que merece na mídia!

(mais…)

Sabe aquele filme que ninguém botou muita fé quando foi anunciado? Que, assim que surgiram as primeiras fotos, nego reclamou, disse que não estava fiel à obra original, que iam estragar a mitologia do personagem, bla bla bla? E que a única coisa boa que o CATASTRÓFICO trailer trouxe foi o sinal verde para todos levantarmos nossas plaquinhas dizendo “EU JÁ SABIA!”?

Pois é. Dragonball é esse filme. Veja por si mesmo(a) :(

UPDATE: Veja o trailer legendado (não que isso o torne mais interessante, mas enfim…) – via Smellycat

Se os trailers costumam mostrar as melhores partes de um filme, a coisa aqui tá bem feia, já que só conseguiram colocar umas cambalhotas, um cara pulando uma fogueira e outro levando um chute na orelha. Nem o trailer do Demolidor, da mesma FOOOX, era tão desanimador. O filme então, fala por si.

Olha, é uma pena, viu. Eu sou fã de Dragon Ball e Dragon Ball Z, não só vi todos os episódios como li a maior parte dos mangás. Pode ser que meu preconceito esteja enganando meus olhos e que, diante de mim, esteja o novo Matrix. Mas acho que as chances disso acontecer são as mesmas da Soninha ser a próxima prefeita de São Paulo.

dragon ball z

É assim que vou me lembrar de Dragon Ball. Uma história divertida, original, com personagens mágicos. Quem não lembra do Mestre Kame destruindo a Lua? Ou da luta de Goku contra Freeza e da ajuda indispensável de Mister Satan na vitória contra Majin Buu? Dragon Ball é isso, é ação desenfreada com uma comédia quase pueril. Não é esse LIXO que a FOOOX teve a pachorra de apresentar. :(

Então fica aqui um apelo, para aqueles que possuem em seu poder uma das esferas do dragão: vamos juntar as 7 e pedir a Sheng Long que impeça esse filme de ser lançado!!!

SAI DAÍ SHENG LONG, PARA REALIZAR O NOSSO DESEJOOOOOOOO!!!

(Pule até os 3:50 para relembrar essa cena antológica, é genial)

Batman Versus Super-Homem

julho 18th, 2008 | Posted by Fábio Yabu in Crônicas | Resenhas - (15 Comments)



Todos conhecem bem a história que é quase uma mitologia moderna. Um garoto inocente perde sua família. Cercado por um ambiente hostil, ele faz da tragédia a origem de sua força e se torna o maior defensor de seu mundo. Se estou falando do Batman ou do Super-Homem, é você quem decide.

É interessante refletir sobre os dois personagens. Uma análise equivocada é achar que ambos são opostos. À primeira vista, pode até parecer, já que o Batman é um avatar da escuridão e faz da noite o sua maior arma, enquanto o Super-Homem recebe seus poderes do sol. O Batman tem apenas seu treinamento físico e intelecto para lutar contra o crime, o Super-Homem desconhece a verdadeira extensão de seus poderes mitológicos. O Batman sempre foi rico, o Super-Homem foi criado numa fazenda. A identidade secreta do Batman é um empresário mulherengo, a do Super-Homem, um repórter atrapalhado.

Indo um pouco além das primeiras impressões, começam a surgir semelhanças interessantes. Dizem que a história do Batman é muito mais trágica já que ele perdeu os pais, mas o Super-Homem perdeu não só a família mas o seu planeta inteiro! Gotham, onde o jovem Bruce Wayne cresceu é fétida e corrupta, mas a Terra onde o jovem Kal-El foi criado é um inferno dantesco perto da sociedade superavançada de Krypton. Ambos são frutos de dores que não podem ser mensuradas ou comparadas, profundas até o infinito. Crianças desorientadas, foram reconfortados pelos braços de pais adotivos; o Batman pelo fiel mordomo Alfred e o Super-Homem pelo gentil casal Kent. E, ainda que salvem a mocinha no final, nenhum dos dois pode encontrar a ternura em seus braços após um dia de luta pelo bem.

Enfim, numa terceira meditação, é possível ver como quem tem visão de raio-x, além das roupas colantes, dos cintos de utilidade e identidades secretas. Por baixo dos músculos, está o propósito, a razão de ser de cada um, junto com a supreendente, simples e inexorável verdade: a vida é uma tremenda duma sacana.

Essa danada distribui de maneira igualmente injusta anos, cores, super-poderes, felicidade, Amor, grana, gordura, bunda. Tem gente que recebe demais, outros de menos, muitos nada. Ninguém recebe opção senão viver tudo e com tudo isso. E não adianta nem reclamar, pode levar o código do consumidor, o segredo ou os 9 passos para a felicidade que for.

As pessoas acabam achando ruim – normal – e sempre olham pro prato alheio, pra grama do vizinho, mas o que tem debaixo dela? Acho que, no fundo no fundo, todos recebem na sua cumbuca uma porção de miséria, sejam de Gotham City ou Krypton. Só que, independente de quanto e do quê distribuiu, a maior sacanagem da vida é justamente o que a torna uma grande aventura. No final das contas, com poderes ou sem, com tudo que lhes foi dado de bom e de ruim, o Batman e o Super-Homem precisam simplesmente salvar o mundo.



P.S.: É, era para eu ter escrito uma crítica sobre Batman – O Cavaleiro das Trevas, mas achei que ia ser redundante dizer o quanto o filme é espetacular. Então resolvi partilhar esses pensamentos que sigo como filosofia de vida. ;)

P.S.2: Semana que vem tem Comic-Con! Aguarde toneladas de novidades direto de San Diego, California sobre nossas séries, quadrinhos, filmes e games favoritos, escritas com esse meu jeitinho todo especial. :P

(Sem spoilers)

Wall-E é um filme de Amor.

Todos os anos, pouco antes do lançamento do filme novo da Pixar, críticos do mundo inteiro tentam explicar o porquê do sucesso dos filmes da empresa. Alguns o atribuem ao roteiro, às técnicas de animação, ao carisma dos personagens. Eu não curto esse tipo de análise. Primeiro, porque acho falha: se fosse fácil assim, teríamos dezenas de Pixares surgindo pelo globo cada vez que uma crítica fosse publicada. Segundo, porque desconstruir filmes como se eles fossem relógios descarta os componentes intangíveis presentes – a magia, para os que ainda acreditam – em todo trabalho artístico.

É claro que existe a técnica, o compasso e a maestria do roteiro, e falar deles é invariavelmente cair na mesmice dos críticos e suas notas quebradas e estrelinhas amarelas. Eu não sou crítico, e sim um homem apaixonado gritando de uma colina que insiste em acreditar que existe algo a mais. Nossa vida precisa de mais! Existe a magia, existe o Amor, e ele não pode ser desconstruído e nem explicado.

Não pode. E é por isso que o robozinho Wall-E é praticamente mudo. Ele só diz o próprio nome e o da amada e, ainda assim, é o personagem mais profundo e apaixonante já criado pela Pixar. Wall-E é uma declaração de Amor, e das mais lindas, não apenas ao cinema, à animação e à história da arte, homenageada de maneira soberba nos créditos finais. Mas também à raça, ao espírito humano, e por que não, ao próprio Amor? Durante o filme, várias questões são levantadas – de onde ele vem? Aonde ele fica? E quem se importa?

Amar é correr riscos – e Wall-E é de longe o filme mais ousado da Pixar. Ratatouille também o é num nível mais sutil, às vezes nem sequer percebido pelo público em geral. Alguém sentiu falta de um gato? Pois é. Mas em Wall-E o nível é outro, e as críticas ao consumismo, à alienação, até mesmo à alimentação e sedentarismo que estão transformando uma certa nação imperialista numa terra de obesos são atiradas para todo o lado. Agora sim, os adultos vão ter com o que se identificar num desenho animado. E também se envergonhar e refletir. Em uma de suas múltiplas camadas, Wall-E escancara o apelo ambiental de forma tão brutal que lembra “Uma verdade Inconveniente”, de Al Gore.

Wall-E é um filme de Amor, pelo qual me apaixonei perdidamente. Como todo apaixonado, não vi defeitos. Nem quero. Talvez daqui a alguns anos eu leia essas palavras e ria da minha ingenuidade, da minha inocência, mas ao contrário do carnal, o Amor por filmes como Wall-E está condenado à eternidade.

Hulk Versus O Incrível Hulk

junho 18th, 2008 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (12 Comments)

(Sem spoilers, acho)


“CALÇAAAAAAAAAAAS!”

Eu sou um tipo raro de pessoa: eu sou fã do Hulk. Sempre achei o personagem riquíssimo, ainda que a maioria das suas histórias beire o incompreensível. O grande problema dele é que, por mais rico que ele seja, o coitado não dá muito pano pra manga, especialmente num universo povoado por outros heróis. É paradoxal querer tratar o Hulk como um herói no naipe do Homem-Aranha ou dos X-Men. O bicho é um monstro de pura raiva, burro pra cacete e que só quer ficar sozinho! Não dá pra escrever 30 anos de histórias com isso, muito menos tentar posicioná-lo como uma figura heróica ou inspiracional. O Hulk é por definição, uma doença mental.

Por isso as melhores histórias dele são aquelas que ignoram completamente baboseiras como o Universo Marvel ou a cronologia e se concentram exclusivamente na maldição, no conflito entre homem e monstro. Era assim na série de TV, nas primeiras histórias dos quadrinhos e na fase mega-boga escrita pelo Peter David, onde o Dr. Banner tentou se curar fazendo terapia psiquiátrica.

Aí veio o filme de 2003, que tanta gente meteu o pau. Eu não acho que o filme seja ruim, pelo contrário, eu acho um dos melhores filmes de herói simplesmente porque, assim como Superman Returns, não é um filme de herói comum! Não segue aquela fórmulinha definida de: herói é alguém normal – herói ganha poderes – vilão, que era alguém que o herói já conhecia, também ganha poderes – herói e vilão se pegam na cena de luta final – gancho pro segundo filme.

No filme do Ang Lee, apesar de ter o diabo da luta final, o desenvolvimento é totalmente diferente, é muito mais psicológico, mais lento, onde você vê toda aquela tensão crescendo, todo aquele conflito interno do Banner até que ele finalmente explode e vira o Hulk. Eu acho que o filme inteiro foi brilhante, mas reconheço que derrapou e muito no final. Outro problema gravíssimo do filme foi o diabo do Hulk ser GATINHO! Pô, se eu fosse mulher e verde bem que eu dava meu telefone pra ele. O Hulk não tem que ser gatinho, ele é um badass huge mothafocker que dá um couro no Galactus! Tem que ser grotesco, feio, desajeitado, não gatinho com o peito depilado.


“Me deixa em póz!”

São muitos prós e alguns contras bem pesados. Agora, esse filme novo é meio morno demais, fica muito em cima do muro. Seguiu totalmente à risca a fórmula básica, e caiu nas armadilhas que o próprio personagem possui, começando pela simples verdade de que NINGUÉM peita o Hulk. Não dá, o cara é o mais forte do universo. A solução mais fácil para isso é colocar um cara mais forte que ele pros dois se baterem, e o único final possível para essa história é o Hulk ganhar no muque. Não tem como ele vir com uma sacadinha genial, vencer na inteligência ou surpreender ninguém. Vai ganhar é na porrada mesmo, e é exatamente isso que acontece (ao contrário do filme do Ang Lee, que aliás possui uma cena memorável do Hulk brigando na tempestade com seu pai-elétrico).

Eu achei uma pena, porque pelo que eu li por aí, o Edward Norton queria fazer um filme mais cabeça, que pra mim é a verdadeira essência do Hulk. É legal ver o Dr. Banner morando numa favela, pedindo esmola na rua, passando um perrengue danado, porque ele é um cara que já perdeu tudo, inclusive a humanidade. Só isso já daria um filme legal. Mas as cenas foram tão poucas e pareciam querer mostrar tanto o Hulk o tempo inteiro que o filme acabou ficando meio vazio pra mim. Não vou dizer que desprovido de qualidades, a atuação do Edward Norton carrega o filme nas costas, a computação gráfica está melhor (mas MUITO longe de ser perfeita – algumas cenas pareciam saídas direto do Playstation 3), e a trilha sonora e referências foram bem legais. Ainda assim, acho que não foi dessa vez que o Hulk teve o filme que merecia.

Já que é pra comparar, fiz uma tabelinha com os prós e contras de cada filme:



Hulk – 2003
O Incrível Hulk – 2008
Vencedor
Computação gráfica
Hulk “gatinho”
Hulk Badass
O Incrível Hulk
Estilo do roteiro
Filme cabeça
PORRADA!
Hulk
Dr. Banner
Eric Bana
Edward Norton
Edward Norton
Betty Ross
Jennifer Connely
Liv Tyler
Jennifer Connely
Vilões
Pai do Hulk / Poodles radioativos
Abominável
Pai do Hulk, mas eu dispenso os poodles
Nota Rotten Tomatoes
61%
66%
O Incrível Hulk
Nota YabloG!
8
5
Hulk

Veja que as opiniões no Rotten Tomatoes (que compara críticas de diversas fontes) estão praticamente empatadas. Enfim, sugiro que se você ainda não viu o novo, vá ao cinema e tire suas próprias conclusões. E se você é daqueles que não gostaram do primeiro filme, tente dar uma chance daqui a alguns anos, quando a febre de filmes de super-heróis (finalmente) passar. Você vai ver que ele vai ser um dos poucos que realmente vão destoar como diferentes e originais. ;)

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