YabloG! - Tag Archive - Filmes

SNAKES ON A PLANE!!!

setembro 15th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (4 Comments)

E quem tinha dúvidas de que Snakes on a Plane ia ser o melhor filme do ano?? Não preciso ver mais nenhum filme pelos próximos 12 meses. Não tenho nem o que falar! Se você tem mais de 13 anos, vá ver, agora!! Se você tem carteirinha de estudante, aproveite e veja duas vezes!

“I have had it with these motherfucking snakes on this motherfucking plane!” é o novo “Hasta la vista, baby!”. Eu pagaria o valor do ingresso só pra ver essa cena! Quer a prova?

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E pra quem perdeu Samuel L. Jackson reinando absoluto no Movie Awards 2006:

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Tradução pra quem fez inglês no CNA:

Jessica Alba Yabu: Eu tenho apenas 3 palavras sobre o nosso apresentador… Samuel L. Jackson!
Samuel L. Jackson: Estou aqui para apresentar o prêmio que todos estão esperando… o de melhor filme. Esse prêmio tem um lugar especial no meu coração, porque no ano que vem, eu vou ganhá-lo por Snakes on a Plane. Eu sei, eu sei… soa convencido, mas eu não tô nem aí! Eu estou garantindo que Snakes on a Plane vai ganhar o prêmio de Melhor Filme no ano que vem. Não importa o que mais vem por aí. O novo James Bond? Não tem cobras aí. Treze homens e mais um segredo (argh!): cadê as minhas cobras? Shrek 3? Verde… mas não é cobra! Nenhum filme triunfará sobre Snakes on a Plane! A não ser que eu resolva fazer um filme sobre… more motherfuckin’ Snakes on more motherfuckin’ plane! (é intraduzível, sorry!)

P.S.: Desculpem ter tirado o “eu zumbi” tão rápido… digamos que ele teve uma… vida curta! Quá quá quá! É que a ocasião era especial… afinal, são motherfuckin’ snakes on a motherfuckin’ plane!!

Ensaio sobre a cegueira – o filme

setembro 13th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (6 Comments)

Após ter visto Cidade de Deus e o Jardineiro Fiel, ambos adaptações de livros, é difícil duvidar da competência do grande diretor brasileiro Fernando Meireles. Agora, ele parte para o que eu considero um desafio quase impossível: adaptar para as telas o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, Ensaio sobre a Cegueira, do escritor português José Saramago.

O livro conta a história de um país fictício atingido por uma repentina cegueira branca, que começa com um motorista em pleno trânsito e se espalha por toda a nação. As vítimas são levadas para um asilo, onde testemunhamos os limites da degradação humana, ora como espectadores, ora como um dos diversos personagens cegos e sem nome que vivem em meio a dejetos humanos, à fome e ao desespero. Se já era desagradável imaginar os horrores que se passam dentro do asilo, como mortes e cenas de estupro protagonizadas por cegos, como será traduzir isso para as telas? Um desafio e tanto para o diretor, resumido nas palavras de Saramago na apresentação pública de seu livro:

“Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso”
(José Saramago, sobre Ensaio sobre a Cegueira)

A história do livro é tão real que causou arrepios em todos os seus leitores ano passado, nos eventos que aconteceram no Superdome pós-Katrina. Como uma triste profecia com uma década de antecedência, fatos que no livro pareciam brutais se mostraram condescendentes frente aos horrores vividos pelos sobreviventes presos no ginásio. Assassinatos, gangues de estupradores, seres humanos revertendo a estados primais. Tudo isso em poucos dias de isolamento, com a diferença que desta vez, o mundo inteiro estava olhando.

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Ensaio sobre a cegueira, por R$ 26,70: um livro que não custa os olhos da cara!

OMFG! A Dama na Água!

setembro 8th, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (10 Comments)

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(Desculpem a crítica tardia, tenho tido pouco tempo de ir ao cinema. Cabines então, nem pensar. Mas está aqui, e como vocês verão, é de coração!) :P

A Dama na Água é um filme mágico. Mas como toda a mágica, você tem que acreditar nela para que ela funcione.

Acredite. Vá ao cinema com a mente aberta; não espere um final mirabolante, sustos a toda hora, não busque pistas escondidas, não tente explicar e nem entender nada. Esqueça do marketing equivocado do filme, não se trata do novo Sexto Sentido. Esqueça dos seus problemas e apenas acredite. Sente-se na poltrona com essa atitude e você certamente terá uma experiência memorável.

A Dama na Água é um conto de fadas atemporal, uma releitura de arquétipos que todos nós lembramos (ou deveríamos). O reino vira um condomínio onde o zelador Cleveland (Paul Giamatti, excelente) cuida de seus habitantes excêntricos com rotinas que beiram a obsessão. O lago vira a piscina do condomínio, a princesa que busca ajuda (Bryce Dallas Howard) vira a personagem que dá nome ao filme. O curandeiro gentil, o valente cavaleiro, o lobo mau, está tudo costurado estrategicamente na história, escondido em camadas à mesma maneira vista em Sinais e Corpo Fechado, filmes cujas semelhanças se limitam à indiscutível qualidade técnica de Shyamalan como diretor.

Não vou comentar aqui sobre as alardeadas críticas negativas ao filme. Na sessão em que eu estava, pessoas resmungavam, se levantavam e saíram xingando. Já eu estava me deliciando, ouvindo com atenção a cada detalhe, aguardando ansioso pela próxima página e pelo final feliz, que veio inundado por lágrimas. Ao acender das luzes, alguns ainda resmungavam, mas olhando ao redor era possível ver sorrisos satisfeitos, talvez não tão apaixonados quanto o meu, mas sempre dizendo “Ah, eu gostei…”. Será que a felicidade é só um ponto de vista?

Talvez. Ao lembrar de filmes infantis recentes como Shrek, Os Incríveis e Monstros S.A., lembro-me da criança que eu era. A Dama na Água é um tipo de filme que me lembra da criança que sou; do quanto é bom (e necessário) acreditar em fadas, guardiões, finais felizes e, principalmente na moral da história que, pelo visto, poucos entenderam.

Meu ranking atualizado de filmes de M. Night Shyamalan:
1. Corpo fechado (Unbreakable) – O melhor! Um filme de super-herói como nunca se viu, simplesmente arruinado pelo título em português. Arruinado! Um título que deu uma expectativa absolutamente errada às pessoas, que só prejudicou o filme. Tem gente que até hoje não viu porque acha que é filme de terror. Direção primorosa, fotografia belíssima, e um dos melhores roteiros hollywoodianos que já vi.
2. A Dama na Água – Acho que não preciso falar mais nada
3. Sinais - Uma maravilhosa história sobre fé disfarçada de filme de ET. Na minha opinião, brilhante! Apesar disso, começou aqui uma estranha obsessão da crítica em perseguir o diretor, numa estranha “maldição do Sexto Sentido”. Todo mundo esperava o próximo Sexto Sentido sem perceber que os filmes de Shyamalan podem oferecer muito mais.
4. O Sexto Sentido – junto com O Chamado, um dos poucos filmes de suspense hollywoodianos dignos de nota dos últimos 10 anos. Uma pena que foi feito antes de Unbreakable. Se a ordem tivesse sido inversa, talvez hoje não existisse a maldição.
5. A Vila – Só não considero um ótimo filme porque acabei desvendando o mistério (por mais que eu tentasse não fazê-lo) lá pelo meio. Novamente, o uso das metáforas para contar uma história relevante é o grande atrativo. Pena que nem todo mundo entendeu.

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“I’m not drinking fuckin’ merlot!!!!!”

O melhor boato do ano

setembro 1st, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (9 Comments)

Segundo o site Sobrecarga, Katharine McPhee, sim, a MINHA Katharine McPhee, segunda colocada no American Idol 5 está cotada para interpretar ninguém menos que a MULHER-MARAVILHA no cinema! Deus, faça ser verdade, faça ser verdade, faça ser verdade, faça ser verdade, faça ser verdade, faça ser verdade,…

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“Eu queria agradecer ao Fabinho, que sempre me apoiou desde que cantei God Bless the Child…”

Agradecimentos ao ere, que mandou a notícia, e a Deus por ter mandado tão bem quando fez a moça.

Hard Candy

setembro 1st, 2006 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (1 Comments)

Hard Candy, um dos melhores thrillers dos últimos anos finalmente vai estrear no Brasil dia 22 de setembro. A péssima notícia é que o filme recebeu o infeliz nome de “Menina má.com”, provável invenção do mesmo cara que dá nome às operações da Polícia Federal.

Apesar do nome remeter a algum filme adolescente com Paris Hilton como protagonista, Menina Má.com (sic) traz um tema forte e indigesto: a pedofilia. Hayley é uma menina de 14 anos vivida Ellen Page (a gracinha que fez a Kitty Pride em X-Men 3). Ela suspeita que o fotógrafo Jeff é um pedófilo, e passa as duas horas de filme o torturando física e psicologicamente.

O grande barato do filme é a impressionante atuação de Ellen Page. Se em X-Men 3 ela já havia roubado a cena nos poucos minutos que apareceu, em Hard Candy a atriz mostra que pode ser a Natalie Portman da nova geração. Sua atuação é tão soberba que acaba sobrepondo a discussão sobre o filme ou o tema; ela se torna o próprio filme, é impossível desgrudar os olhos da tela enquanto Hayley executa suas torturas.
Não se deixe enganar com o nome de Sandra Oh no cartaz (como se alguém fosse ao cinema por causa dela). Sua participação é de apenas uma cena que ela deve ter gravado enquanto ia ao banheiro em Grey’s Anatomy. Mas do jeito que ela é queridinha nos EUA, é capaz que ela ganhe o Oscar por isso. ;P

Não deixe de ver o trailer no Omelete.

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Menina má.my.ass

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