YabloG! - Tag Archive - Green Lantern

Green Lantern – First Flight

março 2nd, 2009 | Posted by Fábio Yabu in Resenhas - (11 Comments)

green_lantern_first_flight

Veja que mega-boga a capa do filme animado do Lanterna Verde, que será lançado em Julho nos Estados Unidos! A aventura mostrará o Lanterna novato Hal Jordan, descobrindo que seu mentor Sinestro está arquitetando um plano que ameaça toda a Tropa dos Lanternas Verdes. Não tenho dúvida de que o filme será ANIMAL, e preparará o terreno para o vindouro filme live-action programado para o ano que vem. Depois do renascimento nos quadrinhos, a sensacional saga da Tropa Sinestro e a derradeira Blackest Night, já era hora do meu herói favorito ter o lugar que merece na mídia!

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Review: Dimensão DC – Lanterna Verde #01

outubro 7th, 2008 | Posted by Fábio Yabu in Sem categoria - (11 Comments)

Pois é, faz um tempinho que eu não comento de gibis aqui. Eu não tenho lido quase nada a não ser TPs ou álbuns mais autorais como Persépolis. É triste ver que os lançamentos de qualidade tem se tornado cada vez mais escassos, e, por mais que eu ame quadrinhos e me considere uma pessoa razoavelmente inteligente, eu simplesmente não consigo entender o que se passa nas histórias da Marvel ou da DC. É um samba do crioulo doido, nego morre, desmorre, ressuscita, desressuscita. Acho que nem o Sheldon, do Big Bang Theory consegue entender o que se passa naquelas histórias.

Mas tem uma história aqui da qual eu PRECISO falar, e o herói você já sabe quem é: o Lanterna Verde. É uma época de alegria para mim. Pela primeira vez na vida tive a oportunidade de comprar uma revista MENSAL do Lanterna Verde no Brasil. O herói mais cabuloso dos quadrinhos sempre ficou relegado às migalhas das revistas do Super-Homem ou da Liga da Justiça. Agora, a Panini, é, a Panini, a mesma que cancelou meu gibi, me largou na rua da amargura, na fila do desemprego, no leito do SUS e me fez vender um rim e meus três filhos, simplesmente reconquistou meu amor incondicional ao publicar de forma tão caprichosa aquela que é A MELHOR HISTÓRIA DO LANTERNA VERDE DESDE OS TEMPOS DO ALAN MOORE. OH, PANINI, EU TE AMO, PANINI! PEGA EU, PANINI!

Aham. Deixa eu recuperar a compostura.

Pois é. DIMENSÃO DC: LANTERNA VERDE, traz em suas verdes e abençoadas páginas a saga “A Guerra dos Anéis” (The Sinestro Corps War). O que rola? Como eu gosto de tudo explicadinho, vou começar do princípio:

Os Lanternas Verdes são uma espécie de polícia intergalática. Cada setor do universo tem 2 ou mais desses guerreiros, que como arma possuem um anel energético capaz de realizar qualquer desejo, com exceção de criar ou tirar vidas. O maior dos Lanternas Verdes é o terráqueo Hal Jordan, que durante anos lutou contra as forças do mal, ao lado de seus companheiros de tropa, ou da Liga da Justiça.

Seu principal inimigo era o ex-colega SINESTRO, um Lanterna Verde renegado que forjou para si um anel amarelo, com poderes semelhantes ao dos Lanternas. Durante anos, Sinestro tentou em vão destruir Hal Jordan e a Tropa, mas a desvantagem numérica sempre falou mais alto… até agora.

Sinestro resolveu usar um pouco sua cabeça avantajada e saiu recrutando os alienígenais mais sórdidos do universo. Cada um deles recebeu um anel igual ao seu, e o objetivo de aniquilar sem piedade todo e qualquer Lanterna Verde.

E a coisa fica mais divertida ainda: lembra quando você era criança e imaginava o que aconteceria se o Super-Homem tivesse o anel do Lanterna Verde ou o cinto de utilidades do Batman? Pois é: entre os “recrutas” de Sinestro, não estão só alienígenas feios e bobos, mas alguns dos supervilões do primeiro escalão do Universo DC: o Superciborgue, o Superboy Prime, a entidade do medo Parallax e ninguém menos que o ANTI-MONITOR – o grande vilão do clássico Crise nas Infinitas Terras. Juntos, os vilões empunham seus anéis amarelos e DESCEM O SARRAFO não só na Tropa, mas em praticamente todo mundo no Universo DC que usa roupa colante.

A história, de Geoff Johns, é o sonho de todo fã do Lanterna Verde e também do Universo DC. Johns conseguiu juntar os principais elementos de décadas de histórias, passando por Alan Moore, Crise nas Infinitas Terras e até os anabolizados anos 90, numa narrativa envolvente da primeira à última página da saga, sem perder o ritmo. Muito mais do que uma história do bem contra o mal, “A Guerra dos Anéis” é um intenso conflito psicológico entre a força de vontade e o medo, no qual nenhum dos dois está totalmente certo ou errado. Enquanto os heróis fazem a contagem de corpos e pensam em revidar à altura, os vilões riem por terem conseguido tornar a barreira entre os dois lados cada vez mais tênue.

Apenas poucos defeitos permeiam a história, mas não chegam a tirar seu brilho: um deles, é a indefinição  dos uniformes da Tropa Sinestro, inicialmente azuis ao invés de amarelos. O símbolo da Tropa também foi criado pouco antes da primeira edição, e antes era mostrado como um simples círculo amarelo. Já uma coisa que me incomodou um pouco na edição brasileira foi o título “A Guerra dos Anéis”, que ao meu ver não traz o mesmo significado que o original ao pé da letra “A Guerra da Tropa Sinestro”. Eu também gostaria de ver mais ação com os vilões principais, mas acontece tanta coisa na história que sobra pouco espaço para tanta vilania.

A arte é de Ethan Van Scrier e do brasileiro Ivan Reis, dois dos desenhistas mais talentosos da atualidade. Simplesmente imperdível!

Confira também o Hotsite feito pela Panini, que explica mais sobre as duas tropas: A Guerra dos Anéis, e também traz HQs online sobre as duas facções.

O juramento do Lanterna Verde

agosto 13th, 2008 | Posted by Fábio Yabu in Sem categoria - (43 Comments)

Green Lantern\'s Oath

Uma coisa que sempre me incomodou nos gibis brasileiros é algo que pouca gente reclama: a tradução. Os mangás então, nem se fala. Apenas um ou outro se salva. Na minha modesta opinião, traduções devem ser feitas por escritores, e não simplesmente, tradutores.

Enfim, não vou ficar aqui apontando as falhas alheias, até porque não tenho acompanhado quase nada que sai por aqui. Mas uma coisa que sempre me incomodou muito foi a tradução sem pé nem cabeça do juramento do meu herói favorito, o Lanterna Verde. A versão mais conhecida em língua inglesa, pra quem não conhece, é:

In brightest day
In blackest night
No evil shall escape my sight
Let those who worship evil’s might
Beware my power, Green Lantern’s Light

Em vídeo também é muito estáile:

Segundo a Wikipedia, a primeira versão do juramento em português foi publicada na revista Superamigos e vinha como:

“No dia mais claro
Na noite mais densa
O mal sucumbirá
Ante a minha presença

Da lanterna vem
o dom da paz
Para disseminar a luz
Que a justiça traz

Quem quer o mal
tudo perde
Ante ao poder
do Lanterna Verde”

Logo, o juramento foi condensado na seguinte forma, que foi a primeira que conheci, aos 9 ou 10 anos de idade:

No dia mais claro
Na noite mais densa
O mal sucumbirá ante à minha presença
Quem comete a maldade tudo perde
Frente aos poderes do Lanterna Verde

Noite mais densa?? Desde quando noite é “densa”? A palavra ainda perde a conotação das cores trazida na versão original, que opõe “brightest” a “blackest”, elementos que sempre foram utilizados nas histórias do personagem. “A noite mais negra” (Blackest Night) é o nome da próxima saga, onde aparecerão os Lanternas usando anéis “negros” – e não “densos”.

Só recentemente eu percebi que “tudo perde” deveria rimar com “Lanterna Verde”. Eu também não me lembro de ter visto o verbo “sucumbirá” em nenhum outro lugar. Soa muito mal, formal demais, né? Mas, como essa foi a primeira versão do juramento que conheci, até dou um desconto.

Recentemente, a Panini trouxe uma nova versão, talvez por algum conflito de direitos autorais com a Abril:

No dia mais claro
Na noite mais densa
Nenhum mal escapará ao meu olhar
Todo aquele que venera o mal há de penar
Quando o poder do Lanterna Verde enfrentar

Eu acho essa um pouco melhor, mas o “densa” continua me incomodando. “Há de penar” também acho bem feinho, parece “depenar”. Já vi o Lanterna Verde esmurrando seus inimigos com luvas de boxe e gatinhos gigantes, mas nunca o vi depenando ninguém.

Se adaptar as palavras para formar as rimas não parece uma boa solução, traduzir ao pé da letra também não é lá muito inteligente, como pudemos ver na versão do desenho da Liga da Justiça:

“No dia mais claro
Na noite mais escura
Nenhum mal escapará à minha visão

E aqueles que cultuam o mal
Temam o meu poder
A luz do Lanterna Verde!”

Traduzindo ao pé da letra, as rimas vão pra cucuia.

Enfim, foram anos à espera de uma tradução que capturasse a essência do juramento original, criado em por Alfred Bester nos anos de 1940. Como acho que não vai rolar, resolvi fazer a minha própria versão. Que é claro, não tem a menor intenção de substituir o juramento em mídia alguma, mas acho que foi um exercício legal de rima e métrica – algo bem importante para mim, já que devo lançar um novo livro de poesia em breve.

Criei uma tradução quase ao pé da letra, só que mais fiel ao original, respeitando sua métrica e rimas (ABBBB):

Na mais clara manhã
No mais escuro anoitecer
Nenhum mal escapará ao meu dever
O seguidor do mal deve temer
O Lanterna Verde e seu poder

E aí, o que você acha?

(Eu sei, esse foi o post mais nerd de todos os tempos. Mas eu PRECISAVA escrever isso, entende???)

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